Cantinas, quase tão paulistanas quanto italianas

Acompanhe as sugestões de Ailin Aleixo, do Época Sp na CBN:

Il sognodi anarello

De terno e gravata, Giovanni Bruno transita entre o salão e a cozinha com a desenvoltura de um garoto e a paixão de quem está apenas começando a realizar um sonho. E pensar que a sua trajetória aqui no Brasil teve início na década de 50. Hoje, com 73 anos, 58 de profissão, Giovanni é uma das figuras mais folclóricas e carismáticas da gastronomia paulistana. Tanto que recebeu até nome de rua em sua homenagem, a Il Sogno di Anarello, onde está instalada a cantina. É um lugar despudoradamente típico, com inúmeras fotos nas paredes, garrafas de vinho no teto e o bom e velho pão italiano sobre a mesa. Na hora de comer, não espere muito cuidado no preparo e refinamento na apresentação. Aqui fala mais alto a fartura e o clima de festa – com salão cheio nas noites de segunda a sexta. O espaguete à carbonara chegou com molho à base de ovos parecendo uma omelete. Já o cabrito ao forno desossado tinha tempero rico, com vinho e alecrim. Para encerrar, café de coador de pano com uma lasquinha de limão na xícara. Bom avisar que a casa não abre aos sábados e domingos e que as férias de Giovanni estão chegando.
R. II Sogno di Anarello, 58 – Vila Mariana, tel.:5575-4266- acessibilidade

LOsteria do PIero

Parece uma cantina de cinema, com todos os estereótipos que se espera desse tipo de restaurante: camisas de futebol penduradas no teto, várias televisões ligadas (sem volume, felizmente) e garçons que jogam as bandejas no chão, com o simples intuito de fazer barulho, sempre que um cliente está aniversariando. Para quem gosta do clima, é um prato cheio. O cardápio é gigante, como se espera, com porções enormes que dão com folga para dois – só para se ter uma idéia, há mais de cem pratos de massas à escolha. Prefira as artesanais, fabricadas lá, como o fettuccine, as lasanhas e o talharini. Entre as carnes, o clássico polpetone é uma boa opção. Antes de pedir a conta, não dispense a ótima musse caseira de chocolate.
Al. Franca, 1.509 – Cerqueira César, tel.:3085-1082- acessibilidade

Totó

Alfredo Martins, sócio da casa, adora uma caipirinha e manda bem no balcão. Antes de pedir os pratos, experimente uma delas – a caipirosca de mexerica com limão-cravo está entre as melhores. A cozinha mescla a culinária do norte da Itália com a mediterrânea e o resultado são pratos como o tortelli de coelho ao molho de azeitonas-verdes e tomates e o tagliolini com abobrinhas grelhadas e camarões ao vinho branco. O risoto de mascarpone com presunto cru foi servido meio durinho no dia da visita. Nas massas de fabricação própria estão os maiores acertos. Para a sobremesa, experimente o torrone di trento.
R. Doutor Sodré, 77 – Vila Olímpia, tel.: 3841-9067

Um comentário sobre “Cantinas, quase tão paulistanas quanto italianas

  1. Quando ouço a palavra Cantina, a primeira que me vem à cabeça é a Posilipo, que por mais de 50 anos funcionou na Rua Paim, em SP. Após seu fechamento nunca mais frequentei a casa, que segundo um site, informa que ela funciona em uma casa no Itaim. Destaque para a Perna de Cabrito com batatas e brócolis e de sobremesa a tradional Charlotte.

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