Famílias inteiras morando dentro de carros. A imagem que muita vezes foi usada para escancarar a falta de estrutura dos centros urbanos para receber tantos automóveis, é a realidade construída na periferia das cidades americanas atingidas pela crise econômica. Quem faz a descrição é Raquel Rolnik, brasileira, paulistana, urbanista, e relatora das Nações Unidades para o Direito à Moradia.
Ela entrega hoje relatório aos 193 países da Assembléia Geral da ONU, em Nova Iorque, que traça o perfil das favelas de primeiro mundo. Uma alerta às autoridades para os efeitos da crise financeira que já tirou a moradia de cerca de 2 milhões de americanos – natos e agregados. E são estes, os imigrantes, os primeiros a sofrerem com a crise.
O fenômeno da favelização pode ser sentido também nos países da Europa e deve ser olhado com muita atenção aqui no Brasil, país em que o cenário das comunidades mais pobres faz parte de um triste cartão postal.
Ouça a entrevista de Raquel Rolnik concedida antes da entrega do documento à ONU, nesta manhã: