Avalanche Tricolor: E não é que segue líder !



Cruzeiro 3 x 0 Grêmio

Brasileiro – Belo Horizonte

Vi Adílson Batista na beira do gramado, nesta noite no Mineirão. Lembrei dos tempos que vestiu a camisa tricolor. Não esta branca com duas listas coloridas do lado esquerdo do peito a cobrir o coração que o Grêmio usou hoje.

Adílson foi dos grandes zagueiros que estiveram no estádio Olímpico. Em campo, liderava o grupo como poucos. Olhava feio para o adversário. Nunca aceitou ficar assistindo ao atacante passar em velocidade para dentro da área ou girar sozinho sem combate diante do gol. Nem mesmo duas graves lesões tiraram dele este talento. E esta coragem.

Foi bi-campeão Gaúcho, campeão da Recopa Sul-Americana, campeão Brasileiro e campeão da Libertadores. Esta conquista, em 1995, lhe rendeu o apelido de “Capitão América”. Foi Adílson que recebeu o troféu mais cobiçado pelo torcedor do Grêmio, naquele ano.

Hoje, estava do lado oposto, mas tenho certeza de que ao ouvir a voz dos gremistas que ocupavam as arquibancadas do Mineirão sentiu saudades do tempo em que gritava com seus companheiros em campo, exigindo de cada um mais raça, mais amor, mais luta, mais brio, mais futebol. Aquilo tudo que elevou o Grêmio a condição de líder deste Campeonato Brasileiro e o deixou mais próximo de seu maior objetivo: conquistar a América, de novo.

13 comentários sobre “Avalanche Tricolor: E não é que segue líder !

  1. Senti certa preocupação no texto.
    As equipes estão muito iguais. Ainda dá!
    O Adilson tem uma carreira de técnico até que vitoriosa. Apesar de uma passagem simples pelo Grêmio, já conquistou títulos em Natal, Sta. Catarina e pelo próprio Cruzeiro. E é confesso Gremista.
    Merece a atenção da crítica.

  2. É Milton, vc sempre muito inteligente. Para não falar do vexame do seu Grêmio escreveu poeticamente sobre o Adílson Batista, pois futebol do Grêmio mesmo, ninguém viu. E a minha aposta continua: o Grêmio não fica no G4. Abs

  3. Daiane, e demais gremistas:

    Pé no chão e coração na chuteira. A derrota para o Cruzeiro estava na contabilidade. Tem sido assim principalmente no Segundo Turno. Temos jogado no limite, ganhado e perdido pontos também no limite. É onde vivem os gremistas, nas paixões e decepções. No limite.

    Por isso, estamos sempre prontos para uma final como a desse domingo contra o Figueirense.

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