Correio quer monopólio na entrega da conta de água

Cerca de 90 mil pessoas deixaram de receber a conta de água em casa, na zona norte de São Paulo, devido a discussão comercial entre os Correios e a Sabesp, empresa responsável pelo saneamento no Estado.

Os Correios alegam que a postagem é monopólio da empresa e, portanto, funcionários contratados pela Sabesp não poderiam entregar a conta de água logo após fazerem a medição do consumo, a partir de equipamento eletrônico móvel. A empresa estatal teria equipes próprias para realizar este serviço e estariam sendo preterida pela Sabesp.

Como há decisão judicial em discussão, os Correios conseguiram impedir a realização do serviço temporiamente.

Nesta quarta-feira, o CBN São Paulo conversou com o presidente da Sabesp Gesner Oliveira e o representante dos Correios na região metropolitana para entender este imbróglio.

Ouça a entrevista do presidente da Sabesp:

Ouça a entrevista com Vinicius Garcia da Costa, dos Correios:

3 comentários sobre “Correio quer monopólio na entrega da conta de água

  1. É um absurdo. A Sabesp não está entregando correspondência de terceiros. Não está entrando no negócio dos Correios e seu monopólio. Está entregando uma correspondência SUA ao seu cliente. Se uma Empresa utiliza, por exemplo, motoboy para entregar documentos porque a Sabesp não pode fazê-lo com funcionário próprio? Em tempo: Não sou da Sabesp nem dos Correios. Abs

  2. O principal absurdo é o monopólio. Pais democrático com uma prática pouco ligada as aspirações econômicas de um pais que tem visão de crescimento.
    Se estivéssemos falando de petróleo, pelo menos na importância da história atual, dá prá compreender, mas correspondência não é o caso.
    O problema não só prá contas da Sabesp. A distribuição de impressos também surge como exclusividade dos correios e as empresas particulares são impedidas de exercerem a atividade.
    A Sabesp coloca o serviço de 2º via em seu site e assim as pessoas com acesso a rede podem ter seu problema resolvido.
    O Correio não se atualizou com a introdução da internet e prefere a utilização de atos “legais” para manter-se.

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