Governo impõe decisões ao Procon, diz Josué Rios

A escolha do diretor do Procon pelo conselho curador da instituição levou o advogado de defesa do consumidor e consultor do Jornal da Tarde Josué Rios a criticar a forma como a entidade é administrada pelo Governo de São Paulo. No entender dele, falta da transparência nas discussões e há imposição do Estado nas decisões do conselho.

Ouça a entrevista de Josué Rios ao CBN São Paulo:

“Se ele não gosta que vire governador”, diz secretário de Justiça

O secretário estadual de Justiça de São Paulo, Luiz Antonio Marrey, não aceita as críticas à forma como o Governo do Estado administra a Fundação Procon, instituto que tem orçamento de R$ 30 milhões. Em entrevista ao CBN São Paulo disse que o governo vai melhorar a estrutura do órgão para atender às reclamações dos consumidor e atacou o advogado Josué Rios:

5 comentários sobre “Governo impõe decisões ao Procon, diz Josué Rios

  1. Mais uma vez a CBN provoca o debate de assuntos importantes para a sociedade. No caso especifico o governo tenta levar o debate essencialmente para a eleição ou recondução do seu representante no Procon quando a intensão do debate se dá pelo aprimoramento do orgão e o atendimento eficaz ao consumidor e contribuinte. É evidente que o Procon não esta atendedo a sua função de proteger o consumidor, cometendo os mesmos erros que as empresas, estas somente interessadas em seus lucros, deixando de atender as reclamações e necessidades do cidadão. Tentem falar com o procon por telefone, levem suas reclamações ao orgão e verão o descaso e a burocracia a que é submetido o cidadão com filas de espera horriveis e respostas como a de que: não podemos fazer nada. Que o debate não se encerre somente quanto a recondução, que esta claro que o debate não é sobre a pessoa indicada e sim sobre gestão.

  2. Luciano,

    Gostaria que os gestores públicos tivessem o mesmo entendimento. Funalizar a discussão é diminuir o papel do Estado, do Procon, do jornalismo públio que é nosso objetivo. Meu esfoço será sempre evitar este procedimento e cobrar daqueles que se comportam impondo o interesse político ao interesse público.

  3. A questão da lista tríplice é meramente pró-forma. A lista apresentada pelo Secretário da Justiça vem pronta e os Conselheiros apenas corroboram os nomes. Um dos nomes é o que o Governo efetivamente quer ver aprovado. Os outros dois, são apenas figurantes.

    Dinis N. Silva – e-mail: silvadn@ig.com.br
    Ex Diretor da Associação de Funcionários e ex-suplente dos funcionários no ConselhO Curador.

  4. O Governo há anos vem deixando de investir no PROCON. Os projetos de ampliação e de investimentos que o governo afirma que vai fazer são irrisórios, em relação as melhorias necessárias. Com tanto descaso, o grande público que hoje forma filas imensas e não consegue atendimento e os que conseguem passam por uma fila de espera de até 10 horas, vai ter que esperar e muito para ter um serviço ágil e de melhor qualidade. Senhores Governador José Serra e Secretário Antonio Marrey,discursos demagógicos não vão resolver os crônicos problemas da Fundação. Saiam dos seus gabinetes, levantem das suas poltronas aveludadas, vão verificar as tristes realidades dos funcionários que vivem com salários defasados e sem perspectivas de ascensão na carreira e dos consumidores que madrugam nas portas dos “Poupatempos” para brigar por uma senha. Daí, tirem as sua próprias conclusões da atual forma de gestão praticada por vosso descompromissado Governo e da necessidade premente de melhorias na Fundação.

  5. Não me respondam,… pensem! Sendo onze os componentes do conselho curador, apenas um é representante dos funcionário e dez são do gorverno, pergunto: quando este único representante terá voz?
    Se apenas nos últimos TRÊS anos o Procon dobrou seu atendimento e fiscalização, pergunto: como seus servidores conseguiram dar essa qualidade com o quadro de funcionários igual ou menor ao de 1997?
    Descreio que alguém pretenda desmoralizar o Procon. Acredito na “garra” de seus servidores que fizeram a credibilidade desse nome, o diferencial no serviço público e, mesmo com condições precárias, sempre lutou para dar o seu melhor à população. O “rosto suado” de seus servidores é a imagem que a população tem em sua defesa.

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