Gilberto Kassab (DEM) toma posse logo mais às três da tarde do seu segundo mandato na prefeitura de São Paulo. Começa a administração que levará sua grife nos próximos quatro anos. Até aqui era o vice-prefeito que tocava em frente as propostas do seu antecessor, José Serra (PSDB). Ele próprio insistia com esta idéia e se beneficiou dela ao explorar a imagem do governador tucano durante a campanha à reeleição.
Justiça seja feita, a principal marca da administração que se encerra – do ponto de vista burocrático, apenas – foi criação de Kassab, a Lei Cidade Limpa. Curioso, aliás, é ler entrevistas do prefeito reeleito que nega, veementemente, que o programa que restringiu a poluição visual e rendeu à cidade prêmio e reconhecimento internacional não é sua maior conquista. Insiste que até aqui fez um governo voltado para as questões sociais. Quase arrisca um “tudo pelo social” dos tempos de José Sarney.
No Estadão, desta quinta-feira, diz que fará tudo pelo social e pela educação. E muito pouco pelo trânsito na cidade de São Paulo porque não pensa em curto prazo. Não quer repetir o erro de administrações anteriores (herança maldita ?) nem se orgulha de inaugurar obras para colocar placas. A Folha, no entanto, lembra que se for entregar todas as obras que prometeu durante a campanha terá de entregar uma a cada 36 horas até o fim do mandato.
A repórter Fabiana Novello apresentou a “nova” administração municipal em reportagem publicada no CBN São Paulo: