
Útil para alguns, um trambolho urbano para outros, o Minhocão é famoso na cidade de São Paulo. Foi, aliás, uma das primeiras imagens que me marcaram na capital paulista, pois assim que desembarquei por aqui fui à sede da TV Globo que ficava na praça Marechal Deodoro. A cada governo surge a discussão: o Minhocão deve ser derrubado? Um concurso recente, promovido pela prefeitura de São Paulo, levou arquitetos a desenharem soluções para o elevado. Ficaram muito bonitas no papel, mas ninguém parece disposto a investir na mudança. Enquanto isso, “terroristas urbanos” decidiram rebatizar o elevado que leva o nome do nada saudoso presidente Artur da Costa e Silva, o segundo a assumir o poder durante a Ditadura Militar entre 1967 e 1969, e apontado como o comandante que deu início ao período mais violento do regime.
Quem desce a avenida Angélica, pouco antes de se deparar com o Minhocão, encontrará a placa que registrei, nessa terça-feira, com o nome “Torturador Costa e Silva”. Não entendi a data que aparece sob o nome, pois Costa e Silva viveu de 1902 a 1969, e o Minhocão foi criado em 1970.
Talvez não seja a melhor maneira de se fazer um protesto (se bem que, ao meu ver, é perfeito pois não é violento; totalmente o contrario do governo daquele que cujo nome batizou o minhocão), mas mostra que o povo brasileiro não tem uma memória tão curta quanto se pensa; e que, o período miliar, não deixou saudades.
A verdade é que esse senhor foi ditador-torturador, mentor de vários assassinatos de herois brasileiros e exterminou com mtas vidas e esperanças no Brasil
Agora, só falta renomear um outro viaduto.
O do colaborador dos ditadores e, exterminador da vida cultural dos brasileiros, o tal do jonalista Roberto Marinho
Eu acho digno que a Avenida Jornalista Roberto Marinho seja lembrada da mesma forma…
A primeira data é da subida do marechal ao poder (15 de março de 1967) e a segunda é de quando a placa foi colocada no poste.