O Minhocão do Hexa

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Monotrilho em imagem do Flickr/Gov do Estado de São Paulo

 

É inacreditável que quarenta anos depois de inaugurar o Minhocão por Paulo Maluf, a mesma cidade foi vítima de obra similar.

 

Se Maluf, em 1970 teve o regime ditatorial favorecendo as operações, em 2010 as forças da FIFA, da CBF, de Lula, de José Serra e de Kassab tiveram que se unir para vencer os protestos contra a sua execução. Diante do exemplo irrefutável dos problemas do Minhocão original, os argumentos técnicos e sociais afloraram vigorosamente. Dentre eles destacamos em artigo anterior neste blog:

 

A linha 17-Ouro que ligará Congonhas à rede de trilhos terá trens a 15 metros de altura, irá desapropriar área de 132 mil metros quadrados na qual serão derrubadas 2.300 árvores e onde 36 mil metros quadrados são ocupados por residências de alto e médio padrões.

 

O morador deve sofrer impacto negativo de ALTA RELEVÂNCIA: a mudança da paisagem devido à presença de vigas de até 15 metros de altura

Será um grande causador de incômodo. A obra será usada por mais de 200 mil passageiros por dia …

 

Nas vias de baixo tráfego haverá aumento significativo do movimento devendo atrair também camelôs e desvalorizando alguns espaços do entorno…

 

O padrão residencial vertical faz com que o impacto visual do monotrilho seja intensificado, pois alguns domicílios ficarão no mesmo nível que as estruturas permanentes.

 

Entretanto, era uma batalha de cartas marcadas. Tanto é que o Estádio do Morumbi não foi aprovado pela FIFA, alegando que as obras a serem feitas teriam que estar prontas, para em seguida endossar a abertura da COPA no Itaquerão, que ainda não tinha estádio nem mesmo um projeto completo.

 

Então, o que era ruim ficou muito pior, pois a construção do Minhocão do Morumbi diminuiu de ritmo. Afinal os interesses públicos e privados passaram para Itaquera. A ponto de haver paralisação e acentuada degradação no canteiro de obras.

 

O fato é que a COPA 2014 passou. A COPA 2018 também e o monotrilho ainda não está pronto.

 

Em resumo, o capital investido proposto para gerar riqueza está produzindo pobreza.

 

Sem ironia, o Minhocão da COPA será o Minhocão do HEXA: Não dá para prever quando chegará.

 

Leia também:

 

O “Minhocão do Morumbi” — 18/08/2010

 

O Morumbi em choque — 06/10/2010

 

Monotrilho será novo Minhocão, mas tudo muito “moderno — 23/04/2012

 

O Minhocão do Morumbi II — 04/04/2016

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Minhocão: Costa e Silva ou João Goulart?

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Minhocão em foto de Luis F.Gallo/FLickr

 

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou a mudança de denominação do popular Minhocão: de Elevado Presidente Arthur da Costa e Silva para Presidente João Goulart.

 

O Projeto de Lei de autoria do vereador Eliseu Gabriel PSB argumenta que Costa e Silva foi “um ditador responsável pelo ordenamento de inúmeros crimes contra a nação” e João Goulart “teve uma vida de luta em prol da democracia e melhoria das condições de vida da população”.

 

Entre o Presidente imposto e o Presidente deposto, pode-se deduzir que pelo julgamento do vereador sai o nome de um malfeitor para entrar um benfeitor.

 

Este ato específico é parte de um todo que se origina também da orientação da Comissão Nacional da Verdade, cujo relatório final propõe a mudança de todos os nomes de logradouros públicos que sejam de pessoas ligadas ao período ditatorial recente.

 

Pelos números do UOL a tarefa será longa, pois 717 escolas brasileiras têm nomes dos cinco presidentes do período. Ao mesmo tempo, poderá ser realizada dentro da especialização das Câmaras. Algumas estatísticas mostram que 80% das leis aprovadas são as propostas para nomear espaços, criar datas e dar título.

 

Entretanto se o revisionismo ficar a cargo de outras entidades, podemos ter o resultado de Salvador. No Colégio Estadual Presidente Garrastazu Médici votaram os professores, funcionários, estudantes e pais de alunos. Quem ganhou foi Carlos Marighela, ativista da luta armada contra o regime militar, ficando o geógrafo Milton Santos em segundo lugar.

 

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Intervenção pública na sinalização de rua

 

Em São Paulo, os vereadores Orlando Silva e Jamil Murad do PC do B criaram a lei que permite aos moradores trocar os nomes de militares que tenham histórico de violações contra os direitos humanos. Nesta mesma direção, Nabil Bonduki PT apresentou projeto de lei que permite a mudança pelos vereadores de ruas que tenham nomes de pessoas envolvidas na ditadura militar.

 

Como São Paulo tem mais de 65 mil ruas, com estas novas diretrizes muitas mudanças de nomes virão além do Minhocão.

 

Alguns especialistas sugerem que se discutam os critérios para o rebatismo de logradouros públicos, afinal os nomes podem ajudar na preservação da história.

 

A função de nomear não deve se restringir a homenagear, mas também a ensinar. É o caso dos bairros paulistanos dos Jardins com nomes de países, Ipiranga com nomes de fatos e personagens da Independência, Brooklin com nome de cidades americanas, Higienópolis com nomes de estados brasileiros.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

O Minhocão do Morumbi – II

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

A degradação no monotrilho da linha Ouro, que ligará o Aeroporto de Congonhas ao Morumbi, não deveria ocorrer na mesma cidade em que o Elevado Costa e Silva escancara os problemas de obras viárias aéreas em regiões urbanas adensadas.

 

Entretanto, enquanto o Minhocão de Maluf foi realizado dentro do prazo e sem protestos populares, afinal era Ditadura, a obra de Serra e Alckmin não passou ilesa aos críticos, técnicos, moradores e populares antes de ser executada.

 

Ao ser detalhada, em 2010, muitos alertas foram incisivos, alguns, inclusive, publicados neste blog:

 

….

 A linha 17-Ouro que ligará Congonhas à rede de trilhos terá trens a 15 metros de altura, irá desapropriar área de 132 mil metros quadrados na qual serão derrubadas 2.300 árvores e onde 36 mil metros quadrados são ocupados por residências de alto e médio padrões. As demais estarão recebendo impactos ambientais ressaltados no relatório apresentado, que dentre outros aspectos enfatiza:

O morador que não tiver seu imóvel demolido deve sofrer outro impacto negativo de ALTA RELEVÂNCIA: a mudança da paisagem devido à presença de vigas de até 15 metros de altura …

 

Será um grande causador de incômodo à população vizinha, que pode ter uma redução da qualidade de vida”. A obra será usada por mais de 200 mil passageiros por dia …

 

Haverá ainda impacto sonoro. É sugerida uma proteção com barreira acústica para minimizar a propagação do ruído …

 

Nas vias de baixo tráfego haverá aumento significativo do movimento devendo atrair também camelôs e desvalorizando alguns espaços do entorno…

 

O padrão residencial vertical faz com que o impacto visual do monotrilho seja intensificado, pois alguns domicílios ficarão no mesmo nível que as estruturas permanentes”. Isto é, não escapará nada, nem casas nem apartamentos.

 

 

Em 9 de maio de 2012, houve grande manifestação por parte das entidades de moradores da região do Morumbi, onde existem dezenas de associações de bairro. Foi levantada a bandeira a favor do Metrô e contra o monotrilho, quando moradores, de classe média e média alta, levaram ao Palácio dos Bandeirantes a seguinte comparação:

 

Metro

 

Assim como ocorreu nas audiências públicas anteriores, nada disso adiantou e o sistema aprovado foi o monotrilho.

 

A mudança do estádio da abertura da COPA fez com que o ritmo da obra da linha Ouro fosse reduzido até a sua paralisação total, em janeiro deste ano.

 

Hoje, a degradação toma conta de toda a área envolvida na obra. Quer no aspecto da deterioração dos materiais, quer na ocupação através de moradores de rua, de viciados em drogas e bandidos em geral.

 

O Minhocão do Morumbi será reiniciado em breve, mas transportará dos 200 mil previstos apenas 40 mil por dia e não chegará ao estádio. O capital investido e paralisado, a depreciação dos materiais, a degradação ambiental e a desvalorização da área serão débitos a serem pagos pelos contribuintes.

 

É melhor prestarmos mais atenção nas próximas eleições.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Conte Sua História de SP – 461 anos: quando os engenheiros chegaram para construir o Minhocão

 

Por Deborah Pereira

 

 

Em 1965, minha família se mudou para a Rua Albuquerque Lins no trecho entre a Praça Marechal Deodoro e a Brigadeiro Galvão. O bairro era ótimo, tranquilo e residencial. A rua era de paralelepípedos e andávamos de bicicleta com tranquilidade até a praça.

 

De repente começaram a aparecer uns engenheiros da prefeitura, mediam aqui, ali e só diziam que haveria uma obra enorme que mudaria o bairro. São Paulo não podia parar e isso, na época, era sinal de progresso, valorização dos imóveis e crescimento econômico. Nada foi perguntado ou informado aos moradores.

 

Depois dos engenheiros chegaram os trabalhadores e o minhocão começou a subir. E foi rápido. Se me lembro bem, coisa de um ano. Na véspera da inauguração deixaram as bicicletas curiosas subirem sob os olhares surpresos dos adultos.

 

Nossa que obra! Isso sim é um país que cresce!

 

E cresceu, e se tornou um problema para os vizinhos que moravam em frente e que aos poucos foram se mudando. A rua foi se deteriorando, meu pai foi transferido para uma cidade do interior e nós também partimos.

 

A vida me trouxe para morar na Rua Albuquerque Lins de novo, agora entre a Alameda Barros e a Rua Baronesa de Itú e daqui observo agora o destino que se quer dar ao elevado Presidente Costa e Silva.

 

Do meu modesto ponto de vista, ele deve ser demolido e o seu entorno recuperado. O sol deve voltar a iluminar a praça Marechal para que as crianças possam voltar a andar de bicicleta.
 

 

Deborah Pereira é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você pode contar a sua história da nossa cidade, escrevendo para milton@cbn.com.br

Datafolha pesquisa o Minhocão e gera confusão

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

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Somente 7% da população da cidade de São Paulo aprovam a demolição do Minhocão, enquanto 76% são contra, e 53% querem mantê-lo como está. Estes dados foram publicados na terça feira, 23, pela Folha ao divulgar pesquisa Datafolha. A partir daí a difusão da notícia rapidamente se espalhou pelos canais de comunicação, que lembraram ainda que a desativação do Minhocão está contida no recém-aprovado PDE Plano de Desenvolvimento Estratégico da cidade. Restando apenas a decisão entre a demolição e uma nova ocupação.

 

A alta velocidade de propagação da pesquisa foi inversamente proporcional à análise que deveria ocorrer junto com a notícia, antes de sua divulgação. O Datafolha não diferenciou no resultado os usuários, os usuários frequentes, os não usuários, e os moradores. O jornalista Dimenstein, por exemplo, em entrevista na CBN se preocupou em defender a manutenção na forma de um parque, mas não questionou o levantamento do Datafolha.

 

Já era sabido que os moradores tinham se manifestado em audiência pública na Câmara cobrando a demolição, pois não querem nem o parque. Na origem, em 1971, data da inauguração, o Minhocão destruiu bens e qualidade de vida de 200mil pessoas. Fato não menos cruel é que o número de usuários é menor do que o número de habitantes afetados negativamente. Além do que, aqueles passam e vão para suas casas, deixando o ônus para os que ficam.

 

Ainda bem que o jornalista Leão Serva redimiu o veículo que serve, abordando segunda-feira em sua coluna na Folha: “O Minhocão e seus vizinhos”, cujo subtítulo denunciava “Pesquisa sobre temas urbanos devem identificar grupos de interesse e suas opiniões específicas”.

 

Milton Jung nesta mesma segunda dizia em seu post que os jornalistas não devem temer os meios eletrônicos como fonte de notícias. É verdade. Se algum temor caiba, que seja de si próprio.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Rio sai na frente contra o Minhocão

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Desativada a partir de segunda-feira, a Perimetral carioca poderá trazer uma nova postura de urbanismo no que tange a tráfego e qualidade de vida aos moradores do Rio. O ambicioso projeto PORTO MARAVILHA derrubará 4 km da Perimetral na zona portuária, mas prevê aumento da capacidade do fluxo de veículos, além de tornar a região mais condizente com suas origens. Tanto no aspecto paisagístico quanto no ambiental.

 

Os números são expressivos:

 

Implantação de 17 km de ciclovias, reurbanização de 70 km de vias e 650 mil m2 de calçadas, plantio de 15 000 árvores e construção de três novas estações de tratamento de esgoto.

 

A cidade de São Paulo, assim como o Rio, teve alguns raros e competentes prefeitos, que conseguiram mudar suas fisionomias. Pereira Passos e Carlos Lacerda, no lado carioca. Prestes Maia e Faria Lima no paulistano. O Rio por sua geografia urbana, com montanha e mar, exigiu mais arrojo e pioneirismo.

 

Lacerda, por exemplo, em quatro anos aterrou toda a orla, criou com Burle Marx o Parque do Flamengo em cima do mar, transformou com engenheiros portugueses a Copacabana das ressacas que invadiam os prédios na imensa praia de Copacabana de hoje, reurbanizou Flamengo e Botafogo, reformou o Maracanã, ligou a zona norte com a zona sul através de túneis, construiu interceptores oceânicos para esgotos, e ainda teve tempo de atacar ferozmente seus adversários políticos.

 

Distante deste cenário vivido de 1960 a 1964, e diante dos recentes engodos nas obras do MIS e do PAN, ficamos na torcida para que o PORTO MARAVILHA se ilumine no distante para que fiquemos diante de um exemplo a ser copiado.

 

Daqui de São Paulo, a torcida é imensa, pois o Minhocão do Sr. Maluf é muito mais agressivo do que a Perimetral carioca.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Conte Sua História de SP: meus passeios antes do Minhocão

 

Por Ivson Miranda
Ouvinte-intenrauta do Jornal da CBN

 

Ouça o texto que foi ao ar na CBN, sonorizado pelo Cláudio Antônio

 

Vista do Minhocão

 

Quem passa pela região de Santa Cecília e arredores e vê o estado de degradação, não tem ideia que lá já foi um local sofisticado, antes de o Governador Paulo Maluf cometer um atentado urbanístico, o pior que a cidade sofreu, no século 20: o Elevado Costa e Silva, vulgo Minhocão.

 

Durante um período da minha infância, morei na Barra Funda e meu pai trabalhava na Rua Rosa e Silva, travessa da Av. General Olímpio da Silveira. Ele nos levava nos fins de semana para passear naquela região.

 

Começávamos o passeio na loja Clipper, o primeiro magazine a ter escadas rolantes no Brasil, do lado da Igreja de Santa Cecília. Íamos cortar o cabelo, sentados em pequenos jeeps vermelhos. Corte curto dos lados e topete saliente, que ficava duro com um produto que era passado com ajuda do pente. Depois, o lanche, com direito a um delicioso misto quente e sorvete. Satisfeitos, saíamos caminhando pelas ruas arborizadas onde senhoras elegantes traziam no colo cachorros pequines, a raça da moda na época.

 

Na Praça Júlio de Mesquita, eu gostava de ficar procurando detalhes na Fonte Monumental, que funcionava, e ainda tinha as lagostas de bronze. Em dias de sol, os jatos d’água transformavam-se em múltiplos arco-íris. Perto dali, havia o Cine Metro, diversão era garantida nas manhãs de domingo com desenhos animados de Tom e Jerry. Confesso que mais de uma vez fiquei torcendo para que o gato finalmente pegasse o rato. De lá, visitávamos a feira de numismática e filatelia da Praça da República.

 

Passeávamos também pelos Campos Elíseos. Eu ficava admirado com os casarões, construções cheias de detalhes, de um tempo em que um mestre de obras tinha que ser um artista. Numa dessas casas havia várias camélias plantadas rente ao muro, exalando aroma muito diferente do cheiro permanente de dejetos humanos que agora persiste. E não havia uma multidão de zumbis sem controle vagando pelas ruas.

 

Fico imaginando se a minha cidade não tivesse sido profanada por aquela serpente de concreto e asfalto, se desde aquela época a opção fosse o transporte coletivo. Seria uma metrópole melhor e mais humana.

 

Ivson Miranda é personagem do Conte Sua História de São Paulo. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade. Escreva para milton@cbn.com.br e comemore os 459 anos de São Paulo.

Monotrilho será novo Minhocão, mas tudo muito “moderno”

 

Vista do Minhocão

 

Compradores de apartamentos surpreendidos, donos de casas assustados e proprietários de comércios desapontados foi o que o início das obras do Monotrilho da Linha 17-Ouro, do Metrô, na zona Sul de São Paulo, provocou, como se constata em reportagem de domingo, no caderno Cotidiano, da Folha de São Paulo. Com o título “Monotrilho deve gerar efeito ‘minhocão’ na vizinhança” não há dúvidas sobre o que o repórter Eduardo Geraque tenta chamar atenção. Quem conhece o centro de São Paulo e a degradação que o Elevado Costa e Silva, vulgo Minhocão, provocou na região sabe bem o risco que se corre. Êpa, pera aí ! Na nota que o Metrô enviou para o jornalista, lê-se explicações tranquilizadoras. A começar pela tecnologia que vai ser usada no monotrilho, moderna, com trens silenciosos e sistema de escurecimento dos vidros dos vagões – assim, o morador do terceiro andar, não deve ter medo de ser visto saindo do banheiro de toalha -pensei eu, imediatamente. Mais adiante, no texto, um morador, também usando o “moderno” como consolo, diz que ouviu falar que será feito até um bulevar por isso vê com bons olhos a obra. Os nóias que tomam às margens do riacho da Avenida Roberto Marinho – e não aparecem na reportagem – devem estar batendo palmas, também. Ganharão, até 2014, excelente área de diversão, segura e protegida das intempéries para o livre consumo de drogas. Terão direito a abrigo e espaço privilegiado para dormirem, encostados nas pilastras da construção, como já acontece no Minhocão original que, quem diria, se transformou em fonte inspiradora de engenheiros do Metrô paulista. Mas, claro, bem mais moderno.

Pauta #cbnsp: “Derrubar minhocão é factóide”

 

High Line conquistou nova-iorquinos desde a inauguração em junho

High Line conquistou nova-iorquinos desde a inauguração em junho

O anúncio do prefeito Gilberto Kassab (DEM) de que pretende derrubar o Minhocão, em São Paulo, é um factóide, disse o arquiteto Kazuo Nakano, do Instituto Pólis. Concorda com ele, o engenheiro urbano Luiz Célio Botura que chamou a medida de “publicidade política”. O próprio prefeito ao ser entrevistado na rádio CBN sobre o tema disse que “não há projeto”.
Para entender melhor a intenção da prefeitura de São Paulo,
acompanhe as reportagens e entrevistas que estão na página da CBN SP

Enquanto o projeto não vem, deixo a sugestão que encontrei em Nova Iorque, onde a linha de trem abandonada na região de Chelsea se transformou em um parque suspenso (foto acima e post aqui)

Leia e ouça outros destaques na pauta #cbnsp:

Violência na agência – Um aposentado com marcapasso foi impedido de entrar em agência do Banco Bradesco, discutiu com o segurança e foi baleado na cabeça. Outro cliente foi ferido, também. A pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da USP Viviane Cubasdisse que o comportamento é resultado da falta de qualificação desses profissionais que atuam na segurança privada, fator que também atinge policias.

O cliente baleado está internado em estado grave,
segundo reportagem da CBN

Noite Paulistana – Saiba quais os destaques da música, do cinema e do teatro neste fim de semana em São Paulo, nas sugestões de Janaína Barros