Desmanche da história paulistana

Casarão sendo destruído

E lá se vai mais um casarão da região da Paulista. Enquanto manifestantes lutavam para manter a Casa do Barão de Bocaina, próximo do Conjunto Nacional, este outro era levado abaixo na Haddock Lobo com Bela Cintra, nesse sábado. O Conpresp negou o pedido de tombamento do imóvel: 5 a 4, apesar de concluirem que a casa tinha valor histórico, conta Célia Marcores, da Samoorc, sociedade que reúne defensores do bairro Cerqueira César e arredores.

“O que mais chama a atenção é que em dias foi concedido alvará para demolição da casa e em horas a casa já está indo para o chão”, escreveu ao CBN SP. “Talvez ainda possamos salvá-la se hoje o Sr. Prefeito se dignar a determinar a paralisaçao da demolição, cassando o alvará”, diz mantendo ainda uma esperança.

Marcondes escreve logo abaixo de sua assinatura “porque a história é a referência de um povo !”

13 comentários sobre “Desmanche da história paulistana

  1. Uma lástima! Logo se vê que a especulação imobiliária é muito mais forte que a memória de um povo! Eu, que tive de fazer um levantamento de fotos e casas antigas localizadas em São Paulo, para um trabalho sobre a imigração japonesa, senti na pele a dificuldade de localizar locais preservados e o descaso com que se conservam certos locais. Uma vergonha, realmente.

  2. No Exterior, a casa já teria virado um lindo museu e espaço cultural. Por que os moradores não se unem num abraço ao imóvel, já ou no dia da demolição?? Façam isso, ganhem a atenção da mídia e quero ver se o prefeito não abre os olhos e acorda!

  3. Prezado Milton Jung, obrigado pela divulgação da notícia. Meu nome é Jorge Eduardo, e organizamos a manifestacação em conjunto com a Samorcc, em frente a esse casarão, que fica na esquina da Haddock Lobo coma Alameda Santos. Infelizmente a situação do patrimônio histórico de São Paulo atualmente poderia ser definida sem exageros como calamitosa. A cidade – com a complacência das autoridades – está totalmente à mercê da especulação imobiliária mais predatória e o atual Plano Diretor deu carta branca para a destruição da memória, da arquitetura e da paisagem urbana da cidade.

  4. Assim como esse casarão da esquina da R. Haddock Lobo com a Alameda Santos, muitos outros em locais não tão movimentados como a região da Paulista, estão com os dias contados. A especulação imobiliária é implacável e acabamos sendo coniventes com a destruição do nosso patrimônio por adotarmos a idéia de que não adianta fazer nada, afinal nem os órgão de preservação têm desempenhado seu papel na defesa de nossos bens históricos.
    A população têm mesmo que se unir a ações como essa pois quem sabe um dia serão ouvidos. Espero que esse dia não chegue tarde demais….
    Obrigada Milton por chamar a atenção para essa causa que é tão importante não só pela preservação em si, mas pelo aspecto social e de identidade da população com a cidade onde vive.

  5. Pois é meus amigos
    E assim São Paulo a cada dia a cada hora vai ficando sem historia e sem horizontes por causa da especulação imobiliária e “as suas enormes e pavorosas torres”
    Nada se preserva em São Paulo.
    Lamentável!

  6. Olá Milton Jung, também faço parte da PreservaSP e fui um dos organizadores da manifestação, e gostaria de te parabenizar por dar este espaço ao patrimônio histórico.
    Moro na região da Avenida Paulista e por volta das 23 horas dei uma passada em frente a esse casarão que está sendo demolido, e me revoltou ver que continuavam a destruir a casa a uma hora dessas (tiraram as telhas e vi banheiras antigas de mármore no quintal), com serviços da Demolidora Casarão, ou seja, querem mesmo demolir a casa o quanto antes para evitar qualquer tipo de discussão. E agora a plaquinha com o alvará estava exposta no muro, coisa que antes não estava.
    Enfim, o que mais me irrita neste assunto é ver como isso incomoda a muuuitas pessoas, quantas pessoas que passavam por nós durante a manifestação e externavam sua revolta com a destruição da autenticidade histórica da arquitetura de São Paulo, e, no entanto, isso continua a acontecer, simplesmente porque as autoridades competentes são insensíveis a isso graças a benefícios pessoais e visão imediatista.

  7. Eu fico muito triste de ver nossa cidade e história sendo sempre desrespeitada. E andando por São Paulo é facil notar que quase toda ela precisa ser reconstituida . Porque então destruir aquilo que é bom, bonito e tem história? Até mesmo monumentos modernos e lindos como a casa que existia na Av 9 de Julho por volta da esquina da Rua Estados Unidos, foi derrubada, e no lugar, um quadrado de cimento horrível foi construído. É triste, muito triste! E nós que amamos São Paulo, o que podemos fazer?

  8. …parece que voltamos aos anos 80 quando na calada da noite marretas, martelos e carrinhos de mão faziam o serviço sujo na extinta Avenida Paulista para “sumir” com os imóveis.Assim foi com a mansão dos Matarazzo na década de 90 e hoje com o casarão da Alameda Santos x R.Bela Cintra…
    Amanhã será (infelizmente), o da Alemeda Santos x Pd.João Manuel…
    Para que servem esses órgãos chamados de “preservação”? Para nada! Entre a entrada de um processo e sua definição, passam-se meses, oras bolas! Nesse meio tempo é onde os “proprietários” se aproveitam para picaretear as residências o máximo que podem, justamente para não haver a possibilidade de restauração dos imóveis.
    Pena! Creio que com os recursos que o Estado chupinha de nós contribuintes, eles poderiam adquirir esses imóveis e disponibilizá-los para algum uso público…
    E assim a cidade de São paulo vai sucumbindo as especulações imobiliárias e vai sumindo do mapa…
    A bela São Paulo será conhecidas apenas por antigos cartões postais e fotos, nada mais…

  9. Como não foi possível preservar o imóvel histórico (inércia da Municipalidade e demora do Poder Judiciário), pelo menos a densa arborização do local tentamos preservar, pedindo imunidade de corte mas para nossa surpresa, em dezembro soubemos que estavam cortando as árvores. Uma Sra. socorreu um filhote de pássaro de um ninho existente em uma delas e aos prantos procurou a SAMORCC.
    Acionamos Policia Ambiental, Secretaria do Verde de e Meio Ambiente, etc. e soubemos que o DEPAVE havia autorizado a supressão, que ao que parece, o Enmpreendedor (criminoso) excedeu na prática.

    Houve determinação de replantio. Colocaram uma mudas de volta no local, mas… SUCUMBIRAM!

    E assim vamos levando a vida, pagando altos impostos, tendo que engolir um governo que acaba com nossa história, destroi a natureza e maltrata o cidadão,

    Célia Marcondes

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