Prefeito será cobrado por veto a projeto que ajuda deficiente visual

O Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência vai cobrar do prefeito Gilberto Kassab (DEM) o veto ao projeto de lei que prevê a instalação de avisos sonoros no transporte de passageiros. De autoria da vereadora adotada Mara Gabrilli (PSDB), a justificativa da prefeitura para não sancionar a lei causou indignação.

Primeiro, porque é difícil determinar a informação sobre os pontos de paradas para que sejam transmitidas pelo sistema. Segundo, porque a proximidade dos pontos causaria poluição sonora dentro do ônibus.

Com esta explicação, o prefeito colocou em dúvida a aceitação da população a uma ideia cidadã. Ideia, aliás, que já funciona em Curitiba e não se tem informação de passageiros reclamando do incomodo do barulho.

Com a intenção de vivermos em uma cidade inclusiva precisamos entender, também, que a informação da próxima parada ajuda não apenas os deficientes visuais, mas todos aqueles que usam a linha. É comum ouvirmos passageiros perguntando ao cobrador qual o próximo ponto.

Vamos esperar que o prefeito ouça o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência.

Ouça aqui a entrevista que fizemos com a presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, Dora Simões (publicado em 12.02, 13:00)

6 comentários sobre “Prefeito será cobrado por veto a projeto que ajuda deficiente visual

  1. Olá Milton.
    complementando meu e-mail, em que coloquei que troquei o carro ontem pelo trem e me dei conta dos avisos sonoros nas plataformas, que achei importante porque faz muito tempo que não utilizava trem e os avisos me ajudaram a não me sentir perdida e não foi nenhum incomodo, pois deve ser interessante os avisos não só para pessoas deficientes, como para idosos, mas para pessoas distraídas, que se utilizam deste transporte com pouca frequencia. Dentro dos vagões tem aviso indicando que as portas vão se abrir, mas não lembro de ter ouvido o anuncio do nome das paradas, se não tem, precisa ser acrescentado.
    Até mais Meyre

  2. O ilustre prefeito paulistano deve estar imaginando que os avisos sonoros tenham volume idêntico ao dos malditos carros-de-som usados nas campanhas eleitorais ou,quem sabe,anda procurando pelo em casca de ovo.

  3. Houve um investimento enorme na colocação de controle por GPS em todos os ônibus de São Paulo para fazer funcionar o “Olho vivo”, portanto, a acertiva do douto prefeito não cabe, quando diz que seria difícil identificar o próximo ponto, podendo todos eles ser cadastrados por coordenadas geodésicas. Aliás, cabe informar que, se o veículo sai do trajeto, o motorista precisa justificar, donde se conclui que todas as totas já estão cadastradas. O incrivelmente sagaz prefeito deveria saber que o veículo anunciaria somente seu núemmro ao parar no ponto, não o repetindo eternamente como ele brillhantemente imaginou. Para terminar, ele deveria pensar nos idosos , principalmente , nos disléticos que, mesmo enxergando, não conseguem distinguir um ônibus do outro, posto que sua deficiência os impede de ler. Trata-se de quase 20% da população.

  4. Funciona no metrô e já passou da hora de modernizar os ônibus, não só para os passageiros diferenciados, mas nesse caso, servido para os passageiros que usam a linha pela primeira vez, que conseguiriam acompanhar com mais calma seu trajeto.
    Também serviria para que o motorista comunicasse qualquer anormalidade ou solicitação aos passageiros (não segure as portas, o coletivo não pode partir com portas abertas, não permaneça na área das portas, por motivo de transito haverá um atraso, etc.) tornando a viagem muito mais pessoal e respeitosa com todo o meio.
    Tratando a poluição sonora dessa maneira, não duvido que excelentíssimo prefeito pense em retirar os semáforos acessíveis que existem em alguns locais (aqueles com o alarme incomodo de furto), se o problema é o barulho, então vamos adotar outro som, o que não pode é não dar condições a todo cidadão de circular com segurança e respeito.
    Tudo depende de ordenar o caos, a campainha para fechar a porta ajuda a evitar acidentes, assim como qualquer lembrete ajuda a educar ou orientar o cidadão.
    Esse veto mostra que nosso prefeito realmente não tem interesse nenhum em ver o cidadão utilizar o transporte público e menos ainda que ele evolua naturalmente.

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