Mais dinheiro para TV Câmara, em São Paulo

Adote um VereadorA compra de câmeras robotizadas e equipamentos que permitiriam a transmissão de sessões e audiência que ocorrem fora do plenário seria a justificativa para a Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Paulo aumentar o dinheiro disponível para TV Câmara em R$ 3,5 milhões, além dos cerca de R$ 14 milhões previstos no início do ano.

A informação publicada pelo jornal O Estado de São Paulo, nesta sexta 17.04, causou incomodação ao vice-presidente da Câmara, vereador Dalton Silvano (PSDB), único que aceitou falar sobre a medida.

Confesso que lendo o jornal e ouvindo o vereador, no fim das contas todos falavam a mesma casa: a Câmara terá para investir neste ano quase 60% a mais do que em 2008, na área de comunicação.

Dalton Silvano diz que o dinheiro é apenas uma reserva técnica para projeto de modernização da TV Câmara, que está em discussão, mas que ainda não está decidido se será implantado.

Ouça a entrevista com o vereador Dalton Silvano (PSDB)

Para tentar esclarecer esta diferença, ouvimos o consultor da FGV e especialista em contas públicas Amir Khair que entende ser a falta de transparência no Orçamento do Legislativo a causa desta discussão:

Ouça o consultor da FGV Amir Khair

11 comentários sobre “Mais dinheiro para TV Câmara, em São Paulo

  1. O Dalton Silvano que me desculpe, más ouvi a entrevista dele na hora e achei que parecia um carro patinando no barro (não estou associando nada a nada, é só um exemplo figurado e nada mais).
    O mesmo que falar, falar, falar e não dizer nada com nada.

    Eu só gostaria de entender quando os políticos dizem que economizaram em algo, teriam o direito de gastar depois em outra coisa. Quem ensinou isso à eles? Quem foi o pioneiro em pregar essa sandice que em sobrando hoje é legítimo gastar amanhã? Poque não acumular (guardar no cofre de volta pois o dinheiro é público).

    Deve ter sido na idade média, pois não é de hoje que ouço esse discurso gastão. Poupar é coisa de E.T.

  2. É fácil gastar dinheiro público, né! Aposto que segunda-feira é ponto facultativo na Câmara, enquanto eu vou ter que acordar a 5h da manhã e ir trabalhar para pagar os impostos, plano de saúde, pós graduação, cursos de inglês e mto dessas coisas poderiam ser públicas se o dinheiro fosse bem aproveitado não só na esfera municipal. Sou a favor de investimentos em Comunicação, desde de que a coisa seja feita com coerência e com licitação transparente, o que não acontece. O Dalton Silvano falou, falou e não disse nada, aliás, nem ele e nem o gabinete respondem meus email…Acho que estão “trabalhando” mto por lá!

  3. A gente acorda cedo, trabalha, ganha nosso dinheiro honestamente, usamos parte desse dinheiro para contrubuir, pagar nossos impostos… neste sentido no Brasil (e em sao paulo) é caro de se viver. Compare com países da Europa.
    E nao temos sequer direito de saber onde esse dinheiro todo vai parar. E quando lemos alguma coisa, sempre está relacionado a algum escandalo ou mal explicado.

  4. Não aguento mais esses politicos tem verba para tudo,viagens aereas combustivel correio,bolsa familia,virada cultural gastando fortunas com esses artistas apadrinhados, e nos aposentados recebendo uma miséria,eu por exemplo sempre contribui pelo teto hoje recebo menos que 3 salários,mas infelizmente não ouço nenhum politico lembrar de nos.

  5. Cara Lisa Elkaim, permita-me discordar de vc num ponto: nós temos o direito de saber sim e podemos fazê-los através do rádio, jornais, TV, revistas etc. Nós que temos acesso a estes meios somos uma pequena parte da população e aí está nossa maior responsabilidade. O que falta ao povo brasileiro é a capacidade de mobilização. Como assim deputados e senadores podem pagar passagens aéreas pra parentaia com nosso dinheiro?? E a gente vai ficar quieto? Até quando?

  6. cara Paula Calloni, obrigada por seu comentário. Concordo com sua colocação. Talvez eu tenha me expressado mal. Quero dizer que justamente por esta falta de mobilização que voce coloca, há uma minoria que pode e deve ter um papel importante a exercer na sociedade, mas que tem pouca voz. Minhas colocação é exatamente essa? Até quando falar baixinho vai servir? Isso deveria causar revolta…e no entanto, há uma espécie de conformismo, comodismo, falta de bom senso, nem sei ao certo se nosso comportamento ainda tem um nome. Temos um sistema de democracia e politica representativa, elegemos aquelas pessoas e depois nos calamos. É vergonhoso.

  7. Trabalho com TV câmara e emissoras de televisão a mais de 15 anos e esta na lei federal que “as concessionárias de TV por assinatura de qualquer região tem por obrigação ceder um canal para os poderes legislativo municipal e estadual”, logo podemos concluir que não há custo de locação de canal com as TV’s a Cabo ou MMDS. Sendo assim o custo da TV Câmara seria em tese somente com a produção das sessões, programas de interesse da população e atualização do Site. Como disse o Vereador o orçamento é de 10 a 12 milhões. No meu entender, produção pode ser contratada de forma terceirizada ou a Câmara compra os equipamentos e contrata os profissionais. Acredito que em nenhuma das duas formas e nem se fossem cobrir 24 horas de programação, chegaríamos ao valor citado pelo Vereador. Acho que a TV Câmara é um instrumento importante, mas não justifica um gasto tão elevado já que só beneficia uma parte da população que tem TV por Assinatura.

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