“Não daria para minhas filhas lerem”, diz cartunista

Cartum de Caco GalhardoO autor da HQ que causou mais uma polêmica na educação pública do estado de São Paulo diz que não daria para as filhas dele ler o livro que foi distribuído para os alunos de nove anos. Caco Galhardo é cartunista e um dos 11 convidados da coletânea “Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol”, publicado pela Via Lettera, e recomendada como maerial paradidático nas escola estaduais de acordo com avaliação de uma comissão da Secretaria de Educação.

Com expressões de baixo calão e conotação sexual, a HQ de Galhardo, segundo ele próprio, jamais poderia ser entregue às crianças. A própria editora afirma que a publicação é para adultos e adolescentes. Mas alguma santa alma da tal comissão deve ter lido apenas o prefácio, assinado pelo jogador Tostão, e autorizou a compra de 1.700 livros que agora estão sendo recolhidos.

Ouça a entrevista de Caco Galhardo ao CBN SP

O trólebus no Brasil, sucessos e decepeções

Com o desembarque do trólebus na cidade de São Paulo, em 1949, estes veículos atraíram a atenção de prefeituras, empresas e passageiros em todo o Brasil. Na maioria das vezes, chegaram em substituição aos bondes, mas nem sempre atendendo a expectativa das cidades. Em Salvador, as ruas irregulares impediram o sucesso deste sistema de transporte público. Em contrapartida, se transformaram em motivo de orgulho na região do ABC Paulista.

Na terceira reportagem fotográfica sobre a história do trólebus, o repórter da CBN e busólogo Adamo Bazani abre sua coleção de imagens com relíquias como a chegada desses veículos no porto de Santos, a cobertura da imprensa e a implantação no Rio de Janeiro. Aproveita mais uma viagem de trólebus acessando o slide-show a seguir. Para amplair as imagens e ver na tela de seu computador clique no botão à direita embaixo, para ver a descrição das imagens clique no botão à direita em cima.

Para ver as outras reportagens da série sobre os 60 anos do trólebus no Brasil acesse aqui.

Foto-ouvinte: Fim de tarde paulistano

São Paulo sábado à tarde

Foi preciso desviar da congestionada Avenida Tiradentes que não tem folga para os motoristas mesmo em um sábado. No caminho até o Viaduto Aricanduva, zona leste da capital paulista, mais carros: “as pessoas correm de um lado para o outro”, diz o colaborador do blog Marcos Paulo Dias. Parece, porém, que tudo valeu a pena depois que ele conseguiu, sobre o viaduto, registrar esta imagem do fim de tarde no outono paulistano.

Avalanche Tricolor: “Vencedor é …”

“…  aquele que tem a capacidade de arriscar”

Paulo Autuori

Paulo Autuori, nosso comandante chegou

A principal contratação do Grêmio, neste ano, não estará em campo, mas ao lado dele orientando o Imortal Tricolor. Paulo Autuori chegou nesta segunda-feira, se apresentou e falou sobre seus desafios que tem como principal meta chegar a final do Mundial Interclubes. Reproduzo algumas das frases do técnico durante entrevista coletiva e demais informações publicadas no site Grêmio.net tão imparcial quanto pretende ser esta coluna que escrevo hoje em edição extraordinária:

Paulo Autuori foi apresentado oficialmente, na Sala de Conferência do Estádio Olímpico, no começo da tarde desta segunda-feira. Ele estava no Catar, dirigindo o Al-Rayyan, e assume o grupo em meio à disputa do Campeonato Brasileiro e da Libertadores.

O treinador chega com o histórico de campeão do torneio continental em duas oportunidades, comandando Cruzeiro (1997) e São Paulo (2005). Além disso, ainda conquistou o Mundial de Clubes com o time paulista.

Ficha Técnica:

Nome: Paulo Autuori de Melo
Nascimento: 25/08/1956
Local: Rio de Janeiro (RJ)
Clubes: Portuguesa-RJ, América-RJ, São Bento-SP, Marília-SP, Bonsucesso-RJ, Botafogo-RJ, Vitória-POR, Nacional-POR, Marítimo-POR, Benfica-POR, Cruzeiro, Flamengo, Internacional, Santos, Alianza Lima-PER, Sporting Cristal-PER, Seleção Peruana, São Paulo, Kashima Antlers-JAP e Al-Rayyan-CAT.
Títulos: Campeonato Brasileiro (1995), Campeonato Mineiro e Libertadores (1997), Campeonato Peruano (2001, 2002), Libertadores e Mundial de Clubes (2005).

Confira algumas frases do novo comandante gremista:

Motivo pelo qual aceitou vir para o Grêmio:
“Após o primeiro contato, eu me fiz as perguntas que sempre faço antes de qualquer decisão. Aonde? Quando? Com quem? Respondidos esses questionamentos, me decidi. É o clube certo, com uma história grandiosa. São as pessoas certas, no momento certo”.

Desafio de estar no Grêmio?
“Não quero ser melhor que ninguém. Eu pretendo lutar contra mim mesmo e ser mais do que aquilo que já sou. É um desafio grande voltar ao Brasil, deixar a qualidade de vida que deixei no Catar. Estou pronto para voltar, de ser questionado, chamado de burro. Eu quero provar a mim mesmo que estou pronto para esta volta”.

Negociação com o Grêmio?
“Foi um processo atípico, de rara convicção. A direção teve a capacidade de correr riscos. Isso é uma mensagem para mim e para os jogadores. Só é vencedor aquele que tem a capacidade de se arriscar”.

Categorias de Base:
“Eu sempre falo de conceitos e não de pessoas. O futebol não pode mais fechar os olhos para as Categorias de Base. E, como tenho convicção nisso, acredito em um trabalho de integração e interação entre a equipe principal e as Categorias de Base” 

O labirinto paulistano

A cidade de São Paulo tem uma das mais confusas malhas viárias do mundo e a culpa não é do excesso de carros. Estudo cartográfico feito pelo arquiteto Valério Medeiros constatou que esta desorganização interfere na mobilidade urbana. Na comparação com mapas de 164 cidades do mundo, a capital paulista ficou na 156ª posição. Que conste: quanto mais embaixo na classificação pior para circular na cidade.

Ouça a entrevista com o professor de arquitetura e urbanismo da Universidade de Brasília, Valerio Medeiros

Conheça alguns dos dados que fazem parte deste estudo

O estudo completo está na página da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília


Paseo del Buen Pastor ou como revitalizar o centro

Por Fernando Gallo 

Se o amigo leitor um dia decidir visitar a aprazível cidade de Córdoba, na Argentina, recomendo veementemente que, além de provar os deliciosos sorvetes locais, vá a um lugar chamado Paseo del Buen Pastor.

Desde 4 de agosto de 2007 o Buen Pastor é um complexo comercial, cultural e recreativo na região central da cidade, uma espécie de bulevar, com restaurantes, sorveterias, lojas, espaços para exposições, palestras, mostras, e também uma bela fonte, que à noite, de hora em hora, dança, num espetáculo de som, luz e cor. É bastante freqüentado durante o dia, mas principalmente à noite, sobretudo pelos jovens do bairro universitário de Nueva Córdoba, que depois das aulas vão até ali para conversar, tocar violão, dar risadas e aproveitar a agradável atmosfera do lugar.

Dois anos atrás, no entanto, eu não sugeriria que alguém fosse conhecê-lo. À época o nome do lugar era o mesmo, mas sua função social muito diferente: Paseo del Buen Pastor era o presídio feminino da cidade, com seus muros altos, suas grades, sua iluminação escassa e aquele ar carregado que costuma circundar os presídios. Durante a ditadura militar (1976-83), a prisão guardava presas políticas, que sofriam violentas torturas e privações. Nove delas sumiram misteriosamente e nunca mais apareceram.

É possível que quem passasse por ali antes da demolição do presídio sentisse algum medo e um certo frio correr-lhe a espinha, porque desses lugares que não acolhiam boas energias.

Pois então veio a transformação, numa brilhante aula de urbanismo.

Em 4 de abril de 2007, cerca de 20 milhões de pesos depois – aproximadamente 10 milhões de reais à época -, (e se falamos em “cerca de” é porque na Argentina, como aqui, às vezes falta um milhãozinho aqui, outro ali…) enfim, 20 milhões de pesos depois era inaugurado o moderno complexo arquitetônico-urbanístico que hoje está lá.

A agradável área motivou os cordobeses a reocuparem o local, fosse para ir às compras, às freqüentes exposições e outras atividades culturais, fosse para tomar um sorvete ou apenas para sentar nos bancos e ver a noite cair ou o dia passar. A região valorizou-se, o que animou empresários a abrir por ali lojas, cafés, restaurantes e afins. Numa espécie de efeito dominó, quase todo o entorno do Paseo del Buen Pastor foi revitalizado pela iniciativa privada.

A umas 10 quadras dali, ainda no centro, também é possível encontrar, às 11 da noite de uma terça-feira qualquer, dois calçadões movimentados, com alguns poucos bares, artesãos-vendedores (que são cadastrados pela prefeitura para poderem estar ali), aspirantes a astrônomos que observam a Lua por meio de uma luneta, e pessoas que andam despreocupadas apesar do adiantado da hora porque as ruas são bem iluminadas, limpas e porque há policiais circulando por ali.

Em 28 de abril último li no Estadão que a Associação Imobiliária Brasileira (AIB) contratou o ex-prefeito de Curitiba e ex-governador do Paraná, Jaime Lerner, arquiteto renomado e consultor da ONU para assuntos de urbanismo, para que fizesse um projeto de revitalização da Nova Luz (Nova Luz se o amigo leitor preferir o eufemismo; Cracolândia se optar pela dura realidade).

De acordo com o repórter Bruno Paes Manso, estão entre as propostas de Lerner uma torre de 200 metros e 80 andares, um bulevar na Avenida Rio Branco com edifícios altos e 16 quadras com prédios de uso misto e altura máxima de 8 pavimentos.

Vejo a idéia com otimismo e ceticismo. No primeiro caso porque exemplos como o do Paseo del Buen Pastor nos mostram que toda uma região pode ser revitalizada a partir de um único complexo. No segundo, por vários motivos, a saber: porque creio ser um dos trunfos do bulevar cordobês a estrutura aconchegante e convidativa do complexo, que no seu ponto máximo deve ter uns 10, 12 metros; porque desde há muuuuito tempo ouço falar em “revitalização do centro de São Paulo” e “revitalização da ‘Nova Luz’” e nada vi de concreto acontecer; porque tenho dúvidas da capacidade da prefeitura manter a região limpa e segura; porque pairam dúvidas sobre a lisura das intenções da AIB desde o recente escândalo das doações irregulares a mais da metade dos vereadores de São Paulo.

Certa vez, não faz muito, conversando com Álvaro Aoás, simpático dono do Bar Brahma, perguntei quantas vezes ele ouvira falar em “revitalização do centro”, e se ele, por bem relacionado, nunca conversara sobre isso com quem de direito. Ao que ele me respondeu que vira e mexe eles aparecem lá no bar, dizem muitas coisas… mas nada acontece.

– O segredo – disse ele – é água, sabão e segurança. Nada mais. Se você fizer isso, os empresários vêm. E o resto das pessoas vêm também.

Água, sabão e segurança. E iluminação, acrescentei eu, ao que o Álvaro concordou.

Funciona. Principalmente se o poder público fizer a sua parte.

O Paseo del Buen Pastor é um excelente exemplo disso.

Fernando Gallo é jornalista da CBN e escreve no Blog Miradouro

Foto-ouvinte: Vai encarar !

Cadeirante na rua

A calçada destruída e a falta de respeito impõem aos cadeirantes uma só opção se quiserem passar por este trecho na avenida Anhaia Mello, na Vila Prudente, zona leste da capital paulista: disputar espaços com os carros. É o que conta e mostra nesta foto o ouvinte-internauta Henrique Boney.

CBN-RJ estreia Cidade Inclusiva com Georgette Vidor

Georgette no projeto Qualivida A rádio CBN abre mais um espaço dedicado às pessoas com deficiência e à acessibilidade no ambiente urbano com a estreia do quadro Cidade Inclusiva, no Rio de Janeiro, nesta segunda 18.05 , às 11 da manhã. A comentarista é a professora de ginástica Georgette Vidor tetraplégica deste 1997 quando foi vítima de acidente automobilístico. O programa terá os mesmos moldes do Cidade Inclusiva apresentado por Cid Torquato, desde fevereiro, em São Paulo.

Georgette trabalha como professora de ginástica artística desde os 15 anos e tem currículo invejável no esporte brasileiro e internacional. A tetraplegia não foi suficiente para tirá-la do circuito e hoje Georgette prepara cerca de 50 profissionais, além de ser presidente da ONG Qualivida.

Lucia Hippolitto, âncora do CBN-JR, e Georgette vão tratar da questão da acessibilidade nas metrópoles, mercado de trabalho e o esporte como ferramenta de inclusão, a fim de mobilizar e conscientizar a sociedade e os portadores de deficiência.

De Amor

Por Maria Lucia Solla

 

Olá,

Há quanto tempo você não se entrega a um poema?
Acabo de vir de uma linda festa de casamento, e estou permeada de amor.
Então, decidi sair de cena, ler um ou dois poemas, antes de dormir e deixar você aos cuidados de Paul Géraldy, poeta e dramaturgo francês.

Poema de Paul Geraldy

E, em francês, português, ou noutra lingua qualquer, me diga, o que você pensa do amor?

Maria Lucia Solla é terapeuta e professora de língua estrangeira. Aos domingos, faz de seus pensamentos poemas no Blog do Milton Jung