‘Teatro do absurdo’ arrasa com a língua portuguesa

Recorte do site de apresentação da peça de teatro

Clique na imagem e leia o texto de apresentação da peça “Os 3 porquinhos, o Musical”

O texto acima com todas as suas incorreções faz parte do programa de apresentação da peça “Os 3 porquinhos, o Musical”, em cartaz no Teatro Bibi Ferreira, em São Paulo, e causou espanto no ouvinte-internauta Antonio Carlos Vituriano.“Tamanha sucessão de erros é lamentável, pois evidencia como que o nível de ensino está deteriorado em nosso país”, escreveu. E fecha a mensagem em tom irônico, lembrando que o texto deve ter sido escrito por um jornalista com diploma.

8 comentários sobre “‘Teatro do absurdo’ arrasa com a língua portuguesa

  1. Infelizmente não é dada a devida importância ao ensino no Brasil. A começar pela língua portuguesa. Basta conversar alguns minutos com um adolescente via MSN ou ORKUT onde “você” virou “vc”; também, “tb”; não, “naum” entre outros absurdos. E isso é algo que vai acompanhar as pessoas sempre. Triste.

  2. Se um adolescente (ou qq outra pessoa), escrever vc ao invés de você, tb ao invés de também, não acho que deveria ser considerado um erro tão grave, afinal, são abreviações. Até o naum eu entendo, afinal, tem um toque a menos que não em alguns teclados (que pedem o “shift” para o til).

    No entanto, o que a gente vê nesse programa – ou melhor, o que a gente NÃO vê – são as normas básicas do português sendo respeitadas: passado e futuro se misturam (ou se “misturão”), pontuação é desprezada, mau e mal trocados… Eu sinceramente não levaria nenhuma criança para assistir essa peça em específico. Imagina como é o tratamento da língua durante a peça? Aliás, imaginem o script: “eu vô açoprar, açoprar, até sua caza caí”.

  3. É tudo “rão” porque ainda vai acontecer ou será que está de acordo com a revisão da Nova Lingua Portuguesa?
    Lamentável!
    Basta observar os chats para acompanhar a extinção da gramática. Acho que vamos precisar de um Programa de Desenvolvimento Sustentável para o ser humano porque do jeito que vai será difícel sustentar ou melhor, entender…

  4. “pois evidencia como que o nível de ensino está deteriorado em nosso país”

    “Como ‘que’ o nível”?

    Creio que “(…) como o nível de ensino está deteriorado” seria mais apropriado, não?

    Realmente, é vergonhoso. O texto da página do teatro é deplorável. Aí um leitor critica, mas mostra pouca intimidade com nosso idioma. E o jornalista que republica a crítica também não corrige. Estamos perdidos em todos os níveis.

  5. Outro absurdo que ouvimos, quase todos os dias, é a troca da palavra ”mandado” por ”mandato”.

    Isso vale prá Globo, Record, Bandeirantes……Será que os jornalistas-repórteres não sabem a diferença?

    É só raciocinar: O juiz manda cumprir uma ordem = MANDADO. (mandou, está mandado)

    Já o MANDATO é conferido a quem vai representar outra pessoa ou outras pessoas.

    Simples assim!

  6. Entristecedor ler essa sucessão de erros, a começar pela intenção do texto em si. Era para ser uma resenha, uma crítica, um texto de propaganda? Fosse qual fosse o objetivo do texto, para qual público se destinava e, portanto, quais foram os critérios (e houve algum?) para a escolha de termos chulos e com evidente juízo de valor? E sequer vou entrar no mérito do desconhecimento de regras básicas de gramática – como composição de orações, pontuação, concordância verbal – de quem redigiu o texto, de quem o revisou, de quem o aprovou…

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