Pedro Campos Fernandes
Desde domingo passado, 4 de outubro, a cidade de São Paulo passou a exportar 13 mil toneladas diárias de seu lixo urbano para aterros sanitários de outros municípios. Este número representa nove vezes o que a região do Alto Tietê, fora Guarulhos, gera por dia.
O último aterro sanitário em funcionamento, o São João, em São Mateus, na zona leste, terá a operação encerrada. A EcoUrbis, que administra o local, diz que o plano de encerramento já foi aprovado pelo Consema – Conselho Estadual do Meio Ambiente.
Estas informações divulgadas no dia 2 de outubro pela AE – Agência Estado – deixam evidente que nem a capital do Estado possui uma política voltada para esta questão, o que a torna mais grave e de urgente a solução.
Como imaginar carretas com 15, 20 toneladas de lixo transitando pelas ruas e avenidas? Um acidente com uma delas causaria prejuízos incalculáveis para as pessoas e para o meio ambiente. Além do mais, já existem carros demais; carretas lotadas de lixo circulando por aí é o que menos precisamos.
Diversas soluções já existem, testadas e aprovadas. Na Itália, segundo pudemos verificar “in loco”, o lixo de uma população de um milhão de habitantes é confinado em imensas cápsulas de borracha de até 800.000 m³, forradas com uma grossa camada de argila.
Os maciços de material orgânico são lacrados por capas de placas de borracha, e regularmente descobertos para serem umedecidos, possibilitando que a produção de gás metano seja perene, de forma controlada.
Acoplada ao aterro, uma usina transforma o metano em energia elétrica que é repassada à empresa responsável, gerando “créditos-eletricidade” para o empreendimento e para a municipalidade.
A parte seca do lixo, depois de separada por máquinas instaladas no próprio aterro, é encaminhada para outros locais de seleção dos materiais para depois ser reaproveitada por indústrias de cada setor envolvido.
Uma tecnologia coreana apresentada à AMAT também se mostrou muito interessante e viável. Todo o lixo urbano é triturado, desumidificado e compactado ao extremo. Nem de uma usina se trata mais, mas de uma indústria.
Este processo não gera o metano, gás 22 vezes mais poluente que o carbônico. Depois de passar por alguns estágios, o lixo urbano é transformado em pequenos “pellets” de 4 cm. O chorume, líquido altamente poluente que sobra do material orgânico, é decantado até poder ser devolvido à natureza.
O “pellet”, o novo material que surge do lixo, é de alta combustão e pode ser usado para produzir eletricidade e alimentar caldeiras da indústria metalúrgica, substituindo o carvão, o diesel e o gás natural.
Para que uma dessas soluções possa ser adotada, precisa ser oficializada uma tríade constituída pelo Consórcio Público do Alto Tietê – em vias de formação -, pelo empreendimento que vai industrializar o lixo e pela empresa detentora da tecnologia a ser implantada.
O segundo ato será o de constituir uma Comissão Financeira, para captar os recursos nos diversos Ministérios, bancos nacionais e internacionais, privados e públicos. Segundo especialistas, há grande possibilidade de tudo sair a custo zero para as administrações municipais.
A gravidade da situação apresenta agora o seu lado positivo: não dá para esperar, não há mais como protelar uma saída.
Perdro Campos Fernandes é Secretário-Executivo da AMAT – Associação dos Municípios do Alto Tietê e enviou este artigo após acompanhar discussão sobre o lixo exportado de São Paulo
Vamo então a mais um triste, lamentável, exemplo de incompetencia e falta de planejamento estratégico que acontece ao longo dos tempos na cidade de São Paulo que a cada dia esta mais insuportável e dificil para viver com um pouco de dignidade.
Esse gravíssimo problema, mais um apenas diantes de outros tantos, menores ou piores, da absurda quantidade de lixo que São Paulo produz diariamente e agora não existe mais um local disponivel para despejá-lo, poderia ter sido evitado a exemplo da Italia a muito tempo pelos nossos governantes, tecnocratas, politicos em geral.
Mais uma vergonha, mais um desmando,mais relaxo, mais incompetencia, mais descaso, e assim vamos ao longos dos tempos empurrando os gravíssimos e insóluveis problemas e caos com a barriga, ou então melhor ainda, jogamos as nossas porcarias, as nossas imundices, despejamos em outras cidades que acabaram “pagando o mico” situadas a quilometros de distância.
Sem esquecer de comentar o custo diário, horario sobre o transporte realizados em grandes carretas, como menciona o artigo, pelas nossas ruas, estradas.
E os grandes riscos de acidentes também conforme artigo.
Se eu fosse um prefeito e morador de alguma cidade que irá receber o lixo exportado pela cidade de São Paulo, sem dúvida nehuma não permitiria de forma alguma.
Cada um que cuide e se resposabilize pelos seus problemas, do seu lixo, das suas incopetencias, gerados unica e exclusivamente pela falta de planejamento urbano e suburbano, da falta de inteligencia,pela ganancia, pela sede de poder, pelo ter, pela expeculação imobiliária, por cada enorme predio, pomposamente denominados de torres, a mais que é construido em qualquer cidade, contribuindo para denegrir quarteirões, ruas, meio ambiente, pois um prédio construído é a desgraça de um quarteirão.
Por cada novo automovel que passa a circular pelas ruas da Cidade, etc.
Derruba-se uma casa onde residem seis pessoas em media para dar lugar a mais um tenebroso e assustador, horroroso monstro de concreto onde abrigará perto de 1000 pessoas, apoiadas na lei da outorga onerosa, ja comentei sobre esta absurda lei que permite construir em terrenos cada vez menores, acima do normal desde que se pague por isso as prefeituras obviamente, pagou passou. mais outro tanto de automóveis, e mais um pouco levando em consideração que a maioria das familias, graças as facilidades para a aquisição de um automóvel, existentes atualmente para alugar um carro de uma financeira em até 70 meses!!.
E o lixo como consequeicia do “ingerenciamento” existente e marcante na cidade de São Paulo, estrapolou as medidas e agora não existe mais lugar onde despeja-lo!
Vamos então empurrar então pela goela abaixo para outras cidades as nossas incopentencias, desmandos, falta de vergonha.
PREFEITOS DAS CIDADES DO INTERIOR.
NÃO ACEITEM QUE A CIDADE DE SÃO PAULO TRANSFIRA SEUS PROBLEMAS, TODA A SORTE DE PORCARIA, DE INCOMPETENCIA QUE SE DESENVOLVEU AO LONGO DOS ANOS PARA AS SUAS TRANQUILAS E SAUDAVEIS CIDADES.
Boa Tarde Milton e aos amigos blogueiros,
Bom, essa dupla dinamica: kassab/serra, só provam, que são incompetentes. O governo deles, não tem foco, não tem objetivo. Eles, não conseguem fazer nada para dar certo. O que nos leva a pensar, que eles, não tem planejamento. Por causa de suas incompentecias, nós contribuintes, pagamos um preço caro, em todos os aspectos. Na verdade, o que funciona nessa cidade/estado? a saude, educação, segurança e transportes, estão um caos, ou seja, nada funciona. Se vc entra em um banco para retirar seu dinheiro, os ladrões te tomam, se vc compra um carro melhor, eles te matam para leva-lo.
Se vc viaja, a sua casa é roubada. Se vc vai ao hospital para fazer exames, tem que esperar varios dias ou meses. As Ruas estão piores do que queijo suiço, cheia de buracos e o lixo? o que funciona nessa cidade/estado?
Bom feriado a todos,
Abr,
JRS.