Avalanche Tricolor: Escrevendo história

 

Grêmio, de branco

Cruzeiro 1 x 1 Grêmio
Brasileiro – Mineirão

 

Foi um sábado gratificante. Estar diante de 40 e poucas pessoas em um dos auditórios do Mobile Fest, no MIS, para falar da importância da tecnologia móvel no desenvolvimento do rádio prova que a estratégia da CBN de investir na internet é vencedora. Em seguida, sentei ao lado de gente que torce pelo cidadão e enxerga no celular um ferramenta a favor da cidadania, completando maratona de cinco horas de discussão.

Tantas atividades me levaram a chegar tarde em casa. O jogo estava no segundo tempo e empatado. Liguei a TV e fiquei em dúvida sobre quem era o Grêmio. O time com a camisa que migrava do azulão para o preto ou o outro com predominância do branco ? Quem sabe pelos goleiros ? Ambos vestiam amarelo e eram altos. O locutor da TV, daqueles que falam mais do que informam, não ajudou. Demorei alguns segundos, ou um minuto, para entender o que ocorria no gramado.

Por alguns momentos, torci para estar enganado. Mas o time que escapava com velocidade no ataque era o adversário. Assim que um deles caiu na área, meu filho que acabara de chegar na sala comemorou. Confundiu-se, também. Pênalti pra eles. Gol deles.

Cheguei a pensar que aqueles jogadores que eram incapazes de impedir o ataque adversário, erravam passes primários, não tinham habilidade para armar uma só jogada e ainda perdiam a cabeça com o rigor do juiz também não tinham certeza da camisa que defendiam.

Ledo engano. Em um só momento de todos os 33 minutos de jogo que assisti pela televisão, os dois riscos azul e preto que dividiam a camisa branca de cima a baixo foram incorporados por aquele bando de aloprados. Com dois jogadores a menos em campo, o Grêmio se fez grande, levou a bola à área inimiga, e mesmo tendo seus atacantes isolados em meio a um monte de zagueiros, foi capaz de empurrá-la para dentro do gol.

Do drible truncado de Máxi Lopez ao chute atabalhoado de Herrera – e apenas naquele instante -, mais uma vez o Grêmio mostrou que ao entrar em campo seus jogadores não disputam um título nem buscam classificação a nada, escrevem capítulos de uma história. E Marcelo Rospide, técnico interino, incorpora este espírito.

Um comentário sobre “Avalanche Tricolor: Escrevendo história

  1. Foi a desse sábado a melhor parida do Grêmio fora de casa,mesmo que,como as anteriores,o time não tenha vencido longe dos seus penates. Podem me chamar de louco ou coisa parecida,mas eu ficaria com Rospide ao invés de buscar um ténico desses que vão pedir quantias fabulosos para fazer ainda menos que Autuori.

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