Trânsito congestionado, motorista violento e ameça de assalto tem provocado o aumento no número de pessoas com medo de dirigir na cidade de São Paulo. Algumas dessitem de guiar, outras temem entrar em um carro até mesmo para andar de carona. Esta a constatação da psicóloga Cecilia Bellina que em suas clínicas tem atendido cerca de 900 pessoas que sofrem desta fobia, mais do que o dobro de pacientes que tinha há cinco anos.
A psicóloga chama atenção, também, para o fato de a preparação dos motoristas ser ineficiente para as condições enfrentadas nos grandes centros urbanos, devido ao ensinamento oferecido pelas auto-escolas.

Milton, parece que todo mundo quer resolver a vida dentro de um carro. Dirigir em SP para mim deixou de ser algo gostoso como era no passado. Hj se vc vacilar nas Marginais uma carreta passa por cima do seu carro. Os motoristas de ônibus e vans não respeitam nada e nibguém. É claro que não são todos, mas uma boa parte desrespeita as leis de trânsito. Na 23 de Maio vc tem que andar em linha reta e se vc pensar em mudar de faixa do nada aparece um motoqueiro e leva teu retrovisor. Se teu carro quebrar ou der uma pane eletrica numa via de grande circulação a impressão que me dá é que se pudesse os motoristas te devorariam como se só o teu carro é passivel de pane. O deles não. Ninguém dá passagem para ninguém. O Trânsito em SP é selvagem. Perdi o tesão de dirigir na cidade. Acho que futuro o cidadão para tirar a habilitação acredito que deveria primeiro passar um bom tempo em tratamento psicológico. Afinal, o carro é uma arma em mãos de pessoas desequilibradas. Todo mundo é passivel de se envolver em acidentes, onde ambos os motoristas não tiveram culpa. Mas o que vejo hj em dia é pura selvageria. É preciso mudar a Lei. Se vc pegar uma arma e matar alguem vc é um criminoso e tem que pagar a pena. Mas se vc pegar um carro e jogar em cima de alguém e matar essa pessoa, vc paga fiança e depois vai distribuir cesta básica como punição. Por isso ó trânsito é Terra de ninguém.
Além de tudo isso que você comentou Daniel, eu citaria os aspirantes à pilotagem, que insistem em transformar as ruas em seus “autódromos”. Numa via onde a velocidade máxima é de 30 km/h, os “pilotos” andam o dobro tranquilamente e ai de você que atrapalha o caminho deles. Profissionais que dependem do trânsito não dão o exemplo. O problema, a meu ver, é cultural. Enquanto os motoristas não se reeducarem para o trânsito, enxergando o outro como a si mesmo, continuaremos a testemunhar as tragédias no trânsito. Somos a todo momento incentivados a ter carro, seja nas propagandas de tv, nas reduções de impostos, nos financiamentos a perder de vista, nos prêmios das promoções, nas ampliações dos sistemas viários, nas super rodovias pedagiadas… enquanto isso os investimentos em transporte público são modestos. Reeducação para todos!
O Governo também ajuda bastante para criar mais paranóia na vida dos paulistas e paulistanos, com a quantidade de radares e lombadas espalhadas pelas cidades e estradas. Por mais que você dirija seu veículo respeitando as regras, as leis e o próximo, há uma enorme probabilidade de você receber uma multa por ter ultrapassado 03km/h ao passar por um radar bem escondidinho e pronto para faturar uma “grana” fácil.
Motoristas neuróticos de um lado, motoqueiros kamikases do outro, trânsito congestionado pela frente, e quando anda, aparecem por cima os radares torcendo para você dar uma “vacilada”…afinal (ainda) somos humanos.
Aqui temos a formula mais completa para estressar o mais zen dos motoristas.
É lamentável tudo isso. Tento fazer a minha parte para melhorar as coisas, mas tá difícil.
Por estas e por outras que deixei de ter automovel, assim parei de sustentar o governo, de correr riscos desnecessarios, de ser assaltado no transito congestionado, de ter que passar strees, de gastar uma baita grana com manutenção, impostos, combustivel, etc 1000,00 por mês, 120000 por ano ou mais, deixei de ser extorquido pelas seguradoras e pelos impostos.
E como prometi, mudei de São Paulo graças a Deus!
Em São Paulo só irei de se for em caso de extrema urgência.
Pelo contrario não passo nem por perto.
Ainda prefiro a qualidade do que a quantidade.
Já começa errado na instrução das autoescolas e nos exames dos Detrans, que parecem valorizar mais o conhecimento sobre a pontuação das multas do que os porquês das coisas. Geralmente não explicam nem que avançar um sinal vermelho, por exemplo, é perigoso: só fazem o aluno decorar que isso é uma infração que vale sete pontos, instruindo o futuro motorista a preservar seu direito de dirigir, quando o mais importante seria lhe educar quanto à segurança no trânsito. Ensinar que o respeito aos outros vem antes da pressa de chegar, então, nem pensar. O objetivo da autoescola é fazer o aluno passar no exame. E o exame escrito quer saber apenas se ele decorou direitinho, não se ele entendeu o porquê das coisas. Se o aluno não entendeu nada mas for bom de memória, passa. Se pagar, passa mais fácil ainda.