Câmara cria Observatório contra pedofilia

 

Sem números exatos pela falta de capacidade do estado de coletar dados sobre a pedofilia, mas com conhecimento do drama que crianças e adolescentes enfrentam na capital, a CPI que investigou os crimes sexuais concluiu seu trabalho propondo a criação de um Observatório. De acordo com o vereador Carlos Alberto Bezerra Jr (PSDB), relator da comissão, o órgão teria participação de entidades civis, governos e vereadores com a intenção de analisar dados, divulgar informações e estabelecer indicadores sociais das vítimas deste tipo de crime.

O Observatório São Paulo da Proteção Integral à Infância e Adolescência é bem-vindo desde que não seja apenas para engrossar a lista de conselhos e organizações já existentes e com resultados pífios. Na cidade, por exemplo, existem 37 conselhos tutelares, constituídos legalmente e escolhidos através do voto. A própria CPI constatou que poucos acolhem as reclamações e acompanham o caso de meninos e meninas vítimas da violência sexual. A Justiça também carece de ações efetivas, apesar de ter em mãos todos os instrumentos necessários para combater este crime.

Ouça a entrevista do vereador Carlos Bezerra Jr, relator da CPI da Pedofilia, ao CBN São Paulo

2 comentários sobre “Câmara cria Observatório contra pedofilia

  1. O Observátório é mesmo uma boa inciativa. No entanto, como vários estudos apontam, a pedofilia é uma prática que acontece majoritariamente dentro da própria família das crianças violentadas.

    Assim sendo, o Observatório e iniciativas similares só terão efeito pleno se as famílias deixarem de acobertar os casos a elas internos e passarem a denunciar os culpados, na maioria das vezes, parentes e os próprios pais.

  2. A dor, assim como o crime, quando se é acometido por algum tipo, nos parece sempre ser a pior da espécie.
    Entretanto não tenho nenhuma dúvida que a pedofilia é o mais grave de todos os crimes.
    Qualquer iniciativa que venha a combater e a prevenir será sempre bem vinda.
    Comento apenas que no discurso do relator não haveria necessidade de criticas a outras medidas anteriores.

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