Mauro Arce vai explicar pedágio da Castello no CBN SP

 

A agência que controla as concessões das rodovias estaduais em São Paulo divulgou nota para rebater as críticas do promotor de Justiça Marcos Mendes Lyra, de Barueri, com argumentos que não tratam do conteúdo da ação civil pública que será apresentada segunda-feira que vem. A Artesp alega que “a tarifa de R$ 2,80 não é cobrada para acessar o trecho Oeste do Rodoanel” e, sim, pelo uso da Rodovia castello Branco.

O promotor foi muito claro ao dizer que a discussão não se refere ao acesso do Rodoanel. Ele questiona é o custo de R$ 2,80 cobrado para quem utiliza a primeira praça de pedágio da Castello que estaria muito acima da unidade básica tarifária aplicada pela Agência Reguladora dos Transportes do Estado de São Paulo que, no caso da concessão da Castello Branco e Raposo Tavares – ambas responsabilidade de Viaoeste – seria de R$ 0,142547 por quilômetro.

Para esclarecer melhor a posição do Governo do Estado de São Paulo, o secretário estadual de Transportes Mauro Arce será entrevistado nessa quinta-feira (21.01) no CBN São Paulo sobre o assunto e você pode registrar sua pergunta aqui mesmo no blog.

Clique no link abaixo e leia a nota da Artesp com explicações sobre o pedágio cobrado na Castello Branco:

Diante do noticiário sobre a reconfiguração tarifária da rodovia Castello Branco, a ARTESP esclarece que a tarifa de R$ 2,80 não é cobrada para acessar o trecho Oeste do Rodoanel. A cobrança é pelo uso da Rodovia Castello Branco (SP 280). Portanto, independente (SIC) do usuário acessar o Rodoanel, ou seguir para o acesso à Marginal Tiête, o valor cobrado é pelo mesmo serviço: uso da Rodovia Castello Branco.

A finalidade do Rodoanel é atender usuários que realizam viagens de longas distâncias ao possibilitar ligações rápidas entre rodovias, de modo que esse usuário não precise utilizar a malha urbana.

Com a reconfiguração tarifária, a viagem de ida e volta – utilizando a Castello e o Rodoanel – continua com o mesmo custo para os usuários que utilizavam a pista expressa (antes não pedagiada). Isso porque houve redução de 50% da tarifa de Itapevi. Já os que tinham o hábito de utilizar a marginal da Castello foram beneficiados com uma economia de R$ 13 nas viagens de ida e volta. Para melhor entendimento, segue abaixo uma simulação:

Antes da implantação do Projeto Cebolão da Castello

Vindo do interior pela pista expressa da Castello os usuários acessavam o Rodoanel no km 20,5 e pagavam R$ 1,30 na saída do Trecho Oeste.
Na viagem de volta (Capital-interior) o usuário pagava R$ 1,30 na saída do Rodoanel e acessava a Castello.
Seguindo viagem no sentido interior, pagava mais R$ 11,20 na praça do km 33 (Itapevi).
Total da viagem de ida e volta: R$ 13,80.

Após implantação do Projeto Cebolão da Castello

Vindo do interior pela Castello os usuários pagam R$ 2,80 na praça do km 20 (Barueri).
Acessam o Rodoanel no km 19,3 e pagam R$ 1,30 na saída do Trecho Oeste.
No trajeto de volta, o usuário paga R$ 1,30 na saída do Rodoanel e acessa a Castello.
Seguindo viagem no sentido interior o usuário paga agora R$ 2,80 no km 18 (Osasco) e R$ 5,60 na praça do km 33 (Itapevi).
Total da viagem de ida e volta: R$ 13,80.

A título de exemplo, o mesmo acontece na Rodovia dos Bandeirantes (SP 348). O usuário que vem do interior passa pela praça de pedágio do km 36 (Caieiras) onde é cobrado pelo uso de o que inclui o trecho de acesso ao Rodoanel, localizado no km 24 da SP 348.

Antes da definição dessas alterações, foi feita uma pesquisa entre os usuários da rodovia Castello Branco – tanto das vias expressas como das marginais – e residentes de Barueri, Jandira, Itapevi, Aldeia da Serra, Tamboré, Alphaville, Carapicuiba e Osasco. Constatado que, em razão do ganho substancial na fluidez dos veículos com a conclusão das obras do Complexo Cebolão, 82% dos entrevistados foram favoráveis à nova forma de cobrança das tarifas.

A reconfiguração tarifária e o reposicionamento do acesso ao Trecho Oeste do Rodoanel fazem parte do projeto Cebolão da Castello que compreende uma série de obras que já estão resultando em maior fluidez de tráfego e mais segurança para os usuários da rodovia no trecho de chegada à Capital. Essas obras, um investimento de R$ 242 milhões, não estavam previstas no contrato de concessão da ViaOeste, administradora desse trecho da SP 280, assinado em 1998. A reconfiguração viabilizou esse investimento essencial para desafogar o trânsito no acesso à Marginal Tiête e todos os usuários já estão usufruindo o ganho de tempo, fluidez e segurança.

8 comentários sobre “Mauro Arce vai explicar pedágio da Castello no CBN SP

  1. Gostaria, principalmente, de entender por que a lei que proíbe pedágios a menos de 35 km do marco zero da capital é solene e repetidamente ignorada.

    Gostaria também de entender qual é a lógica que isola uma parte do município de Santana de Parnaíba, separado do centro pelo pedágio. Não deveriam ser obrigatórios acessos alternativos? Eu pago um pedágio (hj de 5,60) para voltar do centro do município onde moro (Santana de Parnaíba) até a minha casa. Também por falta de acessos, pago o mesmo pedágio apenas para fazer o retorno na rodovia para me dirigir ao interior. É tudo construído para rodarmos mais e pagar mais, e não para ligar os lugares, como se espera de vias rodoviárias.

  2. O sr. Mauro Arce surtou ou ele acha que esta enganando quem?

    Moro em Osasco ao lado do acesso da castelo no Km 18 sentido interior, trabalho em Perus

    Uso 1,5 km aproximadamente da Castelo = no inicio não pagava nada = depois $ 1,30 = agora $2,80 + 1,30 = $ 4,10

    È obvio que o fechamento do acesso ao Rodoanel antes das cabines ou reposicionamento como eles gostam, é para arrecadar mais de mais veiculos

    Foi uma decisão vergonhosa e IMORAL

    Acho que o chefe Dele vai ter sérios problemas na campanha
    de 2010 a Presidência

    Duvido que a midia corporativa consiga protege-lo quando começar o horario eleitoral

    Grande Abraço

    M Jung

  3. Realmente os pedágios no estado de são Paulo esta se tornando uma piada !!!! A castello agora entrou na onda (e estava demorando)…

    A minha pergunta é, por que pagamos tantos impostos e ainda pagamos um pedágio altíssimo, digo por que no EUA tem pedágios, porém nunca vi nenhum passar de 3 dólares, enquanto aqui facilmente você tem pedágios de 8 reais (aliás, na Castello). A impressão que tenho é que a população financia totalmente as empresas que gerem a malha e os impostos tem outro fim…

    Outro exemplo ridículo, mas que ninguém nunca cita, é a rodovia dos imigrantes, que pedagia TODOS os retornos…Ou seja o cidadão entrou na rodovia vai pagar no mínimo 1 real para pode fazer retorno.

    Ao nosso secretário, gostaria de entender a matemática da arrecadação, dos impostos sobre veículos (que deveriam financiar as obras) e a vantagem de se pagar pedágios exorbitantes a cada 30 Km em média e como esta sendo gasto.

  4. Sr. Secretario:
    Na minha atividade profissional percorro em média 8000 km/mês em nossas estradas. Não sou contra pedágio, mas contra a fórmula adotada e os valores desde o início do governo do PSDB ainda na época Covas ter sido adotado o valor da Rodovia dos Bandeirantes, tudo foi nivelado por cima! Estamos há anos numa economia sem indexação, mas os contratos lá estão com correção pelo IGPM anualmente, mas não foi levado nos estudos o aumento de arrecadação por produtividade ( como qualquer empresa privada), neste caso o aumento da frota, porque ? Pergunto também porque não foram colocados nos contratos iluminação nos trechos que normalmente tem neblina? porque se passou a cobrar 80% a mais do pedágio pela Ecovias devido a nova pista da Imigrantes se caminhões , ônbus e vans não podem utilizar a rodovia, isto não é um estelionato? cobra por um produto e entrega outro? Ainda neste tema, o projeto de túneis é mais barato que pontes, a Artesp e Ecovias alegam que nossos veículos comerciais é uma frota velha e que por isso não podem utilizar a rodovia, ora temos caminhões novíssimos e que não podem utilizar a rodovia, fizeram uma rodovia para o “futuro” e ninguém atentou para este fato na aprovação do projeto? Recentemente recebi um americano que viajando comigo pela rodovia do Açúcar se espantou e disse ” nem rodovia tem aqui, o que o governo cobra?” Enfim, creio mesmo que seu chefe terá sérios problemas no pleito deste ano!

  5. Olha, Milton, o Sr. Secretário pode falar durante dez anos sem parar, que NUNCA vai conseguir EXPLICAR o inexplicável pedágio na Castello, nem em rodovia alguma, viu?

    Algumas coisas que eu não consigo entender de jeito nenhum, por mais malabarismo que eu faça:

    1. A Castello não tinha pedágio na pista central e agora a gente paga R$2,80. Como pode isso representar a tal “redução de 57%” apregoada em placas e panfletos?

    2. Pra ir até Itapevi e voltar são R$13,80. Pra começar, Itapevi não é na divisa de Mato Grosso. É aqui do lado! R$13,80 é um absurdo! E pra quem vai o mês inteiro, vamos dizer 20 dias, são R$276,00 por mês. Se o Sr. Secretário acha pouco, vou mandar o número da minha conta para que ele deposite esse valor, que tal??

    3. “A tarifa de R$ 2,80 não é cobrada para acessar o trecho Oeste do Rodoanel. A cobrança é pelo uso da Rodovia Castello Branco (SP 280).” Nesse pequeno trecho entre a Marginal e o Rodoanel, não me consta que a rodovia seja pavimentada em ouro, pra se ter que pagar um valor absurdo desses (relembrando a “lei dos 35km” já citada anteriormente pela ouvinte-internauta Maíra…)!

    Vou ouvir o discurso do Sr. Secretário. Mas certamente vou continuar sem entender. Porque, repito, ele não vai conseguir explicar o que não tem explicação!

  6. Esses pedágios implantados nas rodovias brasileiras é mais uma fonte de recursos para campanhas políticas, principalmente aqui no Estado de São Paulo, onde políticos e concessionárias fazem o que querem e os contribuintes pagam seus desmandos, sem nenhum respaldo do judiciário.
    Ah, já não basta o cartel do voto obrigatório, ainda temos de financiar indiretamente a campanha de políticos incompetentes, através da tarifas de pedágios.

  7. Ouvi que serão pedageados todos os veículos que chegarem pela Rod. Castelo à M.Tiete. Isto é mais um absurdo em relação aos pedágios em SP. Agora o pedágio atinge todos nós. Por que temos que pagar mais este pedagio se estaremos vindo do interior e após ter pagos todos os outros?? Outro caso é a cobrança em vários locais da Rod.Dom Pedro. Nós vamos um dia por semana ao interior fazer trabalho voluntário. O caminho Via Bandeirantes/mar ginal Pinheiros/ Rod. Bandeirantes era muito congestionado. Mudamos para o caminho Av.Aricanduva/Rod. Fernão Dias/Rod.D.Pedro. E o Governo de SP liberou mais praças na D.Pedro, no entanto o asfalto está todo mal remendado, de modo que os carros vibram, e caminhões para desviar destes remendos vão até pelo acostamento quando a faixa da esquerda está ocupada. E daí?? Paga-se por serviço ruim!!! O pedágio em SP é quase o dobro do europeu/americ ano e nossas estradas não são melhores por projeto/constru ção ou manutenção. Abraços

  8. Espera um pouco, deixa eu ver se entendi… O pedágio na castelo está sendo cobrado para o ressarcimento da concessionária, haja visto que não era “sua obrigação” fazer as obras do complexo Cebolão. (“Essas obras, um investimento de R$ 242 milhões, não estavam previstas no contrato de concessão da ViaOeste, administradora desse trecho da SP 280, assinado em 1998”) Então podemos ficar tranquilos, pois assim que esses 242 milhões forem pagos (nas minhas contas de padeiro, uns 3 a 4 anos) não precisaremos mais ressarcir a concessionaria e o pedágio não será mais cobrado.

Deixar mensagem para Aparecido Cancelar resposta