Minhocão, observando e sendo observado

 

“Milhares de veículos passam todos os dias pelo Elevado Costa e Silva, o Minhocão de São Paulo. Nesta pressa absurda imposta pela metrópole, os motoristas jamais percebem o que ocorre logo ao lado, às vezes a centímetros dali onde famílias vivem a observar os carros cruzando o seu quintal”

Foi com este olhar, que o colaborador do Blog do Mílton Jung, Luis Fernando Gallo, identificou detalhes do cotidiano no Minhocão, em uma noite de sábado e um amanhecer de domingo, quando o elevado é ocupado pelo pedestre.

2 comentários sobre “Minhocão, observando e sendo observado

  1. Fotos absolutamente fantásticas. Parabéns Luis Fernando Gallo.
    Morei alguns anos nos arredores do Minhocão, na Barra Funda e conheço bem o lugar. Tenho um trabalho publicado na coleção História dos Bairros de São Paulo (2º lugar no concurso do Depto. Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura do Município) sobre a Barra Funda e o impacto que o Minhocão causou naquele lugar, isolando-o do progresso de seus vizinhos bairros e deixando a paisagem triste e fria.
    Isso foi antes que o fechassem à noite e aos finais de semana, dando uma folga para os moradores do seu entorno.

  2. O minhocão sempre me fascinou, nunca o cruzei a pé, mas desde pequena ficava olhando aqueles prédios, apartamentos, e imaginava quem seriam e como viviam os vizinhos daquela “obra”, muitas vezes senti pena pela falta de privacidade gerada pelo minhocão, principalmente para os moradores dos andares baixos. Certa vez assisti a um documentário onde foi mostrado os moradores que vivem aos arredores, composto em sua grande maioria por idosos remanescentes dos tempos aureos da região. Senti pena, mas confesso que até hoje adoro passar por lá, ver e imaginar o que se passa por trás daquelas janelas tão próximas ao elevado.

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