Depois do incêndio

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Por Sebastião Nicomedes

Enquanto os políticos prometem
Enquanto não se comprometem
As coisas não acontecem
O crescimento desordenado
As ocupações, as favelas seguem
Sem saneamento básico
Luz é gato, água é gato
Crianças crescem
Comida na panela
Miséria de sobremesa
Enquanto o povo leva vida de gado
Os ratos roem

2 comentários sobre “Depois do incêndio

  1. Não se compreende onde isso tudo vai parar.

    Outro dia estava lendo no “Estadão” que a migração prá região sudeste, especialmente São Paulo, havia aumentado em relação a tal período….X.

    Temos dois aspectos: 1º Além de São Paulo receber 10% do que arrecada em impostos federais, ainda arca com todas as pessoas que aqui vem em busca de dias melhores.(nada contra), e boa parte delas acaba ficando em situação nada humana.

    Temos um segundo caso mais triste: Quando o cidadão em situação de morador de favela recebe uma moradia, ele fica apenas um tempo e depois que a “vende”, volta a morar do lado de onde recebeu o apto da CDHU ou Cingapura. É díficil.

  2. Hoje mais uma favela pegou fogo na zona oeste de São Paulo
    Parece que virou rotina!

    O caos que o paulistano vive nos dias de hoje teve inicio no final da década de cinquenta, com a chegada da industria automobilistica no país, principalmente no ABC paulista, a cidade foi crescendo de forma totalmente desordenada, sem qualquer tipo de planejamento urbano e suburbano, industrias foram se instalando nas periferias, novos bairros e vilas, favelas, um grande numero de cortiços, pensões, destruindo e também desmatando o pouco que existia de mata atlântica, os mananciais, as margens de rios, corregos, represas, serras e em bairros mais centrais da cidade acontecia o mesmo que na perifeira, o numero de migrantes foi crescendo diante da grande oferta de empregos nas tais industrias e na construção civil.
    Rio, ricachos foram literalmente TAMPADOS.
    Durante as administrações que passaram, varios planos diretores foram, criados e instituidos, posteriormente alterados a gosto dos legisladores, prefeitos, vereadores, politicos, com “uma mãozinha $$$$” obviamente por parte dos grandes lobbys que ditam as normas na cidade de São Paulo, as construtoras, incorporadoras, montadoras de veiculos leves e pesados, apoiando politicos, financiando suas campanhas e por ai foi, até que chegamos a perto de treze milhões de habitantes somente na cidade de São Paulo, sem contar os que moram nas cidades vizinhas e grande São Paulo, pode estar passando dos vinte milhões de pessoas.
    As cidades dormitorios.
    Bairros dormitorios também existem.
    Por exemplo no extremo da zona leste e da zona sul.
    Para ficarem um pouco mais abismados, perplexos, assustados com o que vem acontecendo na cidade de São Paulo, são licenciados diariamente perto de mil veiculos por dia, tanto é que a frota paulistana esta perto dos sete milhões de veiculos, rodando pelas ruas da cidade e assim despejando na atmosfera o combustível queimado.
    Urbanismo, saneamento básico, planos diretores eficientes, honestos, qualidade de vida infelizmente são ítens que menos preocupam as nossas autoridades ao longo dos tempos.
    Agora aguenta coração!
    Leiam este arigo para completar.
    http://blogdoaitalo.blogspot.com/2010/08/todos-paulistanos-sao-fumantes.html
    Realmente assustador!
    E nada se faz.
    Só promessas e mais promessas politicas eleitoreiras.

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