Monotrilho é mais caro e menos eficiente, diz economista

 

Após cinco anos sem investir em corredores de ônibus, a prefeitura de São Paulo tem expressado sua paixão pelo sistema de monotrilho. Neste blog, falamos recentemente sobre a intenção de se colocar um desses no bairro do Morumbi. Hoje, a Câmara Municipal realizou audiência pública para debater o tema.

Antes do encontro, o economista e consultor Cícero Yagi disse ao CBN São Paulo que é um erro investir em monotrilho quando se sabe que ônibus rodando em corredores podem levar mais passageiros e custar três vezes menos. Ele calcula que o monotrilho leva 30 mil pessoas por hora, enquanto ônibus biarticulados e em pistas segregadas chegam a transportar 40 mil pessoas/hora.

Integrante do Movimento Nossa São Paulo, Yagi entende que a cidade de São Paulo teria de se preocupar, primeiro, em reestruturar as linhas de ônibus que no atual modelo são caras e ineficientes. Outra vantagem na construção dos corredores é o menor impacto urbanístico em relação ao monotrilho.

7 comentários sobre “Monotrilho é mais caro e menos eficiente, diz economista

  1. Cadê os quase trezentos quilometros de corredores de onibusque o prefeito Cassab prometeu quando estava em campanha?
    Agora a novidade!
    Monotrilhos!
    Quantos corredores de onibus podem ser construidos e os atuais revitalizados com a fortuna que pretendem gastar nesse tal de monotrilho?
    Se não me falha a memoria, se eu etiver errado por favor me corrijam.
    A cidade do Mexico iniciou o seu metrô em 1974 e ja consta com 300 quilometros.
    São Paulo iniciou na mesma época e so conta com 60 quilometros.
    Voltando ao monotrilho, precisamos urgente chamar o Batman para verificar se não existe a força dos grandes lobbys, construtoras, ou construtora “amiguinha”, financiadora de campanhas politicas, “interessada” em construi o dito cujo.
    Com a palavra por favor……………….

  2. E não podendo estar presente na audiência, representante do #AdoteUmVereador acompanhou pela web. Para quem estiver interessado, pesquise pela hashtag #monotrilho no Twitter.

    Em resumo os cidadãos manifestaram contra o monotrilho, indispondo com o representante da SPTrans presente e o mais importante, a indelicadeza de nenhum representante do governo do estado ter comparecido à audiência, já que os monotrilhos serão bancados a sua maioria pelo Metrô.

  3. Se o monotrilho não for bem aplicado, pode ser uma obra desperdiçada, não sei porque mas esse assunto me faz lembrar de um episódio dos Simpsons , no qual um espertalhão promete um monotrilho revolucionário, porém era uma grandiosa obra que não deu certo (tudo bem que é desenho,mas podemos ter uma noção de que uma obra desse tipo pode vir a se tornar um grande fracasso).

  4. o problema das autoridades políticas da cidade é que esse tipo de transporte nunca é colocado nas regiões perifericas,sempre são colocados em locais nobres,é o fim da picada!!!
    e os mais humildes tem que enfrentar ônibus de péssima qualidade e ainda lotados,e o governo pouco tem se preocupado em fazer pelo menos corredores decentes nessa area!!!

  5. Será que um ônibus bi-articulado, parado em um congestionamento de ônibus em um corredor como o da M’Boi-Mirim é mais eficiente que um Monotrilho, que tem a via só para si? São Paulo é uma cidade complicada. Vários inícios e um só destino… O ideal é o Metrô. Mas será que dá pra construir tantas linhas de uma vez só? É preciso pensar em alternativas, mesmo nas periferias. O Monotrilho poderia interligar áreas periféricas e o metrô poderia interligar locais dentro do centro expandido. Acho que há espaço para todos os meios de transporte, cada um com sua peculiaridade.

    • Um ônibus parado em congestionamento dentro do corredor segregado é coisa própria de São Paulo. Corredor segregado é para ônibus rodar livre, com paradas rápidas nos pontos de embarque e desembarque, como ocorre em Curitiba, como ocorre em Bogotá – lá, os corredores tem pista dupla para ultrapassagem se necessário. O monotrilho para atender o M’Boi Mirim é um nati-morto. Naquela região a demanda é de 800 mil passageiros por hora; e o monotrilho tem capacidade para apenas metade disso. Lá a saída é o metrô. E pista exclusiva de ônibus.

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