Candidato ao Senado, Moacyr Franco chuta o balde

 

O candidato ao Senado pela coligação PSB-PSL e cantor Moacyr Franco acusa o comando da campanha de “mutilar” e “censurar” sua mensagem na propaganda eleitoral que vai ao ar, no rádio e na TV. Ele reclama que a fala dele foi substituída pelo discurso do candidato ao Governo, Paulo Skaf.

Moacyr Franco já havia criticado a coligação por ter perdido o horário da entrevista que estava marcada na série organizada pelo CBN SP. Ao se referir ao PSL, pelo qual saiu candidato ao Senado, disse que era “um partideco”. Além disso, falou que não conseguia ser recebido pelo candidato Paulo Skaf, pois pretendia pedir ajuda financeira para fazer a campanha.

Sem ter sucesso no contato com Skaf e comandantes da Coligação Preste Atenção São Paulo, resolveu escrever uma carta pública que reproduzo a seguir:

Prezados senhores,

Estou há 13 dias batendo de porta em porta tentando junto ao comando de campanha da coligação” PSB – PSL, explicação para a substituição da minha mensagem como Candidato a Senador, por discursos do Candidato a Governador (competentíssimo), como os senhores sabem entrei nesta corrida eleitoral exclusivamente pela oportunidade de usar 30 segundos nas 3 mídias para alertar os brasileiros para o perigo que corre a vida humana, o futuro dos nossos filhos e netos, pouco me importando vencer ou perder esse pleito, a propósito o discurso que gravei começa assim:

EU NÃO QUERO QUE VOCÊ ME ELEJA, EU QUERO QUE VOCÊ ME ESCUTE, e não da forma mutilada, censurada que o “comando” mandou para a exibidora. Estou fora do ar e ninguém sequer me atende. Seria isto de fato uma eleição ou uma corrida do saco, uma rinha de galos onde árbitros corruptos decidem quem ganha, quem morre?
 
Contando com seus habituais sensos de justiça e honestidade aguardo providências antes que acabe a campanha.

Atenciosamente,

Moacyr Franco

4 comentários sobre “Candidato ao Senado, Moacyr Franco chuta o balde

  1. “EU NÃO QUERO QUE VOCÊ ME ELEJA, EU QUERO QUE VOCÊ ME ESCUTE“ (Moacir Franco)

    “VOCÊ SABE O QUE FAZ UM DEPUTADO? NEM EU!” (Tiririca)

    Ambos foram parceiros no programa humorístico A PRAÇA É NOSSA

    Felizmente, a grande quantidade de voto “cacareco” para senador, não puxa outros “cacarecos” (desinteressa o partido)

    Infelizmente, a grande quantidade de voto “cacareco” para Deputado Federal, puxa outros “cacarecos” até piores que o principal “cacareco”

    Palhaço Carequinha: Eu era Feliz e não sabia!

  2. Prezado amigo Moacyr Franco,

    a política é como uma nau sem rumo, navegando ao sabor dos ventos, despertando a insânia de uns e a loucura de não muitos.

    Entendeu, meu caro amigo.

    Abraços,

    Nelson Valente

  3. Personagens de nossa política, como no filme da Branca de Neve…
    (*) Nelson Valente

    Se quiséssemos copiar aqui no Brasil o filme Branca de Neve e os sete Anões, de Walt Disney, criaríamos, sem dificuldades, outro belo conto infantil, recheado de personagens reais.
    A presidência da República, no caso, seria a própria Branca de Neve, e seu príncipe encantado, o presidente Luis Inácio Lula da Silva.
    Quanto aos anões, Atchin seria o Plínio de Arruda Sampaio, por estar sempre infestadoem suas ventas com o virus da imaturidade e também de manter o seu nariz permanentemente arrebitado: para ser o Dengoso , ninguém melhor que o ministro Guido Mantega, personagem que se assanha a tudo possa trazer e prover dividendos; Feliz seria o ex-ministro José Dirceu, pois seu sorriso, nos últimos meses, sempre está de orelha a orelha; Zangado não poderia deixar de ser o ex-governador José Serra, com o seu costumeiro e emburrado “ nada a declarar”; Dunga é o próprio Levy Fidelix, não só pelo seus caracteres físicos como também pelo seu comportamento político, nem sempre muito claro; para ser o Soneca – advinhem? Quem mais senão o ex-governador Aécio Neves; o Mestre seria, claro, o senador Aloysio Mercadante, com seus entreveros e dissabores; a Bruxa Malvada seria a Dilma Rousseff, a eterna escondida, que vez ou outra, consulta seu espelho mágico indagando:
    – “ Espelho, espelho meu, existe alguém mais inteligente do que eu? Como? Tem a Marina! Tem o Serra ! Tem, tem, os milhões de brasileiros!
    Há histórias que são emblemáticas, com toda a sua coorte de personagens, fatos e mensagens. Bruxas, fadas e duendes frequentam o imaginário do eleitor e a sua exploração deve ser feita de modo adequado pelos políticos que têm a responsabilidade de “fazer campanha”. A comunicação é menor e a melhor distância entre dois pontos: o diálogo com o eleitorado.
    Veja-se o caso de “a lebre e a tartaruga”. Hoje, no mundo dos políticos (em todo território nacional), no uso da técnica do diálogo/pesquisa/questionamento eleitorais, muitos políticos afirmam que a tartaruga chegou primeiro, na famosa corrida, porque a “lebre ficou dormindo”, quando na verdade ela foi sacrificada pelo desejo de ser “esperta”, numa aplicação à fábula da nefasta “lei de Gerson”.
    Questionamentos e confrontos de pontos de vista, como são hoje sugeridos pelos escritores brasileiros, jornalistas, eleitores contribuem para a superação do natural egocentrismo da classe política, possibilitando a conquista gradual da autonomia de pensamento político. Assim nascem os indivíduos socialmente críticos, por intermédio da viabilização da sua autoconstrução.

    O emprego, nessas questões, da literatura infantil na política, representa um grande conforto, pois ideias, confrontos e interesses transbordam de um contexto extremamente prazeroso para os eleitores. Daí nasce a motivação do voto – e os resultados naturalmente constituem uma consequência desse processo eleitoral.

    (*) é professor universitário, jornalista e escritor.

  4. Muita sacanagem do PSB que está comandando, através do Duda Mendonça, a campanha eleitoral do Paulo Skaf e Moacyr Franco. Uma pessoa honesta, com ótimas propostas para o Senado, não ter seu tempo no horário eleitoral é um absurdo! Não é por ser um humorista que ele fará palhaçadas na política, e nem por isso não merece um voto nosso de confiança… O meu ele já tem e espero que os eleitores do Estado possam enxergá-lo como um político sério, preocupado com SP.

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