Avalanche Tricolor: No mate ou morre somos melhores

 

Grêmio 2 x 1 Cruzeiro
Brasileiro -Olímpico

A feijoada de domingo mal havia sido servida, e a pergunta da velha turma de amigos parecia ensaiada: o que está acontecendo com o Grêmio ? Nem havia iniciado a resposta, os próprios passaram a dissertar sobre o tema, cada um com sua tese mirabolante.

Futebol é assim mesmo, todos nós conhecemos um pouco e cremos em nossas convicções.

Tanta conversa, bisteca e cerveja me fizeram sair atrasado para frente da televisão e quando cheguei acabara de sair o primeiro gol gremista, que iniciaria a virada desta tarde. Tive de conferir na internet o gol de Júnior Viçosa, mais um recém-chegado que parece ter incorporado a alma que move o Imortal Tricolor: nunca desistir.

Já havia 48 do primeiro tempo quando Douglas em mais um passe de categoria encontrou Jonas dentro da área e o atacante, na mesma velocidade que chegou, chutou. Na sobra, o garoto Viçosa esticou suas pernas longas para fazer o primeiro gol na primeira partida com a camisa do Grêmio.

O segundo tempo foi muito equilibrado para o meu gosto. Não estava fácil digerir a feijoada com o jogo rápido que o líder do campeonato e o time de melhor campanha do segundo turno realizavam. Nem mesmo o gol de Jonas – que precisou cobrar duas vezes o penâlti para provar ao árbitro que era capaz – aliviava a situação. Eram dois grandes times jogando um grande futebol.

Nada estava decidido, tudo poderia acontecer até o apito final, mesmo assim na televisão narrador e comentarista enviesavam pelo mesmo papo dos meus amigos de almoço: o que está acontecendo com o Grêmio ? A resposta foi pouco convincente, chamava atenção para as vitórias fora de casa, posicionamento dentro de campo, etecetera e tal. Pouco além do que já havia ouvido enquanto o prato de feijão ainda queimava meus dedos.

Tanto esforço para uma explicação simples dada ao fim da partida pelo zagueiro Vilson: o Grêmio joga para ganhar a partida seguinte. Ao dizer isso ainda tirava a grama do rosto, pois minutos antes havia impedido mais uma jogada do adversário com um peixinho no pé do atacante. Sabia que aquela bola valeria os três pontos em disputa.

Foi com este novo olhar que fugimos do rebaixamento, encaramos as vagas da sul-americana, encostamos nos líderes e vamos buscar nossa meta: os três pontos seguintes, um mais difícil do que o outro, pois enfrentaremos em oito rodadas cinco times com esperança de título e vaga na Libertadores.

É isto que justifica a ascensão tricolor. Desde a metade do Campeonato deixamos pra lá esta história de pontos corridos. Sequer o consideramos uma competição mata-mata, para tal os dois lados têm de estar correndo riscos.

Cada jogo é, para nós, um mata ou morre.

3 comentários sobre “Avalanche Tricolor: No mate ou morre somos melhores

  1. É impressionante o que fez o técnico Renato Gaúcho. Todos sabem de suas limitações e por isto o time joga simples quando deve, e ‘enfeita’ quando pode. Talvez isto explique a reação tricolor. Ah outra, com 42 mil no Olímpico, o Cruzeiro não teria como ganhar. E não ganhou mesmo!

  2. É difícil para nós,gremistas,manter a humildade e repetir a cada vitória o que já se tornou ladainha: o importante sempre é o jogo seguinte. E o próximo é o Gre-Nal. Que venha o clássico!

  3. Jogo por jogo, peleia por peleia. Fora os resultados que virão pela frente, como é ver o Grêmio ser Grêmio. E no time do Portaluppi, quem tem que dá chutão e ser grosso, o faz sem nenhuma vergonha. E quem tem que decidir, decide, com confiança e sem medo de errar. Confiança que Saint Portaluppi deu para este time. Pra cima deles agora!

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