Para escrever notícia no rádio, conte sua história

 

O post sobre o texto no rádio, escrito nesta terça-feira, proporcionou bons comentários aqui no blog. Em um deles, assinado pela estudante do segundo ano de jornalismo Kelly de Conti, foi reproduzido texto de Rosental Calmon Alves que faço questão de destacar neste espaço:

É muito normal, nas redações de rádio, o editor condenar um texto à lata de lixo e depois pedir ao redator que conte o que estava escrito (não como estava, naturalmente). Ao terminar a resposta, o editor fala: ‘Brilhante! É isso que eu quero. Reescreva exatamente como você acaba de me contar.’ E, muitas vezes sem perceber direito a lição, o redator volta à máquina meio intrigado, tentando lembrar, textualmente, como foi a conversa com o chefe. A essa simplicidade a gente só chega quando consciente das caracterizações do trabalho. Basicamente, precisamos saber: a) que escrevemos para alguém ler e alguém ouvir, sem possibilidade de outra leitura, em caso de não entendimento de algum detalhe; b) que, apesar de suas particularidades, o processo comunicativo, do qual estamos participando, deve aproximar-se do interpessoal, ou seja, devemos procurar o nível de uma conversa informal; c) que as notícias devem ser escritas objetivamente, de forma direta; d) que devemos dizer o máximo, com o mínimo de palavras, mas sem forçar.”

Boa notícia, também, na mensagem deixada pela professora de radiojornalismo Débora Menezes que revela seu cuidado para que o texto de rádio seja mais bem tratado. Como disse a ela, é da academia que iremos contaminar as redações.

5 comentários sobre “Para escrever notícia no rádio, conte sua história

  1. Mílton, muito obrigada. Fiquei muito feliz por colaborar, principalmente porque admiro seu trabalho. E concordo com sua frase: “é da academia que iremos contaminar as redações”. Como eu disse em comentário do post anterior, a dedicação dos meus professores, especialmente no primeiro semestre deste ano, foi fundamental para mim e contribuiu de maneira significativa para aumentar a minha paixão pelo jornalismo.

    Para quem desejar ler, o título do texto é “Radiojornalismo e a linguagem coloquial”. Ele faz parte do livro “Teorias do Rádio – Textos e contextos”, organizado por Eduardo Meditsch (ALVES, Rosental Calmon. Radiojornalismo e a linguagem coloquial. In: MEDISTCH, Eduardo. Teorias do Rádio – textos e contextos. Florianópolis: Insular, Vol I, 2005. p. 163-168).

  2. Excelente!
    É de suma importância destacar que é na academia que disseminamos para as redações e para o mundo. Levar a notícia não é nada simples, porém, a linguagem deve ser objetiva e direta para alcançar a massa.
    Outra dica super legal de livro, para entender melhor a linguagem radiofônica é o Rádio: 24 horas de Jornalismo, de Marcelo Parada da Editora Panda Books, com dicas preciosas sobre esse veículo incrível e instantâneo que é o Rádio.

  3. Hoje,
    dia 10/09/2011 fui fazer uma reportagem na bienal do livro no Rio de Janeiro. As pessoas que estavam lá, me disseram que iria aparecer no site meia hora depois. Eu fui ver depois de um tempo, e não achei nenhuma entrevista minha. Só a da minha amiga e da mãe dela. Vocês esquecerem de mim. “esqueceram de mim 6” !!

  4. Até o momento não vi, em qualquer entrevista ou noticiário, alguém perguntar aos interlocutores do INSS, para onde vai as contribuições feitas por aposentados, que voltam a contribuir, será que é confisco, multa ou imposto por voltar ao trabalho ?. Se não é, Deve ser abatido do Rombo fantasma de 70 Bilhões. Quantas vagas são preenchidas por aposentados que não irão gerar novas aposentadorias, e os que morrerem sem a DESAPOSENTAÇÃO ?

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