Por Antônio Augusto Mayer dos Santos
O Vereador representa o povo junto à instância primeira da democracia representativa que é a Câmara Municipal. Congressistas, Deputados Estaduais, Governadores e Presidentes da República (Prudente de Moraes, Wenceslau Brás, Delfim Moreira, Artur Bernardes, Washington Luís e Tancredo Neves) iniciaram as suas trajetórias políticas pela vereança.“Os ocupantes da nobre função de vereador são a voz mais próxima do administrado e, nessa condição, devem velar para que sua atuação no trato de bens, pessoal e valores públicos sirva como exemplo aos integrantes da comunidade”, enfatizou a prestigiada Ministra Eliana Calmon em voto proferido no Superior Tribunal de Justiça.
O Legislativo Municipal é uma instituição política de caráter permanente que representa a sociedade. Embora eleito por seus simpatizantes, o vereador legisla em nome de toda a comunidade. No exercício desta representação popular, dispõe de competência para tratar de assuntos pulsantes vinculados ao cotidiano dos cidadãos, desde o valor das passagens do transporte coletivo ao número de andares dos prédios, passando pela fiscalização do Executivo, valor do IPTU e serviços públicos.
Com o advento da Constituição Federal de 1988 guindando os Municípios a uma autonomia condizente à sua importância, às Câmaras foram conferidas novas prerrogativas e responsabilidades foram ampliadas. Por conta disso, os Vereadores protagonizam, no mínimo, quádrupla função: deliberativa, fiscalizadora, julgadora e legislativa. Simultaneamente, foi-lhes estendida a inviolabilidade por opiniões, palavras e votos.
Neste aspecto, três abordagens esclarecem o perfil desta atividade. A primeira, que nenhuma representação política deve ser idealizada. Por conta disso, junto aos parlamentos, a diversidade social se encontra não somente representada mas efetivamente reproduzida. Do Vereador com doutorado aquele que não concluiu o primário, do decano ao novato, do abnegado ao relapso, todos exercem atribuições diversas e indelegáveis que, exatamente por conta disso, merecem fiscalização permanente.
A outra, que as Câmaras Municipais não podem prescindir de parlamentares que se distinguem positivamente. Exceções existem, sempre e em tudo que diz respeito à delegação popular de poder. Porém, aqueles que reúnem experiência e produtividade devem ser valorizados eis que acumular mandatos ou tarefas públicas não pode ser uma injusta coloração pejorativa que deprecie o trabalho parlamentar.
A última, que exercer mandato de Vereador não significa manter vínculo empregatício, profissional ou relação trabalhista com a Câmara Municipal. A representação parlamentar, em qualquer esfera legislativa, corresponde a uma realidade constitucional de natureza política que expressa a soberania popular (CF/88, art. 1º, Pár. Único). O povo, ao votar, delega poder e não emprego aos que são eleitos. Se o eleitor fiscaliza esta delegação isto é outra coisa. O Blog do Milton Jung, como se sabe, fiscaliza e também colabora.
Ao arremate, o óbvio: prestar contas e potencializar o postulado constitucional da transparência do mandato local corresponde a um agir que não somente fortalece as relações democráticas como amplia o respeito mútuo entre cidadãos, agentes políticos e instituições.
Antônio Augusto Mayer dos Santos é advogado especialista em direito eleitoral, professor e autor dos livros “Prefeitos de Porto Alegre – Cotidiano e Administração da Capital Gaúcha entre 1889 e 2012” (Editora Verbo Jurídico), “Vereança e Câmaras Municipais – questões legais e constitucionais” (Editora Verbo Jurídico) e “Reforma Política – inércia e controvérsias” (Editora Age). Às segundas, escreve no Blog do Mílton Jung.
“….O Povo ao votar, delega poder e não emprego..”
Mas tal sabemos pelos fatos, que não é a premissa de muitos que ja passaram pelo Legislativo no nosso Brasil.
Eu todo dia, sem exageros, fico pensando como nós cidadãos brasileiros, que acreditamos que possamos mudar as muitas falhas da administração pública (p/não dizer, crimes),…
…que ações possam ser feitas, para fazer aqueles cidadãos que não tem praticamente nenhum tempo, e infelizmente tal é fato para muitos cidadãos brasileiros, como?, como podemos informalos…
Hoje o Milton perguntou aos ouvintes se ainda se lembravam em quem nas eleições 2012, mas faço um adendo (c/respeito é claro, rs) que também seria, é e será muito bom que lembremos também de qual partido político o dito cujo eleito ou não faz ou fez parte, já que na nossa Democracia (???) qualquer cidadão brasileiro pode concorrer a um cargo no legislativo ou executivo, desde que esteja em um Partido Político…
…partidos políticos que esquecem que devem respeito ao Povo Brasileiro e tais não são donos do Brasil !!!
Dentre muitas, mas muitas coisas mesmo que devem mudar, uma delas é das bibliotecas das escolas públicas, sejam estas municipal, estadual e federal, devam estar abertas aos sabados e principalmente aos domingos para os cidadãos, principalmente aos cidadãos que moram em torno de tais escolas.
Se tiverem alguma sugestão para que tal aconteça, por obsequio, me informem.Pode ser por esse mesmo.
Sem +, que este 2013 se não for ótimo, pelo menos seja melhor que 2012.
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ass: Douglas Silvino
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