Conte Sua História de SP: sou filho seu também

 

Por Sebastiao Mendes Lages

 

Ouça esta poesia sonorizada por Cláudio Antônio

 

Vindo de terras distantes, alterosas
De um chão fértil e pedras preciosas
Para encontrar o louro da conquista
Um peregrino que a sorte arrisca
Sem pensar nunca, em ser oportunista
Nascer mineiro e depois virar paulista.

 

Do prédio, no chão a sombra vaporosa
O apressado caminhante em rua sinuosa
Atento a luz do semáforo quando pisca
O gari, o boy, o padre, o missivista
A multidão correndo, atravessando a pista
Só um sábio, esta cidade linda administra.

 

É do trabalho, a mão laboriosa
Desta terra assás, prodigiosa
Que o imigrante agrega de longa vista
A boa vinda, a saga otimista
Feliz quem mora aqui, ou é turista
Mas é comum, gostar de ser paulista.

 

Escrevi um livro, em curta prosa
Plantei arbusto, floriu, terra chuvosa
Uma família, uma casa, sou ativista
Sua guarida, agradeço, terra bendita
Seu fardo é doce, a destra pacifista
Sou filho seu também, ah… sou paulista.

 

Avalanche Tricolor: Desistir, jamais!

 

Santa Fé 1 x 0 Grêmio
Libertadores – Bogotá (Colômbia)

 

Santa Fe x Gremio

 

Somos Imortais não porque jamais perdemos, mas porque jamais desistimos.

 

(…e nada mais digo por enquanto frente ao adiantado da hora, mas voltarei a este espaço ainda nessa sexta-feira)

 

Estou de volta (editado às 11h15 de 17/05):

 

Ao escrever logo após o jogo, chuto a razão para as cucuias (que imagino seja um lugar bem distante), desabafo minhas emoções e desprezo a lógica do futebol. Prefiro assim pois teclar como pulsa o coração me faz sofrer menos e me impede de enxergar as fragilidades de um clube que quero Imortal. O adiantado da hora e a necessidade de dormir o mínimo possível para me colocar em condições de pensar às notícias do dia, me impediram de dizer o que pensava logo após o apito final da partida na Colômbia que nos desclassificou da Libertadores.

 

Somente agora, noite mal dormida e dia já praticamente trabalhado, é que sento diante do computador para escrever o que penso do desempenho do tricolor nesta edição da Libertadores. Talvez este distanciamento me tenha feito entender um pouco mais a sensação que me acompanhou durante todo o jogo de ontem à noite e em parte da competição. Não havia a confiança quase deslumbrada de sempre, mesmo nos melhores momentos do jogo e ciente do bom elenco de jogadores que tínhamos à disposição. As escapadas em direção ao gol adversário não me iludiam, nem mesmo a aparente tranquilidade no toque de bola de nossos jogadores. Cheguei a pensar que era apenas forma de controlar meu nervosismo: não acreditar no possível para não se frustrar no revés. Mas isto não é coisa de gremista, pensava comigo mesmo.

 

Foi a boa crônica do jogo, intitulada “Os Miseráveis”, escrita por Maurício Brum, no site Impedimento.org, que me ajudou a traduzir o sentimento e desconforto com o time. Não com os jogadores em si, apesar de alguns terem provado que não merecem vestir a camisa do Grêmio. Desconforto com a alma de um time, que desapareceu em meio a estratégias mirabolantes e palavras rebuscadas. Que acabou com a raça que sempre nos diferenciou sem sequer dar vazão para o talento que existe em muitos dos que estão na equipe. Raça e categoria estiveram juntas apenas em uns poucos instantes desta temporada; raridade como no jogo do Fluminense, no Maracanã, por exemplo.

 

A mudança de postura se fará necessária para que os desafios de 2013 não sejam desperdiçados como foram todos os que enfrentamos na Era Luxemburgo, a começar pela Copa Sul-Americana do ano passado, na qual assistimos à virada histórica do Millionários, nas quartas-de-final, e às perdas do vice-campeonato Brasileiro e da vaga direta à Libertadores ao aceitar um empate no jogo final do Olímpico. E para que esta mudança ocorra, em vez de aplicarmos a política da terra arrasada, dispensando aleatoriamente nomes que não renderam o que podiam até aqui, é preciso identificar, antes, quem sugou nosso ímpeto, quem consumiu nossa alma.

 

E você, caro e raro leitor deste Blog, sempre acostumado a me ver ufanista mesmo nos piores momentos, não pense que estou incrédulo. Estou apenas com os pés no chão e pedindo que recuperem a saga do Imortal Tricolor, este que é Imortal não por jamais perder, mas por jamais desistir.

 

Eu não desisto: Grêmio, sempre!

Que façanhas !

 

Por Milton ferretti Jung

 

Pobre do Rio Grande do Sul. Se um estado pudesse ser bento,o meu teria de se candidatar. Somente neste ano vem desmentindo o texto do seu hino,especialmente no trecho em que,desde pequenos cantamos este refrão:”De modelo a toda a terra,sirvam nossas façanhas”. No momento,nossas façanhas não possuem nada de positivo,bem pelo contrário.

 

Cito-as mais ou menos pela ordem.

 

José Alberto Reus Fortunati,prefeito de Porto Alegre,concedia uma entrevista para o Mílton,durante o Jornal da CBN,quando precisou a interromper por um caso de força maior. Soube-se depois que a Polícia Federal realizava mandados de prisão em Porto Alegre,detendo homens públicos,inclusive um secretário e empresários,por suposta fraude ao meio-ambiente. Foi um deus nos acuda,como não poderia deixar de ser,já que a Concutare,nome da Operação da PF,atingiu gente importante.

 

Estourou, mais recentemente, a “Fraude do Leite”,denunciada pelo Ministério Público Estadual. Nessa, transportadores entregavam o produto com água,ureia e formol.Que nojo! O promotor Mauro Rochembach,responsável pela Operação Leite Compen$ado,lembra que os safados se comunicavam entre si de forma engenhosa em locais onde celulares ficavam sem sinal:solicitavam músicas a rádios interioranas e usavam-nas como código para suas falcatruas. O esquema foi investigado durante dois meses. Para o MP,as indústrias,embora se digam vítimas da patifaria,foram negligentes por não se preocupar com a qualidade dos transportadores.

 

O Rio Grande do Sul,antes de se jactar, no seu hino,deve também,afora punir rigorosamente os culpados pelas duas fraudes que citei, tratar de garantir a segurança dos moradores de cidades de pequeno e médio portes do seu interior. Setenta municípios no RS têm menos de cinco policiais. O Tenente-Coronel Leonel Bueno,comandante do CRPO Serra,disse à Zero Hora do último domingo: Se nós nos colocarmos no lugar do policial,eu acho que uma situação dessas é altamente constrangedora,para não dizer humilhante”.

 

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Menores: acorda Brasil!

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

Crianças de rua

 

Ontem, Mílton Jung reforçou seu artigo de sexta, que pedia isenção e reflexão sobre a criminalidade de menores. Registrou os dados de Sonia Racy publicados no Estado de domingo, colhidos na Fundação Casa, informando que 3.600 internos de um total de 9.000, foram para lá em função do tráfico de drogas. Crime que encontra o despreparo do estado em 70% dos municípios paulistas, pois apenas 30% tem estrutura para lidar com as drogas.

 

Ainda ontem, a Folha em seu editorial “A rua vence a escola” publicou que pesquisa do Datapopular registrava que 44% dos professores do estado tinham recebido agressões físicas ou verbais, além de 84% saberem da violência nas escolas, das quais 42% originadas pelas drogas.

 

Na capital paulista, pesquisa publicada na semana passada indica que a maior preocupação do paulistano é o receio das drogas.

 

Atendendo a sugestão do artigo do Mílton procurei abastecer-me da necessária isenção sabendo das barreiras do juízo de valor, e refletindo dentro das minhas possibilidades, cheguei à conclusão que precisamos de atualização. De um lado, o jovem contemporâneo não pode ser visto dentro do perfil comportamental de antigamente. O amadurecimento é evidente, e a evolução da espécie já não é tabu, de forma que tratar o adolescente de 16 a 18 anos como criança, é no mínimo imprudente. De outro lado, o aparato estatal precisa estar equipado para atuar no mundo de hoje, considerando o universo do bem e do mal que cerca a juventude atual.

 

Acredito, portanto, que antes de refazer a antiga e certamente ultrapassada legislação do menor, precisamos definir a verdadeira idade dos adolescentes diante das prerrogativas e responsabilidades que deverão arcar. Sob este aspecto visualizo a necessária técnica da segmentação das faixas etárias, abrindo uma moderna escala especifica para cada grupo.

 

Ao Estado deverá caber a tarefa de se preparar com o conhecimento e habilidade necessária para enfrentar o desafio de administrar e controlar as causas antes dos efeitos, do mundo das drogas e afins, que ora estão atingindo a juventude.

 

Se a precipitação em torno da maioridade penal é contraindicada, a aceleração do processo de análise é essencial.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Quase 30 sites úteis 


 

Por Julio Tannus

 

1.Quando for comprar qualquer coisa não deixe de consultar o site: GASTAR POUCO

 


       
2.Serviço dos cartórios de todo o Brasil, que permite solicitar documentos via internet: CARTÓRIO 24 HORAS

 


         
3.Site de procura e reserva de hotéis em todo o Brasil, por cidade, por faixa de preços, reservas etc.: HOTEL IN SITE


 

  4.Site que permite encontrar o transporte terrestre entre duas cidades, a transportadora, preços e horários: ANTT

 

5.Encontre a Legislação Federal e Estadual por assunto ou por número, além de súmulas dos STF, STJ e TST: SÓ LEIS
 

 

6.Tenha a telinha do aeroporto de sua cidade em sua casa, chegadas e partidas: INFRAERO

 

7.Encontre a melhor rota entre dois locais em uma mesma cidade ou entre duas cidades, sua distância, além de localizar  a rua de sua cidade: MAPLINK


 

     
8.Confira as condições das estradas do Brasil, além da distância entre as cidades: DNIT


 

9.Caso tenha seu veiculo furtado, antes mesmo de registrar ocorrência na polícia, informe neste site o furto. O comunicado às viaturas da DPRF é imediato: POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL

 

10.Confira os melhores cruzeiros, datas, duração, preços,  roteiros, etc.: BEST PRICE CRUISES


 

11.Indexador de imagens do Google – captura tudo que é foto e filme de dentro de seu computador e os agrupa como você desejar: PICASA

 

12.Mais rápido e eficiente do que o Internet Explorer, e lhe permite adicionar os botões que desejar, ou seja, manipulado como você o desejar: FIREFOX

 

   
13.Site que dá as horas em qualquer lugar do mundo: TIME TICKER

 

   
14.Site que lhe permite fazer pesquisas dentro de livros: A9


 

15.Site que lhe diz tudo do Brasil desde o descobrimento por Cabral: HISTÓRIA DO BRASIL


 

16.Site que o ajuda a conjugar verbos em 102 Idiomas: VERBIX

 

17.Site de conversão de Unidades: WEBCALC


 

     
18.Site para envio de e-mails pesados: YOU SEND IT


 

19.Mais um site para envio de e-mails pesados, sem limite de capacidade: SENDTHISFILE


 

20.Site para envio de arquivos pesados: DropBox

 

     
21.Site que calcula qualquer correção desde 1940 até hoje, informando todos os índices disponíveis no mercado financeiro. Grátis para Pessoa Física: DEBIT


 

22.Site que permite falar, ver e fazer conferência pela internet: SKYPE

 

 
23.Site de procura de pessoas e empresas nos EUA. Só para achar a pessoa ou a empresa com endereço e telefone – Grátis: US SEARCH


 

24.Site de câmaras virtuais, funcionando 24 horas por dia ao redor do mundo: 
EARTH CAM

 

       
25.Acompanhe os projetos, obras e notícias da Copa do Mundo: PORTAL DA COPA 2014

 

26.As manchetes dos jornais no Brasil e no Mundo: MANCHETES DOS JORNAIS

 


Ainda faltam quatro para completar 30. Nos ajude a construir esta lista.

 

Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada e Co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier). Às terças-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung

Os jovens no tráfico de drogas

 

Em quatro linhas, bem afiadas pela jornalista Sonia Racy, em sua coluna de domingo, no Estadão, encontro mais argumento para sustentar o que escrevi na sexta-feira, no blog, no texto “O que eu penso sobre a redução da maioridade penal”. Leia a nota que reproduzo a seguir e pense:

Tráfico de drogas já é o crime mais cometido pelos adolescentes da Fundação Casa. Dos 9 mil internos, 3,6 mil estão lá dentro por causa do delito.

 

E a coisa não deve mudar tão cedo. Apesar dos números, 451 municípios paulistas – 70% do total – não têm órgãos especializados para combate às drogas.

Tô de saco cheio: qual produto é essencial para você?

 

Quando surrupiaram o que podiam da minha casa, fui correndo a uma loja comprar o notebook. As televisões, o computador de mesa, o equipamento de som, os video games e o Ipod deixei para substituir mais tarde. Meu MacBookPro era essencial para tocar a vida profissional, responder emails, preparar projetos, escrever os textos encomendados e buscar informações na internet. Nem mesmo o telefone celular – graças a Deus este ficou comigo – seria imprescindível diante da urgência daquele computador.

 

Entender quais produtos são essenciais na vida de um cidadão é o que o Governo brasileiro está tentando desde o dia 15 de março quando a presidente Dilma Roussef lançou o Plano Nacional de Consumo e Cidadania. O Plandec – adoro estas siglas inventadas nos gabinetes – prevê a criação de uma lista de produtos essenciais para troca imediata de artigos com defeito, dentro do prazo de garantia.

 

Qual produto é essencial para você?

 

As prioridades mudam de acordo com as peculiaridades de cada família, meio social e profissional. Há produtos, contudo, que não devem ficar de fora. Com 261,8 milhões de linhas de telefonia móvel (Anatel/2012) e sua multifuncionalidade, o celular estará no topo da lista, com certeza. Geladeira, fogão e computador, também vão aparecer com destaque.

 

Apesar de a resposta parecer simples para muitos de nós, até agora Governo, ministérios da Justiça e do Desenvolvimento, a indústria e o varejo não conseguiram entrar em acordo. A lista, inicialmente com 50 itens, deveria ter sido apresentada no dia 15 de abril, mas houve pedido para se estender o prazo sem que nova data fosse decidida. Nem mesmo sobre o número de itens que devem compor a lista há consenso. Nesta semana, haverá mais uma rodada de negociação.

 

Na reportagem de O Globo, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, faz declaração que evidencia a dificuldade para o acordo. Ele diz ser um “absurdo” elaborar a lista de produtos essenciais, na medida em que esta criará uma insegurança jurídica enorme: “Por que existe assistência técnica, garantia? É para que os produtos que têm algum defeito de fabricação, algum vício, possam ser recuperados, mas não para serem trocados imediatamente”.

 

Como será que ficaria o presidente da CNI se o smartphone recém comprado por ele apresentasse vício de qualidade (é como os burocratas chamam equipamento com defeito)? Gostaria de ficar esperando dias ou semanas pela devolução? Sem telefone? Provavelmente, compraria outro. Dinheiro não deve lhe faltar. O mesmo não se pode dizer da maioria acachapante dos consumidores desrespeitada pelos fabricantes e varejistas. No ano passado, foram 2,03 milhões de queixas devido a produtos com defeito nos Procons e esta insatisfação foi o terceiro item mais reclamado dos órgão de defesa, atrás apenas de assuntos financeiros e telecomunicações.

 

De expressão

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

O que é que faz o cidadão responder ‘estou desinformado, no momento’, em
vez de dizer ‘não sei’?

 

O que é que faz o político dizer ano após ano que vai fazer isso ou
aquilo, bem feito, como se cada ato no conduzir a tarefa que lhe foi
confiada fosse favor?

 

O que é que faz o repórter dizer ‘o motorista, ele saiu do carro e caiu no
barranco;  a gerente do banco, ela foi sequestrada’. Arma
neurolinguística? Para encher linguiça, mesmo, ou é moda?

 

O que é que faz a maioria dos políticos, depois de eleitos, se
transformarem em bonecos plastificados e sorridentes, viverem em delírio
constante usufruindo da marajalança, ficarem ricos e gordos por fora, mas
pobres de espírito e mirradinhos por dentro?

 

O que é que faz o policial se dirigir ao povo que mal fala português, em
policialquês, dizendo que o ‘meliante adentrou o recinto’? O bandido
entrou na casa não pode ser dito por quê? Porque se disser a palavra
‘bandido’ -antes do cidadão ser julgado e condenado, antes dele apelar e
sair rindo da nossa cara, e antes dele fazer tudo de novo com mais
cuidado-, vai ter que responder a processo?

 

O que é faz ser necessária uma Declaração Universal dos Direitos Humanos?
A gente já não nasce sabendo quais são os direitos, e quais são os
deveres? Os animais sabem dos seus direitos e deveres… Declarações e
decretos pretendem nos colocar nos trilhos? Quais? Que levam para onde?
Todos? Alguns? Pretendem fazer brotar em nós o bem pelo bem, amor,
gratidão, respeito, consideração, amizade, lealdade? Pretendem nos ensinar
a não matar, não roubar, a não maltratar, a não desprezar e a não
desrespeitar um ao outro?

 

Bom fim de semana e um feliz dia dedicado às mães.

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

A ousadia de Karl Lagerfeld em Cingapura

 

Por Dora Estevam

 

 

O diretor criativo da Chanel, desde 1983, Karl Lagerfeld cumpriu o que havia dito sobre fazer um desfile em Cingapura. O kaizer da moda apresentou a coleção Cruise 2014 na noite de quinta-feira, deixando os fashionistas presentes de boca aberta. Os convidados da line up disseram que foi um dos desfiles mais bonitos da maison. A apresentação foi inspirada no glamour do passado asiático mas com toque pessoal: “Eu quero reinventar os detalhes”, disse ele, referindo-se as roupas simples.

 

Os destaques da coleção foram os top com estampas exóticas, calças largas, saias longas, camisas e calças largas e vestidos em ráfia. Nota-se uma aparência jovem nas peças mais curtas e estampadas. As cores: neutras e naturais. Em se tratando de Chanel podemos classificá-la como chic. As inovações importantes da coleção se focaram no uso de colares de pérolas e a nova jaqueta Chanel, inspirada em uma fotografia de um pescador do Sudoeste da Àsia, de 1880. Fascinante, não acha?

 

O desfile foi apresentado sob forte calor de 40 graus, mas o glamour da passarela superou os limites.

 

Quando leio que o estilista buscou referências em fotos antigas, fotos que retratam os valores e o comportamento de uma época para fazer uma coleção, eu acredito na força, no foco e no trabalho incansável que ele se propôs a fazer. Lagerfeld não é apenas um estilista, é um pesquisador em busca de histórias do passado com propósitos no futuro. Adorável esta originalidade.

 

Vamos conferir tudo isso nas fotos. Alguns looks que eu gostei muito.

 

 

Veja quem foram os convidados da Maison: editores e personalidades locais: a queridinha Dakota Flaning, Show Siwon e Han Huo Huo.

 

 

E a parte que eu mais gosto depois de mostrar o desfile, os detalhes.

 

 

A maquiagem, fator determinante e não menos datada, é claro que eu não poderia deixar de mostrá-la, em detalhes.

 

 

Atmosfera: depois do desfile teve uma festa com destaque para o enorme telão onde apresentaram o curta Once Upon a Time, que você também pode ver aqui. O filme é uma homenagem ao espírito livre de Coco e sua abordagem revolucionária para a moda e traça as origens de Gabrielle em Deauville em 1913, quando ela abriu a primeira loja com a sua irmã Adrienne. O verdadeiro tributo a madame Chanel você pode assitir aqui ao apertar o play:

 

 

Feliz Dia das Mães!

 


Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda no Blog do Mílton Jung, aos sábados

Mundo Corporativo: comunicação sem medo de criar

 

 

“Nos últimos 10 anos, está cada vez mais claro que o sucesso está atrelado a inovação, as empresas que têm sucesso são aquelas que têm mais coragem de reinventar as coisas . Em contrapartida, você vê muitas empresas que têm medo de inovar porque o profissional que está à frente deste processo não quer se expor”. A afirmação é do presidente da agência de publicidade WMcCann Martin Montoya que, nesta entrevista ao programa Mundo Corporativo da rádio CBN, alertou para os medos que têm levado empresas e profissionais a repetirem métodos tendo como único objetivo o resultado final. Montoya diz ainda que este fenômeno se torna ainda mais grave quando se trata da comunicação corporativa: “é impossível fazer algo bom em comunicação sem ousadia, comunicação tem de ser relevante ao consumidor”.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, às quartas-feiras, 11 horas, ao vivo, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. Aos sábados, o programa é reproduzido no Jornal da CBN.