A marca é uma espécie de esponja de todas as provocações e experiências que a empresa causa, desde o discurso do presidente a postura do motoboy que entrega a encomenda. A definição é do estrategista de marcas Arthur Bender, entrevistado do programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, que lançou o livro “Paixao e Significado da Marca – Ponto de virada e transformação de marcas corporativas, marcas pessoais e de organizações”, lançado pela editora Integrare Business. Bender fala, entre outros temas, sobre o poder das redes sociais e, principalmente, das mulheres na reputação de uma marca: “perca uma, perca todas”.
O Mundo Corporativo vai ao ar, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.
Vejo em um grupo de empresas brasileiras de supermercado que enormes questões administrativas ocorrem. O salário é muito baixo por conta do salário mínimo, entre outros motivos. Além de que, de chefes, existem muitos, porém poucos a trabalhar. Um ordena uma coisa e o outro diz para que se faça outra.
Cruz,
Esta anomalia identificada no seu grupo de trabalho se espalha por escritórios de muitas corporações brasileira. Infelizmente, um cenário que atrapalha o direcionamento dos esforços pois carece de liderança que precisa ser bem definida, clara e respeitável.
Olá Milton Jung, aprecio o programa Mundo Corporativo. Mas hoje, sábado, 10/8/2013 fiquei triste. O entrevistado fala tanto em marca pessoal e comente muitas vêzes um erro terrível do pessoal do RSul – não concordar o verbo com o sujeito. Assim como tu és de PAlegre, eu também sou e doi aos meus ouvidos nossos conterrâneos falarem: tu vai e não tu vais, tu pegou e não tu pegaste. Tu escapas desta situação porque adotaste o você . Que bom! … Um grande abraço, Malu
Maria Lúcia Gukovas,
É uma marca, ora! (rs,rs,rs)
O comportamento do consumidor está cada vez mais complexo. Em determinado ponto da entrevista, o entrevistado comenta que o mercado precisa se reinventar, e cita os bancos que, nesse sentido, chamaram o cliente de volta para a agencia, oferecendo atendimento personalizado pelo gerente. Trabalho na area financeira e preciso ir até meu cliente potencial. Quando ligo para ele para agendar uma visita sem compromisso, muitas vezes sou questionado se posso enviar o material por e-mail. Ou seja, o cliente quer ser tratado com exclusividade, mas quando isso é oferecido a ele, ele se contradiz pedindo atendimento impessoal. Complexo.
Gostei muito da entrevista , Milton Jung.
Até os pobres preocupam com a sua marca ou imagem .[…]
Ótima apresentação, Arthur Bender.
Sou filho de Santa Mariana , Paraná. Moro em São Paulo. ViVA o Rio Grande do Sul, viva Teixeirinha. Gosto do jeito gaúcho de falar : tu vai e não tu vais. O Brasil sem seus regionalismos não seria o Brasil da ‘saudosa maloca, do menino da porteira, do lampião de gás, do baião’ ; o Brasil caipira de Mazzaropi, Inezita Barroso , e tantos outros brasis.
Bereguedé , do Capão Redondo, zona sul de São Paulo, diz que marca pessoal é importante até no jogo do bicho . Atende sorrindo quem o procura para fazer uma fezinha, desejando aos clientes boa sorte, perguntando como vão as coisas, a crianças.
O bodegueiro Delgado deixou de frequentar uma pizzaria conhecida no bairro porque as garçonetes não diziam boa noite.
O nego Maizena, na sexta-feira( 9), alugou um terno para ir à festa de debutante da amiga da filha. Cadê o perfume ? Emprestou do amigo a marca que gosta."Não posso chegar de qualquer jeito. Não é atoa que todo mundo fala que sou nego enjoado", disse
Jõao, 24, trabalha na Geagesp , é tido como chato quando bebe. Mesmo alterado ganhou admiração dos amigos, no bar-porão, na Cohab Adventista, ao dizer e mostrar que sua vida em Palmares, Pernambuco, não foi diferente da vida das crianças mostradas no Globo Repórter, que todos assistiam.
"Fui explorado pelo meu próprio pai quando tinha 9 anos , cortava cana o dia inteiro, olha a cicatriz do facão no meu joelho esquerdo, quando vejo , ouço falar da marca do facão tenho lembrança triste da minha infância . A cicatriz no pé direito é de foice, tinha 10 anos. Durante o dia trabalhava no pesado , em noites escuras saía com meu pai com a tarrafa para pescar. Ele já morreu ! Hoje entendo que me explorava para ajudar no sustento da família . Somos em onze irmãos. "
O jardineiro Piauí, 23, entrou na conversa :"Odeio exploração, já deixei duas empresas por causa disso…"
Manelão tem uma marca pessoal .Segundo ele, quando quer conseguir alguma coisa rápida de um vereador, chama o assessor do homem de doutor.
" Primeiro procuro saber o nome dele , depois olho para ele, aperto a sua mão e digo: "Doutor fulano de tal…" Comenta que resolve rapidindo.
Manelão é vendedor de isqueiro. Garante que cliente bom é aquele que reclama e sempre tá comprando. "Não deixo ninguem na mão."
Adão Mandioqueiro , no Parque Fernanda, avisa : "Se a mandioca não cozinhar, traga de volta e leve outra."
João, ao fazer marketing da infância sofrida, começou a construir – entre os amigos – uma imagem positiva, a sua marca pessoal. Com certeza – se souber administrá-la – vai longe.
No Capão Redondo ainda – como acontece em toda a periferia, a justiça com as próprias mãos, a marca do porrete – seguranças de uma rede de supermercado popular quando flagram um pobre surrupiando um pacote de biscoito , o miserável é espancado publicamente, sai todo machucado. Dizem que é para servir de exemplo.
Na Estação Barra Funda do Metrô, Zona Oeste, vendedores ambulantes enganam as pessoas com propaganda falsa.
Mini garrafas de refrigerante exibem o carimbo de R$ 0,99 . Após consumir o produto, a pessoa é obrigada a pagar R$ 2,00 e, se reclama, ouve dasaforos.
O mesmo está acontecendo com a mesma marca em outras regiões da cidade.
Considerando o grande número de consumidores de rua na cidade, a marca do produto pode ser destroçada pela opinião publica não esclarecida.
Por exemplo, um indío do Jaraguá diz que sentiu-se enganado pelo Guaraná Antártica, teve dificuldade em entender que a má fé , no caso , foi do vendendor ambulante, e não da distribuidora.
Caro Milton,
Suas programações são sempre excelentes !
Ótimo tema escolhido ( …nunca será demais ouvirmos sobre tal ! );
ótima abordagem do Arthur ( …cheio de paixão pelo assunto ! ).
Grande abraço.
Lauande
Excelente entrevista. De tantas noções importantes abordadas destaco o silêncio na comunicação publicitária. Ouvinte da CBN no Jornal do Milton Jung, fico com o dedo no rádio para desligar e ligar nos momentos que entra propaganda de automóvel.É uma gritaria insultante.
Outro ponto é a questão das mulheres, pois a superioridade delas é incontestável quanto ao aspecto da horizontalidade. Não é futilidade, é culturalidade. Elas se interessam por quase tudo..