Avalanche Tricolor: trabalho recompensado

 

Náutico 0 x 2 Grêmio
Brasileiro – Arena Pernambuco

 

 

A semana tem sido dura. Às manhãs normalmente difíceis pela responsabilidade de comandar o Jornal da CBN, se soma uma série de outros compromissos profissionais. Temos gravado edições extras para o Mundo Corporativo: na segunda, foi uma, hoje, mais duas. Estive em eventos nos quais realizei palestra sobre comunicação – atividade para a qual (ainda bem) tenho sido bastante requisitado -, além de apresentar o prêmio Melhores de São Paulo, entregue pela Revista Época São Paulo. Por mais que esses trabalhos me ofereçam momentos de prazer, o tempo de sono diminui, o corpo e a cabeça não descansam como deveriam, especialmente para quem, como eu, sai da cama ainda de madrugada (apenas acompanhado dos sabiás que cantam na janela). Imagine no meio da semana ficar acordado para assistir aos jogos do fim da noite, como foi o desta quarta-feira. Sei que muitos abandonariam essa tarefa, mas eu não consigo botar a cabeça no travesseiro sabendo que o Grêmio está em campo, principalmente na disputa de competição tão equilibrada quanto a desta temporada.

 

Diante da agenda cheia e do esforço para me manter em pé, a única coisa que esperava era ser retribuído por uma vitória gremista. Ganhei mais do que isso: vi Rhodolfo tomar conta da área e desarmar os adversários com dois carrinhos de dar inveja até ao Felipão; vi Wendell estrear com personalidade e talento apesar da pouca idade, sinalizando que não devemos mais nos preocupar com a ala esquerda; vi Maxi Lopes entrar em campo e desorientar sua marcação com belos dribles; além de ter visto Kleber brigar pelo espaço dentro da área, Barcos voltar a marcar e Paulinho comemorar o gol que concluiria os trabalhos desta quarta-feira à noite.

 

Com a vitória de hoje, que nos mantém na disputa pelo título, digo com tranquilidade que todo o meu trabalho foi recompensado. O de Renato e o do Grêmio, também

 


A foto que ilustra este post é de André Kuse/Grêmio.net

7 comentários sobre “Avalanche Tricolor: trabalho recompensado

  1. Milton,quando passei no teste da Rádio Canoas fui escalado para abrir os trabalhos da jovem emissora no seu estúdio,instalado em uma casa de madeira situada ao pé da torre,em uma vila de Porto Alegre,chamada Rio Branco. Meu pai me emprestava o seu Citroën e,no caminhio,eu fazia uma parada para pegar o Correio do Povo,do qual sacava as notícias mais importantes e as colocava no ar. O sacrifício durou meses. Posso imaginar,assim,o que fazes para acompanhar os jogos das 10 da noite do nosso Grêmio,precisando acordar às quatro da matina. E pior que isso é ter de assistir aos chutões que partem dos zagueiros ou do Dida,diretamente da defesa para o ataque o ataque. Durma-se, depois disso, se for possível.

  2. Bah tchê, não importa como, bastam os três pontos, mas cá pra nós, ta difícil ver e não se irritar com os chutões e balões sem destino.
    E claro, eita futebol brasileiro: estádios as moscas, ingresso caro, horário dos jogos só pra quem vai de condução própria.

    • Gunar,

      A bola direta para o ataque é um prejuízo e demonstra a dificuldade dos zagueiros para sair jogando. Saimon sempre teve bola mais qualificada e talvez merecesse uma chance no time de Renato. Um grande abraco,

  3. lamentavel e muito triste a presença de Kenedy alencar no seu programa , vou pro trabalho todos os dias escutando milton jung , e normalmente troco pra band news quando começa o tal porta voz , mas as vezes distraido com o transito quando vejo ja estou escutando o pseudo-jornalista e acabo ficando revoltado com suas “versões”……..é muito triste constatar que não ha mais imprensa isenta……..

    • Guilherme,

      Agradeço pela sua análise. Kennedy Alencar é jornalista qualificado e respeitado com importantes fontes de informação nos meios políticos. Sua análise, se provoca incomodo, se deve ao fato de fugir do senso comum e revela a capacidade de enxergar todos os lados da moeda. Quanto a discussão sobre imprensa isenta feita no fim de seu comentário: na maioria das vezes é crítica que surge quando o que se diz não está de acordo com a opinião pessoal de quem ouve. Ou seja, parece que o olhar isento só existe quando concorda com o meu. E isto é uma distorção.

  4. Milton, paixões (todas) e satisfação profissional não são obstáculos numa noite de sono pequena. Qualquer 4 e 5 horas parecerão horas bem dormidas se passamos momentos felizes felizes.
    Mas, meu Santos esta crescendo e vai brigar com o Grêmio na reta final pela vaga na libertadores.
    São Paulo, realmente, é habitado pelos Sabiás. Consigo ouvi-los praticamente todas as noites e manhãs. Que bom!

    • Rafael,

      O bom é saber que o Santos melhorou depois de já ter sido desclassificado na Copa do Brasil, assim se transformou em um entrave a menos na nossa caminhada. Torço para que tire pontos de todos os nossos adversários e, claro, deixe alguns pontinhos para nós.

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