Avalanche Tricolor: Dida, justiça foi feita!

 

São Paulo 0 x 1 Grêmio
Brasileiro – Morumbi (SP)

 

 

Dida tem história no futebol. Foi campeão no Brasil, foi campeão na Europa e foi campeão do Mundo. Pensou em parar, mas o futebol insistiu que ele voltasse. Acabou no Grêmio onde, prestes a completar 40 anos, semana que vem, vive, hoje, o ocaso da carreira – que isso não seja lido com demérito, pois o faz dignamente. Tanto quanto o Diabo sabe mais por velho do que por Diabo, é com experiência que Dida protege nosso gol, além da estatura invejável. Às vezes, sua calma é irritante para a torcida que exige um time vibrante, independentemente da qualidade do futebol jogado. Teve bons momentos nessa temporada, foi justamente cobrado em algumas partidas e ainda devia um desempenho a altura de sua carreira. Uma atuação excepcional que o levasse a defesas além do lugar-comum de um goleiro. É o mínimo que espera o torcedor do time que se atreveu a homenagear em seu hino um goleiro, Lara, e jamais esqueceu a imagem de Mazaropi, campeão mundial de 1983, ou mesmo de Gallato, fundamental na Batalha dos Aflitos.

 

Nesta tarde, em São Paulo, uma das cidades na qual se consagrou, Dida fez a diferença. Foi gigante ao fechar a goleira gremista em jogadas na qual o gol parecia o destino, foi ágil para impedir chutes fortes com endereço certo, se esticou todo para chegar em bolas que tentavam escapar de seu alcance e teve audácia quando, em raro momento neste ano, se aventurou a sair debaixo das traves e abortar lance na entrada da área com os pés. E, claro, como todo grande goleiro contou com a gentileza da bola que desviava para fora quando ele estava, aparentemente, batido.

 

Foi sua atuação fundamental para o Grêmio encerrar a série de quatro jogos sem vitória e se manter entre os quatro primeiros colocados, independemente dos resultados desta noite. Ao impedir o sucesso do ataque adversário, permitiu uma só escapada de bola gremista pelo lado esquerdo, a troca de passe rápida entre Kleber e Barcos, o cruzamento preciso de Alex Telles sobre a linha de fundo e na cabeça de Vargas, que, pequenino, foi maior do que os marcadores para fazer o gol talvez na única jogada realmente perigosa do Grêmio em toda a partida.

Ao contrário do que disse Ganso na saída do gramado, o futebol não é injusto. Fez justiça à carreira de Dida.

2 comentários sobre “Avalanche Tricolor: Dida, justiça foi feita!

  1. Ganso,que se transformou em um jogador pouco acima da média,ficou abaixo dessa ao repetir a velha frase que eu não cheguei a ouvir,mas acabei ler na tua Avalanche Tricolor,Mílton.O futebol somente é injusto quando a gente se depara,após uma partida,com as notas dadas,por exemplo,na Zero Hora,especialmente aos goleiros. Se o profissional não necessita realizar defesas difíceis,por muito favor,recebe nota 6. Só quero ver a que vai ser dada pelo citado jornal diante da atuação fantástica de Dida contra o São Paulo.E olhem que fui um dos maiores críticos de sua contratação. Eu o achava jurássico. Como é bom quando alguém pode desmente um mau prognóstico.

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