Avalanche Tricolor: motivos para manter o bom humor

 

Fluminense 1 x 1 Grêmio
Brasileiro – Maracanã

 

 

Bem humorado, como devemos ser quando falamos de futebol, independentemente do resultado da partida, meu colega de rádio Carlos Alberto Sardenberg costuma brincar ao explicar os resultados de seu time do coração (que, por sinal, é outro tricolor, também). Para ele só existem dois resultados no futebol: ou nós ganhamos ou fomos roubados. Às vezes somos “roubados” e não perdemos, empatamos. Como aconteceu no sábado à noite, no Rio de Janeiro, quando estávamos prestes a reivindicar a Taça Guanabara de 2013, pois conquistaríamos a sexta vitória contra times cariocas neste Campeonato Brasileiro. Tudo bem que fecharemos a temporada invicto contra as equipes do Rio – podendo incluir nesse histórico, os jogos pela Copa Libertadores -, mas o resultado da última rodada foi servido com um gosto amargo, pois estávamos a alguns minutos da conquista quando aquela bola foi desviar no calcanhar de Rhodolfo, logo ele o mais seguro dos nossos zagueiros, subiu como nunca deveria ter subindo e caiu onde jamais deveria ter caído, dentro do nosso gol, distante, muito distante, do alcance de Marcelo Grohe – aliás, goleiro que merece menção especial por tudo que realizou nesta partida. Ele, em particular, não merecia levar o gol daquela maneira.

 

Curiosamente, o gol saiu poucos instantes após o árbitro, traído por seu auxiliar, ter sinalizado impedimento de Kleber quando o atacante estava disparando, completamente sozinho, em direção ao gol adversário. O erro crasso abortou o que poderia ter sido o gol definitivo da vitória gremista que iria nos aproximar ainda mais do líder do campeonato. O bandeirinha não percebeu – pois não consigo imaginar que ele não conheça as regras do futebol – que Kleber havia arrancado do seu campo de defesa, o que elimina a possibilidade de impedimento. Como desgraça pouca é bobagem, o juiz ainda puniu nosso atacante com um cartão amarelo que o tira da próxima partida. Fosse honesto consigo mesmo, o árbitro viria a público nesta segunda-feira e pediria desculpas a Kleber, pedindo para que o cartão fosse desconsiderado.

 

Ok, eu sei que cartões não podem ser cancelados após o jogo. Sei também que erros do juiz fazem parte desse mesmo jogo. Às vezes, passam despercebidos, outras desequilibram a disputa. Na maioria dos casos, o erro é cometido por falta de atenção, pressão excessiva ou falta de competência para acompanhar a velocidade dos lances. Há, ainda, isso é de conhecimento público, juiz sem-vergonha que erra de propósito.

 

Seja qual for o motivo da barbeiragem do árbitro desse sábado (desde já, honestamente, descarto a desonestidade), dedico esta Avalanche para falar de erros de arbitragem não porque entenda que a causa do empate azedo esteja no apito indevido do juiz. Mas para não ter que ficar aqui escrevendo mal do Grêmio, afinal empatamos mesmo foi por nossos próprios erros, por falta de capacidade de anular o adversário que teve um jogador expulso e por não matar o jogo quando tivemos chances e o árbitro não se intrometeu. É uma boa forma de não perder o humor com o time do qual tanto gostamos.

 

Seja como for, aí estamos, depois de mais uma rodada: um ponto mais próximo do líder e com a vaga para a Libertadores praticamente garantida a dez rodadas do fim do Campeonato Brasileiro. Tem gente com inveja dessa situação e com muitos motivos para estar de mau humor, pode ter certeza!

3 comentários sobre “Avalanche Tricolor: motivos para manter o bom humor

  1. Confesso lisamente,Mílton,que o meu humor entra em colapso quando vejo o nosso time soçobrar de maneira estúpida depois de ter feito das tripas coração,como sempre,para marcar um mísero gol. Nesse sábado, o naufrágio foi ainda pior,eis que o Fluminense jogava com 10. O Renato que me desculpe,mas tem de exigir que os seus três zagueiros,no mínimo,respeitem os três volantes. O que têm de fazer para tal? Não dar chutões,trocar passes,trocar passes,trocar passes,trocar passes,mil vezes trocar passes. Se com a repetição cansei quem talvez me lê,imaginem o que acontece com o adversário quando não consegue tocar na bola.Então,pés à obra. Já perdemos a vice-liderança. E bem na hora em que o Cruzeiro começa a tropeçar.

  2. Faz parte do futebol, mas é doido empatar desta maneira.
    Mas ainda não tivemos outra partida igual aquela na Libertadores deste ano, contra o mesmo Flu, onde ganhamos de 3 a 0 e jogamos a melhor partida do ano.

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