Avalanche Tricolor: em busca de inspiração

 

Santos 0 x 0 Grêmio
Brasileiro – Vila Belmiro (SP)

 

 

Falta de inspiração é o que justifica a ausência desta Avalanche logo após a partida disputada no início da noite de sábado. Não minha. Eu estava muito bem inspirado neste fim de semana. Encarei dose dupla de super-heróis da Marvel no cinema a pedido dos meninos que curtem Capitão América e Homem Aranha. Ambos fizeram parte da minha infância, também. Eu os curtia nos gibis; eles os acompanham na internet e no cinema, onde, aliás, estão fantástico. Nos filmes que estão em cartaz, preferi o bom humor de Peter Clark ao bom-mocismo de Steve Rogers. Divertimo-nos esperando a cena em que Stan Lee, um dos criadores, apareceria na tela. E aguardamos os créditos finais para descobrir se haveria cena extra à disposição. Claro que a simples companhia dos garotos seria suficiente para tornar o programa agradável e inspirador. Assim como o foi o jantar oferecido por uma amiga nossa de longa data que comemorava seu aniversário na noite de sábado. Com a família ao lado, encontramos por lá ótima conversa acompanhada de boas comida e bebida. Sempre excelente oportunidade para relembrar algumas histórias e saber novidades de pessoas que estiveram distante por um tempo.

 

Havia tantas coisas agradáveis que sequer me importei com a necessidade de abrir mão de boa parte do segundo tempo da partida do Grêmio, no litoral paulista. Convenhamos que o que havia assistido até então não era nada motivador, exceção a jogada nos primeiros minutos proporcionada por Dudu que terminou com um chute desviado, como foram desviados muitos passes, tentativas de ataque e o desempenho de alguns dos nossos recentes ídolos do tricolor. Aliás, por falar em ídolos, bem que Luan poderia ser convidado para ir ao cinema um dia desses, talvez ele encontrasse alguma motivação nesses heróis que têm super-poderes mas sabem que para se beneficiarem de todo potencial e superar os inimigos precisam vestir a fantasia. Luan está precisando de inspiração. E com ele boa parte da nossa equipe. Eles precisam entender que para seus poderes se revelarem em campo terão de revestir-se da alma que sempre marcou o Imortal Tricolor. Caso contrário, transformarão nossos jogos em um filme sem graça.

5 comentários sobre “Avalanche Tricolor: em busca de inspiração

  1. Milton, o que foi esta partida???
    Vc fez bem em sair e curtir a família. Fiquei em casa e assisti a isso…
    Como dói ver essas duas equipes jogarem este futebol e lembrar do passado.
    Já tivemos Pelé, Clodoaldo, Edu, Brecha e pelo Grêmio, Neca, Tarcísio, Ancheta, Picasso, Loivo, Everaldo, nossa, quanta gente boa.
    O que aconteceu? Que tristeza prá nós.
    Quando vemos esta história se perder, com certeza, vemos o futebol sumir das nossas lembranças.
    Já não temos futebol. Nem com o Grêmio.
    Perdi as esperanças.

  2. Milton,está difícil assistir os atuais jogos do Campeonato Brasileiro. Principalmente eu que não costumo perder jogos do SPFC. A coisa ainda piora quando a transmissão é pelo PAYPERVIEW. No sábado quase fui à loucura com o comentarista. A posse de bola do SPFC era de 70%, mas o “gênio” afirmava que o Coritiba estava dominando a partida.
    Duro mesmo. Futebol ruim, arbitragem ruim, técnicos que escalam errado, mas só reclamam, e ainda por cima jornalistas míopes.
    É preciso muita paixão para continuar apostando.

  3. Fizeste bem,Mílton. Atualmente,com um Grêmio que parece ter esquecido os bons momentos vividos na Libertadores,fizeste bem em “abrir mão”,depois do primeiro tempo do que vias (ou não vias)no PPV. Os dois super-heróis,na companhia dos meus netos,foi uma escolha incomparavelmente melhor. O diabo é que as finanças gremistas não permitem que contratações necessárias sejam realizadas..

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