Terrorismo não impediu que mais turistas viajassem sem visto pelo mundo, em 2015

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Foto do álbum de Rajesh Pamnani, no Flickr

 

A pressão de grupos conservadores para restringir a entrada de estrangeiros nos países, baseada na teoria de que fronteiras abertas facilitam ações terroristas, não tem surtido efeito. Ao menos é o que se percebe, a partir de relatório anual divulgado pela Organização Mundial do Turismo, nesta quinta-feira, dia 14 de janeiro. A percentagem de turistas que necessitam obter vistos antes de viajar manteve a tendência de queda e chegou ao seu nível mais baixo, em 2015.

 

O trabalho da OMT mostra que 39% da população mundial pode viajar livremente para turismo sem um visto tradicional antes da partida. No ano passado, 18% da população do mundo pode seguir para o seu destino sem visto, 15% recebeu o visto na chegada ao país e 6% se capacitou a tirar visto eletrônico (e-Visas).

 

Para que se possa enxergar melhor esta evolução: em 2008, em média, 77% da população tive de se candidatar para obter o visto; em 2015, o índice caiu para 61%.

 

Aqui no Brasil, mesmo diante de críticas de alguns setores, que temem que o país, especialmente o Rio de Janeiro, seja alvo de ataques terroristas durante a realização dos Jogos Olímpicos, o Governo Dilma sancionou lei que isenta da necessidade de visto de turismo os estrangeiros que desembarcarem até o dia 18 de setembro deste ano.

 

Não há necessidade de o viajante comprovar a compra de ingresso ou a participação em atividades relacionadas à Olimpíada. A dispensa é unilateral, ou seja, neste período, os brasileiros continuarão tendo que obter vistos para os países que têm esta exigência, por exemplo, os Estados Unidos. Essa facilitação tem sido a regra nos países que recebem a competição.

 

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A medida tomada pelo governo brasileiro pode resultar em um aumento de 20% no número de turistas internacionais esperados para o período de janeiro a setembro, deste ano.

 

Estudos internacionais mostram que os países que decidiram facilitar a obtenção de visto ou eliminaram sua exigência tendem a receber mais turistas e assistem ao crescimento das exportações e à criação de postos de trabalho.

 

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Com base no relatório da OMT, as economias emergentes continuam a ser mais abertas do que as economias avançadas. Regionalmente, o Sudeste Asiático, África Oriental, Caribe e Oceania aparecem no topo da lista das fronteiras mais abertas, enquanto a África Central, Norte de África e América do Norte foram, em 2015, as sub-regiões com maiores restrições.

 

Fronteiras livres de visto não significam fronteiras abertas ao perigo.

 

A política que facilita a entrada de estrangeiros para turismo no país deve ser acompanhada pela criação de ambientes mais seguros para viagens. O secretário-geral da OMT, Taleb Rifai, sugere o uso das múltiplas possibilidades oferecidas pela tecnologia e cooperação internacional no compartilhamento de dados.

 

Em lugar de prejudicar o deslocamento dos turistas, é muito mais inteligente e justo reforçar a fiscalização sobre as pessoas mal-intencionadas.

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