Conte Sua História de SP: “Vai pra Sum Paulu, fía?”

 

Por Flávia A Souza
Ouvinte-internauta da Rádio CBN

 

 

Contemplar diferenças. Eis o mistério e o encanto desta metrópole. Das marginais superpovoadas aos parques-oásis, das robustas pontes às estreitas ruas de favela, da plataforma incessante de modernos edifícios à arquitetura imperial remanescente, do sincretismo dos idiomas das gentes do mundo ao mundo de gente de dialetos regionais, da insegurança sem alento ao irradiante fascínio da celeridade, da ilusão camuflada ao discreto e adormecido amor sublime, do indivíduo central ao coletivo em nichos, do anonimato ao ensaio da vaidade, das perguntas evitadas às respostas contundentes, das dúvidas oscilantes às certezas insistentes.

 

Sim, contraste e esplendor. E semeio meu caminho por estas bandas.

 

“Vai pra Sum Paulu, fía?”, indagou minha família, do Centro-Oeste do Brasil, quando aqui ancorei. Vivi meus 20’s, 30’s e já me aproximo dos 40’s na capital do desenvolvimento. Culpo-me pela saturação, pois sou imigrante, dentre os tantos que catalisam os problemas desta cidade mais do que as soluções. Também me indulgencio quando emano ternura por esta terra tão intrigante e sedutora.

 

No balanço, sinto-me mais que menos. Daqui fiz o benço do meu filho, inspirada pela Abençoada missão de fazer dele um homem bom: meu presente para São Paulo, quem me traz tantos presentes, a cada fato e sentimento que vivo, com sorriso, às vezes úmido, mas sempre providente.

 

Flávia Souza é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capitulo da nossa cidade: envie seu texto para milton@cbn.com.br

Um comentário sobre “Conte Sua História de SP: “Vai pra Sum Paulu, fía?”

  1. ABANDONO DO PATRIMONIO PUBLICO – CASA DA MARQUESA DE SANTOS NO PARQUE DOM PEDRO

    Sou nascido em São Paulo, no bairro do Tatuapé e comecei a trabalhar registrado aos 13 anos, no ano de 1965, com autorização do Juiz da Vara Menores, como office-boy na Tecelagem Santa Constância (da falecida Constanza Pascolato).
    Desde aquela época aprendi a admirar a arquitetura dos Prédios, Museus, Monumentos e Casarões, que retratavam a influência de outros países.

    No ano de 1971 servi ao Exercito Brasileiro no SEGUNDO BATALHÃO DE GUARDAS, situado no Parque Dom Pedro.
    Naquela época o prédio estava ,deteriorado, porém havia um pelotão de manutenção comandado pelo Cabo Roque, que com poucos recursos executava essa tarefa.

    Como estamos vivendo o momento olímpico lembro que por este prédio passaram o herói corintiano BASILIO ( serviu 1969 na época SETIMA COMPANHIA DE GUARDAS) e em 1971 o nosso camarada JOÃO DO PULO ( soldado da TERCEIRA COMPANHIA DO SEGUNDO BATALHÃO DE GUARDAS).

    Hoje sinto tristeza ao passar enfrente ao prédio abandonado que é de propriedade do Governo Estadual.

    Quem sabe após esse breve relato, tomem providências e o restaurem para abrigar um museu ou outro equipamento social.

    Grato.

    Ademir Pinheiro da Silva
    RG 6.407.438-9
    Fone 11-97663-1010

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