Avalanche Tricolor: um futebol que vai deixar saudades

 

Grêmio 1×0 América-MG
Brasileiro – Arena Grêmio

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Eram 37 minutos do segundo tempo e o Grêmio já vencia a partida. Havia uma lateral a nosso favor — daqueles lances que na maior parte das vezes é marcado pela burocracia de um arremesso com a mão para alguém que esteja mais próximo e sem marcação. Cortez arremessou a bola para Thaciano, que havia escapado por trás dos zagueiros ao lado da grande área. Nosso atacante dominou e devolveu a bola para Cortez, que passou para Cícero, que recuou para Luan, que viu Cortez correndo entre os zagueiros em direção ao gol. Nosso lateral voltou a receber a bola pelo alto e de cabeça procurou Jael. O marcador foi mais rápido e fez o corte, mas Arthur recuperou em seguida, passou para Everton e nosso atacante chutou para a defesa parcial do goleiro adversário (veja o lance acima).

 

Como disse, tudo aconteceu aos 37 minutos do segundo tempo e o Grêmio já vencia a partida. O lance talvez apareça no resumo do jogo que as emissoras de televisão costumam mostrar nos programas esportivos — caso contrário corre o risco de ficar esquecido diante do gol que marcamos aos 32 do primeiro tempo, que por sinal foi uma pintura: Cícero, que estava no campo de defesa, foi capaz de ver a disparada de Everton e com um lançamento preciso o colocou dentro da área em condições de empurrar a bola para dentro do gol.

 

O gol foi realmente belíssimo, mas preferi destacar o lance descrito no primeiro parágrafo desta Avalanche — e destacado no vídeo que ilustra este post — porque vejo nele muito do que é o Grêmio dos tempos atuais — do que é o Grêmio de Renato: jogadores que impõem uma dinâmica muito veloz de troca de posições, que passam a bola com confiança e têm coragem de arriscar jogadas de efeito, sem medo de errar.

 

Nem sempre tudo isso se realiza em gol, mas confesso minha felicidade em ver meu time jogando dessa maneira, valorizando a posse de bola e a tratando com o talento que somente os grandes times do futebol mundial são capazes de fazer. Houve outros tantos momentos interessantes na partida, como o drible de Everton na lateral de campo, aos 33 do segundo tempo, quando girou no ar, trocou a bola de um pé para o outro e deixou seu marcador caído no gramado.

 

Mais importante ainda é saber que esses não são lances raros de serem vistos nas partidas jogadas pelo Grêmio, mesmo quando o resultado não é o que desejamos. Digo tudo isso para registrar aqui, caro e raro leitor desta Avalanche, que independentemente da posição que estejamos até a parada do Campeonato Brasileiro — que acontecerá no meio dessa semana que se inicia —, terei de encontrar algo para conter minha ansiedade em ver novamente o Grêmio em campo. A competição nem parou para a Copa do Mundo e eu, confesso, já estou com saudades.

2 comentários sobre “Avalanche Tricolor: um futebol que vai deixar saudades

  1. É Milton, estamos juntos… Vai ser duro aturar um mês de copa do mundo sem poder apreciar esse nosso baita time.
    Vou torcer para que passe rápido.
    Abs

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