Soluções exponenciais para crescimentos exponenciais

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Tivemos terça e quarta-feiras no complexo do JK Iguatemi, em São Paulo, o 9º FORUM Internacional de Gestão de Redes de FRANQUIAS E NEGÓCIOS. Coube a Lyana Bittencourt, diretora da Bittencourt G&S, demonstrar que o franchising além de criar plataformas exponenciais, um dos temas centrais do evento, deve ser uma plataforma em si. Caminho que várias franqueadoras já estão usando.

 

O conceito da criação de plataformas exponenciais, de acordo com Salim Ismail, da Singularity University, criador da expressão “Organizações Exponenciais” e autor do livro sobre o tema, é a mudança do pensamento linear para o exponencial, e a assimilação das inovações tecnológicas digitais. Ao usar a inteligência artificial, a biotecnologia, a neurociência, as novas matrizes energéticas etc — e ser ágil e adaptativo –, obteremos mais acessibilidade e custos menores. O crescimento será exponencial. Mas não será fácil, pois as estruturas terão que estar prontas. Deverão trilhar o percurso que Salim adaptou do 6 D’s de Steven Kotler, focando em 4 D’s.

 

Digitalização – tudo no sistema binário
Disrupção – aniquilamento do modelo existente, como o Uber fez com os táxis
Desmonetização – redução de preços em virtude da disrupção
Democratização – acesso a todos devido a queda geral de preços

 

Lucas Mendes, da WeWork, expondo a prática da plataforma exponencial que utiliza, chamou a atenção pela importância da estrutura organizacional com apenas um nível hierárquico para dar agilidade e criatividade a operação.

 

Jean Klauman da Linx anotou o crescimento do e-commerce de 12% no último ano, menor que o 22% do anterior, mas bem maior do que o do mundo físico. O destoante é que ao lado da evolução digital surgiu um gargalo no prazo de entrega que subiu de 3 para 4 dias, enquanto na China estão entregando na mesma cidade em 20 minutos.

 

A Arezzo&Co que agrega hoje a Anacapri, Shutz, Alexandre Birman, Fiever e Owme, na palavra de Silvia Machado, ressaltou o progresso alcançado pelo grupo, criando marcas bem segmentadas que, sem canibalismo, potencializa a operação. E inova com a prateleira infinita. É a conexão entre o estoque da loja física com as demais lojas e canais e com o CD. Para produtos que possuem cores e tamanhos, a previsão de vendas que é crucial para o varejo, se torna ainda mais difícil e a propensão a sobra é grande. Essa interligação de estoques diminui o risco. De quebra possibilita teste drive num raio de 1 km.

 

Algumas verdades conhecidas no passado, mas ainda não assimiladas, começam a ser absorvidas.

 

Por exemplo, a vantagem de estar em marketplaces, a eliminação do caixa passando a função aos vendedores e a omnicanalidade entre todos os canais de atendimento com participação de todos na venda com percentuais pré-definidos. Nesse caso, o entusiasmo de Sacha Juanuk da Mormaii é contagiante.

 

Dorival Oliveira do McDonald’s apresentou a atenção especial que a empresa tem dispensado ao lado externo do balcão e a descoberta que a rapidez exagerada na operação incomoda o cliente, que prefere mais atenção do que pressa. Ao mesmo tempo que destaca a introdução da flexibilidade nos produtos possibilitando escolhas customizadas no momento da compra, que está sendo bem recebida.

 

As entregas das compras pela internet têm encontrado dificuldades com os consumidores que trabalham fora. Para resolver esta questão, João Cristofolini criou a Pegaki — local para retirada de produtos. Bom negócio para os clientes e também para lojistas que podem disponibilizar pequenos espaços para locar para a Pegaki.

 

Carlos Fernandes da RiHappy mostra a vantagem da operação grandiosa. Com áreas que permitem locais de entretenimento e parcerias como a da Disney, que diferentemente de outros países localizam suas lojas nos territórios da loja RiHappy.

 

O digital, impregnado em todos os casos apresentados, vieram sempre acompanhados da ética e do social. Entretanto cabe aqui destaque para Hugo Bethlem, Rony Meisler e Mauricio de Souza.

 

Bethlem, Diretor Geral do Instituto Capitalismo Consciente Brasil, cita Adam Smith em “Riqueza das Nações”, ao estabelecer que territórios, jazidas, mananciais naturais, etc, não garantem a riqueza de um país, mas sim o trabalho qualificado e ético. E defende o capitalismo como a única maneira eficiente de formar nações prósperas.

 

Rony Meisler, presidente do Instituto e CEO da Reserva, técnico de formação, é um humanista aplicado, levando a Reserva a relações sociais como prioridade — retiro maternidade de 45 dias para os pais, admissão de idosos para a frente de loja, atenção especial aos especiais.

 

Maurício, filho de Mauricio de Souza, fez o grande final do evento, demonstrando que com ética e competência se pode chegar a números grandiosos.

 

Enfim, o FORUM foi uma extraordinária e chocante experiência. Os casos apresentados mostrando a multiplicação do sucesso alcançado, escancaram a disparidade entre o momento político em que o Brasil vive e o mundo dos negócios.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

3 comentários sobre “Soluções exponenciais para crescimentos exponenciais

    • Olá Edgard,

      É bom saber que estamos contribuindo para a divulgação de importantes informações para o Comercial da Sá Cavalcante, um dos mais importantes grupos de empreendedores de Shopping Centers do país.

      Abraço

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