Avalanche Tricolor: com cheirinho de Libertadores

 

Atlético MG 1×4 Grêmio
Brasileiro — Independência, BH/MG

 

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Festa do segundo gol em foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

 

Em dez dias, o Grêmio decide vaga à final da Libertadores. E esse tem sido o assunto preferido de seus torcedores. Não há uma só conversa entre nós que não passe por previsões e expectativas para a partida que se realizará no Rio de Janeiro.

 

Hoje cedo, no passeio pela vizinhança, encontrei dois gremistas no caminho. O roteiro foi o mesmo. Cumprimenta um. Abraça o outro. Fala do tempo —- o calor dominical estava insuportável aqui em São Paulo. O mais gentil pergunta pela família. Mas é tudo subterfúgio. Papo periférico para chegar onde mais gostamos: “e a Libertadores, heim?!?”

 

Por curioso que seja, sequer comentamos sobre a partida que fecharia a rodada do Campeonato Brasileiro, neste domingo. O que não quer dizer que às sete da noite, eu e eles não estávamos diante da televisão para assistir ao Grêmio, em Belo Horizonte. Claro que sim. Até porque jogar bem, ganhar confiança, dar ritmo de jogo ajudam na preparação para a decisão sulamericana.

 

E Renato tem aproveitado bem esse intervalo entre os dois jogos.

 

Verdade que o time escalado hoje não contava com Kannemann, Matheus Henrique e Everton —- os três servem à seleção. Estava sem Jean Pyerre, que segue lesionado, Léo Moura que estava no banco, mas não arriscou sequer aquecer, e Tardelli que ficou de repouso. Por outro lado, se apresentava com Geromel, que dá sinais de total recuperação, Maicon, que faz uma baita diferença no nosso meio de campo, e Luan que parece ser um avião disposto a decolar novamente. Tivemos ainda a oportunidade de assistir a Paulo Victor fazendo defesas importantes, oferecendo segurança e enviando uma mensagem ao torcedor desconfiado: pode contar comigo.

 

Apesar das ausências, Renato levou a campo o esboço do que o Grêmio se propõe a ser independentemente do adversário que esteja enfrentando. Dono da bola, passes precisos, jogadores se movimentando para oferecer opção de jogada, dribles sempre que necessários e muita paciência para decidir cada lance no ataque. Na defesa, a ideia é marcar com intensidade, evitar as faltas, diminuir o espaço dos atacantes e reduzir os riscos de gol.

 

Sofremos mais do que deveríamos, mas soubemos resistir quando a pressão ocorreu —- e isso é um bom sinal. Nossa insistência no ataque foi premiada com um lance de sorte de Galhardo, pela direita, e um pênalti provocado pelo drible de Cortez, pela esquerda —- ou seja, nossos dois alas funcionando muito bem. Depois do revés no fim do primeiro tempo, a conversa de vestiário voltou a ajustar a equipe. E o Grêmio foi veloz para chegar ao terceiro gol com Pepê —- aquele mesmo guri atrevido que saiu do banco e nos colocou de volta à decisão da vaga à final da Libertadores. Deu tempo de marcar o quarto gol, desta vez pela esperteza de Alisson e Luciano, em uma cobrança de escanteio.

 

Com a segunda goleada em Belo Horizonte, neste campeonato, o Grêmio não apenas demonstrou que o time está mais ajeitado para a decisão que nos interessa, como também já está entre os seis primeiros do Brasileiro — o que nos permite sentir o cheirinho de Libertadores, mais uma vez.

 

Pelo visto, esse vai continuar sendo o nosso assunto preferido no ano que vem.

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