O digital permite, sim, a retomada das feiras de negócios

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Reprodução da fachada virtual da feira

 

De 27 a 31 de julho estará em operação uma reprodução online da feira física da Coopercitrus-Cooperativa de Produtores Rurais de Bebedouro/SP. A Coopercitrus Expo Digital exibirá um ambiente 360º desenvolvido em 3D, recriado em computação gráfica, para possibilitar ao visitante virtual, caminhar pelos corredores e stands dos expositores, numa réplica do mundo físico.

 

Como observador da movimentação dos empreendedores de Feiras de Negócios, a notícia da Coopercitrus me surpreendeu. Pois embora de forma geral há um entendimento de que o mundo digital veio para ficar, não é o que tenho verificado ao acompanhar as lives dos grandes players das feiras de negócios. A ponto de considerar que Bebedouro veio em boa hora me acordar do pesadelo “De volta ao futuro” que estava acometido.

 

Ou seja, em 2000, ao aderir ao mundo digital, e atuando em Moda e no Varejo enfrentei a barreira do experimento. A incredulidade de compras sem provar, tocar, cheirar, saborear.

“Não há como comprar roupa sem provar”, ou “a internet é só prejuízo, veja a Amazon”. Eram as sentenças corriqueiras.

Hoje, como se sabe, as peças de moda são as mais vendidas no mundo digital, e a Amazon, de Bezos, o coloca como o homem mais rico do mundo.

 

Aquelas barreiras que imaginava vencidas, decorridos 20 anos, mesmo com o auxílio do devastador Covid-19, que pensava ter ajudado a curar a miopia de marketing do início do século, não foram superadas.

 

A verdade é que a evidência de que a digitalização pode enfrentar o desastre econômico e social do vírus, ainda não é entendida, e os empreendedores de sucesso das feiras do mundo físico não têm a visão da essencialidade do digital. Nem como função compulsória de atualidade e agindo como substituição ao físico, nem como omnicanalidade quando o físico estiver liberado. Em suma, o mundo físico das feiras de negócios não acredita no mundo digital para a sua operação.
Portanto, o pioneirismo dos citricultores de Bebedouro é fato a destacar e acompanhar.

 

A Coopercitrus Expo Digital, terá 130 expositores, com produtos e serviços agrícolas dentro das tendências atualizadas, para servir aos 37 mil associados da Coopercitrus e demais interessados, neste setor do agronegócio nacional e internacional — agora facilitado pela disponibilização no mundo digital.
A Feira destacará 100 consultores agrícolas que estarão apresentando os mais recentes conhecimentos da área em palestras e painéis técnicos. Programas subordinados ao sistema ILPF – Integração, Lavoura, Pecuária, Floresta, e relacionados aos Hortifrúti e à Agricultura de precisão. Ao mesmo tempo, trará um espaço destinado ao empreendedorismo feminino, para atender a demanda e oferta de ações, focando no empoderamento das “Mulheres do Campo”.

Afinal, para quem ouviu um dia que “O Brasil será o celeiro do mundo”, o AGRO sair na frente não é de todo surpreendente.

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

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