O digital fez o Agro tremer

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

Cooper-expo

Foto: divulgação

 

“Fizemos o Agro tremer” — a expressão foi usada por Flávio Machado, da Pixit, para exprimir a Fernando Degobbi, da Coopercitrus, o momento em que a COOPERCITRUS EXPO DIGITAL definitivamente identificava o sucesso do empreendimento.

 

Monitorando o mundo digital, pela certeza da obrigatoriedade da sua prática, busquei a receita do sucesso dessa feira de negócios, que vai revolucionar o já revolucionário mundo Agro. Conversei com o próprio Fernando Degobbi, CEO da Coopercitrus e responsável pelo evento.

 

Falamos do resultado e da estratégia, baseados em fatos e números  — como ensina Hans Roling, autor do best-seller Factfulness.

 

O Sucesso

 

A Coopercitrus é a maior Cooperativa Singular do país, com 38.500 associados, que é constituída por pequenos e médios agricultores — cuja escala dos médios fica de R$ 250 mil  a R$ 1 milhão por produção, enquanto os pequenos ficam concentrados numa faixa em torno de R$ 100 mil  para menos.

 

Em fins de abril foi decidido que a 21ª COOPERCITRUS EXPO não seria realizada devido a pandemia, o que impediria que os associados pudessem utilizar o evento para usufruir das compras necessárias de insumos para a próxima safra. Assim como deixariam de obter os conhecimentos técnicos e de se inteirar das novidades operacionais e tecnológicas, normalmente absorvidas na Expo.

 

Degobbi optou então pelo formato digital em vez de adiar ou cancelar  para não deixar de atender as demandas dos associados. Os números demonstraram que o novo formato cumpriu a expectativa — foi  além: o resultado superou os alcançados na Expo de 2019.

A venda de R$ 800 milhões, ano passado, chegaram a R$ 1 bilhão neste ano. Os visitantes passaram de 12 mil para 80 mil — gente de  25 países, com predominância de americanos e  presença de todo o Brasil.

Os agricultores sem internet visitaram os 80 totens colocados nas lojas físicas. Tiveram 10 atendimentos por dia. Os 420 vendedores, com informações do CRM, estiveram à disposição 24hs por dia em cobertura global, para negociação e encaminhamento técnico.

 

Se o custo da expo de 2019 foi de R$ 1,8 milhão, o deste ano chegou a R$ 2 milhões. Entretanto, as informações armazenadas estão em número muito superior, a começar pelo cadastramento atualizado de 42 mil associados — há sócios com mais de uma propriedade, chegando ao total de 50 mil.

 

Existe uma relação de melhorias qualitativas em função da digitalização, tais como atendimento permanente, atenção direta ao que interessa ao associado, eliminação de despesas para a visita e otimização de tempo. Além disso,  a Expo Digital ganhou flexibilização e, graças ao sucesso, pode ser estendida por mais uma semana, o que seria impossível em evento físico.

 

A receita

 

Cultura digital pré-existente da direção. O CRM foi implantado há 10 anos.

 

Corpo de 420 vendedores habilitados e com informações.

 

Escolha da plataforma da Pixit, com 3D e 360º, com capacidade de 1 milhão de acessos simultâneos.

 

Digitalização permitindo acesso a satélite, uso de drones, diagnóstico de análise de solo, orientação para plantio e armazenamento na Amazon.

 

Democracia no atendimento aos agricultores sem internet através dos totens nas lojas físicas.

A ferramenta tecnológica é sempre acompanhada do apoio digital personalizado pelo atendente habilitado, possibilitando a negociação quando o comprador desejar.

Facilitação para divulgação do conhecimento através da “Arena de tecnologia digital”, onde foram apresentadas 100 palestras.

 

Disponibilização de 2.000 conteúdos de interesse técnico.

 

Atenção especial aos fertilizantes, seguidos pelos defensivos e tratores.

 

Espaço diferencial para o poder feminino, tão desequilibrado universalmente.

 

“Mulheres do Campo” integra positivamente o formato de sucesso do evento.

 

Cumprir a máxima de Degobbi: “Soluções integradas e Resultados Sustentáveis”

 

Conclusão

 

O final da entrevista é surpreendente. Ao perguntar o Fernando Degobbi se faria
novamente a Expo Digital, em 2021, ele respondeu;

“A dúvida não é sobre a Digital, a dúvida é sobre a Expo física”

Esperamos que a percepção de Flavio, da Pixit, contamine o Agro e demais setores que até então dormem em berço esplendido e acordem para o digital.

 

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

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