Mundo Corporativo: “a gente não quer uma comunidade de idiotas”, diz Glauter Jannuzzi

Foto de fauxels no Pexels

“Os gregos diziam que os idiotas eram aquelas pessoas que nao cultuavam o bem comum apenas o bem privado. Então, a gente não quer uma comunidade de idiotas …”

Na costura entre o que escreveu o autor húngaro Frigyes Karinthy, em 1929, sobre o estreitamento da relação das pessoas, e a tecnologia do blockchain, de data mais recente (2008), Glauter Jannuzzi nos oferece uma colcha de conhecimento que fortalece a ideia da vida em comunidade. Ele é diretor de Comunidades da Microsoft para a América Latina, empreendedor social e autor do livro “O poder do peoplechain — como comunidades podem tornar empresas e profissionais mais valiosos’ (AltaBooks).

Peoplechain foi como Glauter batizou essa corrente que se faz necessária entre as pessoas, seja no ambiente empresarial seja no campo pessoal:

“O conceito de comunidade ou de meetups é a ideia de que quando você sai do ambiente corporativo e vai para um de comunidade, você se sente mais seguro para mostrar o que você sabe; e encontra quem ajuda você a preencher algumas lacunas e alguns gaps de conhecimento”.

Na formação desses grupos, criados na maior parte das vezes de forma expontânea, ganham os indivíduos. E as empresas também: aquelas consideradas mais valiosas, tais como Apple, Microsoft e Google, já perceberam que não é possível trabalhar somente com os seus colaboradores e funcionários. Para alcançar o conhecimento e atender as novas demandas que surgem a todo momento, precisam estar conectadas com a comunidade ao seu entorno.

Diante das mudanças provocadas pela pandemia, que necessariamente não impede a formação desses grupos, Glauter alerta para o risco de substituirmos a conexão humana pela digital:

“Estamos há um ano e um pouquinho na frente de telas e às vezes perdemos a conexão humana com aqueles que nos cercam, na família, na vizinhança …. estamos tendo um momento de contra-senso: ouvimos muito falar em influenciadores e corremos o risco de criarmos egossistemas. Ou seja estamos muito conectados há várias pessoas, mas talvez não nas causas mais importantes”.

Ego e vaidade, aliás, são os principais motivos de atrito em comunidades. As duas palavras apareceram em destaque: 46% das respostas de cerca de 300 pessoas, de 20 países da América Latina, quando Glauter quis saber quais as “tretas” que mais precisavam ser resolvidas nessas relações. Claro que ao buscar a opinião delas, a maioria líderes de comunidades, ele foi além:

Com base nas respostas e na experiência que desenvolveu ao longo do tempo, Glauter descreve no livro “O poder do peoplechain” como funciona o método PLACE, que envolve cinco passos:

Seguindo essa trajetória, Glauter definiu dois tipos de profissionais que podemos encontrar no mercado de trabalho: o rico e o pobre — termos que não se referem ao poder econômico de cada um, mas a capacidade de criar relações produtivas nas comunidades:

“O profissional pobre, ele pensa muito no próprio umbigo, ele está sozinho, ainda vive em um mundo de ilha, isolado no mundo. Consegue até gerar o seu patrimônio, mas está muito focado na própria persona, no ego, e acaba criando um “egossistema” e não um “ecossistema”. E o profissional rico, ao contrário, ele não é uma ilha, é uma ponte,  entre outras pessoas, e nesse sentido, ele sabe dar valor ao tempo e as pessoas com as quais se conecta”

O conceito do peoplechain, o resultado completo da pesquisa que desenvolveu e a descrição do método PLACE estão publicados no livro “O poder do peoplechain”. O caro e raro leitor deste blog pode comprar o livro no site da Altabooks com desconto de 50% ao usar o cupom CBN50.

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site da CBN, na nossa página do Facebook e no canal do YouTube. O programa vai ao ar aos sábados no Jornal da CBN, aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo, e em podcast. Colaboram com o programa: Juliana Prado, Bruno Teixeira, Matheus Meirelles e Débora Gonçalves.

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