Sua Marca: o que é mais importante pra você, saber ouvir ou saber contar histórias?

Foto de Negative Space no Pexels

“Aprender a ouvir com humildade é a fonte para construir histórias atraentes e que param em pé”  Jaime Troiano 

Pra quem gosta de ouvir boas histórias, minha sugestão: assim que a pandemia passar, convide Jaime Troiano para uma mesa de bar. Nosso comentarista do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso está sempre pronto para compartilhar um momento curioso, um fato interessante e ilustrar seus ensinamentos com causos vividos ou conhecidos. Com uma enorme vantagem: assim como gosta de contar histórias, adora ouví-las. E há uma boa razão para isso, como ele e Cecília Russo nos explicam no bate-papo que foi ao ar, no Jornal da CBN. 

Antes de chegarmos lá, vamos começar —- como deve ser nas boas histórias —- pelo começo. As marcas para escapar de modelos publicitários clássicos, buscaram outras formas de alimentar a vida, o conteúdo e o seu estilo. E encontraram a técnica do ‘storytelling’ — que é a habilidade de contar histórias usando diversos recursos que podem ser  audiovisuais ou apenas com palavras. Uma técnica que ajuda a promover seu negócio e oferecer seu serviço de forma indireta, investindo na persuasão.

Um fabricante de móveis, por exemplo, pode apoiar a sua comunicação na trajetória da família que construiu a empresa, desde seus primórdios. Uma empresa que faz panetone pode contar como os fundadores elaboraram a receita mágica. Mesmo um jornal, que nasceu há muitos anos, às vezes mais de um século, e se mantém fiel a seus princípios editoriais, pode ser muito mais convincente quando fala dos compromissos que tem com sua história.

“Ou seja, as marcas quando falam de si mesmas na primeira pessoa podem ser muito atraentes, construindo essas narrativas. Sempre que forem verdadeiras, lógico. Já houve casos de algumas que foram pegas de calças curtas porque inventarem histórias, que foram desmascaradas”

Jaime Troiano

Vamos, então, a razão de o Jaime, esse baita contador de histórias, também gostar de ouví-las. A Cecília Russo —- que não cansa de ouvir as histórias dele —- ensina que o ‘storytelling’ está no território da escuta, também. 

“Você somente contrói storytelling se estiver disposto a ouvir com muito cuidado e sensibilidade o que existe por trás da vida das marcas, das pessoas que trabalho com ela, das pessoas que estão passando, por exemplo, na sua loja, ou com aquelas que deram vida a elas no mercado”

Cecília Russo

É isso: boas histórias de uma marca não serão genuínas, se não forem fruto de uma escuta de verdade e sensível. É possível inventar belíssimas histórias para uma marca, mas se não tiverem autenticidade, conexão com a vida do se negócio ou serviço, ao longo do tempo, essas histórias não grudam, não pegam, não convencem o público que se pretende alcançar. 

“Nosso ex-sócio americano Joey Reinam vivia repetindo: ‘the fruis are in the roots’. Traduzindo: os frutos estão nas raízes. Se a gente pensar no branding, é, acima de tudo, um mergulho na vida das pessoas e da sua relação com as marcas”. 

Cecília Russo

Puxando o traço de toda essa nossa história: para desenvolver o storytelling da sua marca, antes se dedique ao storylistening, que é desenvolver a escuta ativa, ter atenção e interesse no que os outros contam.

Para saber mais sobre a relação do storytelling com o storylistening, ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: 

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