Avalanche Tricolor: fomos roubados

Grêmio 0x1 Corinthians

Brasileiro — Arena Grêmio, Porto Alegre/RS

Vanderson em foto de Lucas Uebel/GrêmioFBPA

A fúria de Maicon contra o árbitro, logo após o gol adversário, se justifica, por mais que os comentaristas tentem dizer que nada de errado havia ocorrido para uma reclamação tão acintosa. Diego Souza, em uma inusitada cena na qual tirou o cartão amarelo das mãos do atrapalhado assoprador de apito, estava certo em revelar sua indignação —- e somente alguém sem nenhuma autoridade em campo assistiria a tudo aquilo e não o expulsaria.

Maicon e Diego Souza expressaram no gramado da Arena a raiva de quem se sente roubado a cada partida disputada pelo Grêmio, nesta temporada. São dois jogadores que fizeram parte de um elenco de excelência que construímos nos últimos anos e contribuíram na construção da história recente de títulos — em especial nosso eterno capitão, que levantou todas as principais taças que disputamos nos últimos tempos. Sabem pela experiência que têm do nosso potencial e, principalmente, do que já representamos ao futebol brasileiro. E por terem consciência de nosso passado recente, se indignam em campo pelas sequência de roubos cometidos

E antes que você, caro e cada vez mais raro leitor desta Avalanche, imagine que aqui estou a escrever um texto que tenha como alvo principal o espevitado Ricardo Marques Ribeiro, saiba que minhas referências a ele se encerraram no primeiro parágrafo. Por mais atabalhoado que seja, o resultado de hoje não passou pelas decisões equivocadas que tomou.

Fomos roubados, sim. 

Não pelo árbitro. 

Roubaram o toque de bola que encantou o Brasil. 

Levaram embora o futebol de transição que desnorteava os marcadores. 

Surrupiaram a movimentação que aproximava jogadores, promovia triangulações e permitia a fluidez do jogo bem jogado.

Afanaram na safadeza a intensidade que impedia a evolução dos adversários.

Tiraram na mão grande o futebol que protagonizou um dos gols coletivos mais lindos que já assistimos —- aquele contra o Atlético Mineiro, em um 13 de agosto de 2015, que foi marcado por Douglas e teve  a participação de sete jogadores, que deram 23 toques rápidos de bola, em apenas 23 segundos. Lembra? Eu não esqueço.

Saquearam os talentos que nos deram a Copa do Brasil, a Libertadores e outros tantos troféus que disputamos nesses anos todos.

E, finalmente, pilharam nosso orgulho.

Sim, Maicon e Diego Souza têm razão. Fomos roubados!!!

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