Jovens concentrados com bandeiras, faixas e gritos de guerra em frente ao Teatro Municipal, o mesmo marco histórico da Semana de 22 e a mesma juventude que dois anos depois pararia o Brasil. Mas não é de passe livre, Black Blocks e 20 centavos esta história. É sobre amor.
Foi na passeata que subiu a Consolação, virou na avenida Paulista e terminou no Paraíso que dois jovens se encontraram. Foi em um bar de esquina com a 13 de Maio que se apaixonaram.
Foi na Vila Madalena que namoraram. Foi no Jaguaré que se casaram. Foi na Cupecê que tiveram um filho.
E é saindo da estação Vila Sônia do metrô que conto essa história que funde amor entre duas pessoas com as ruas, bares e o subterrâneo da cidade das tensões, São Paulo do nosso coração!
Parabéns terra da garoa, das multidões, das manifestações e da multiculturalidade. Que a sua história seja lembrada também pelos amores que fez nascer, tal como o nosso que completa 12 anos.
Carlos Eduardo Pinto Vergueiro Filho e Kraly de Castella Camolez Machado são personagens do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Seja você também personagem da nossa cidade. Envie seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br. Para conhecer outros capítulos da nossa cidade visite o meu blog miltonjung.com.br ou o podcast do Conte Sua História de São Paulo
“Em São Paulo, me encontrei. Eu pude entender o que significa carregar o peso de ser um homem gay e o peso de ser um homem preto no país empreendendo. Eu podia olhar para o lado e ver várias pessoas iguais a mim”.
Alder Lima, Metamazon Solutions
Que a vida do empreendedor é difícil no Brasil, todos sabemos. E muitas dessas histórias já foram contadas no próprio Mundo Corporativo, programa que apresento na CBN. O desafio de ser um empreendedor negro e gay, porém, torna tudo mais complicado e precisa ser superado com coragem e resiliência. É o que faz Alder Lima, fundador e CEO da Metamazon Solutions, uma startup que alia a tecnologia à construção e venda de imóveis. Conversei com ele na série de entrevistas sobre empreendedorismo quando contou de sua trajetória, das barreiras para montar o próprio negócio, do preconceito que se expressa cotidianamente no Brasil e de que como foi capaz de, a despeito de tudo isso, seguir em frente e servir de referência para outras pessoas negras e LGBTQIA+ dispostas a empreender.
Desafio: empreendedor negro e gay no setor de tecnologia
A jornada de Alder como empreendedor se inicia em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, onde começou vendendo cocada nas ruas para ajudar sua família. Passou por Minas, Acre e Fortaleza, onde mora atualmente. Foi em São Paulo, porém, que encontrou ambiente propício para desenvolver sua ideia inovadora no campo da tecnologia — um setor em que a diversidade ainda é limitada, principalmente em cargos de liderança.
A falta de negros à frente de empresas de tecnologia leva a situações que servem para reforçar ainda mais o preconceito estrutural que existe na sociedade. Os softwares, processos e algoritmos são criados a partir de vieses raciais. É esse mecanismo que, por exemplo, impede reconhecimento facial de pessoas negras em determinados serviços ou distorce o resultado nos programs de buscas de informação:
“Enquanto a gente não tiver pessoas pretas nesses cargos de liderança, o algoritmo não contribuirá para pessoas pretas. Então, pessoas pretas precisam também estar envolvidas em projetos como esses para que a gente tenha menos chance de ser impactado dessa forma. É muito profundo! É importante ocupar espaço!”
O empreendedorismo negro, de acordo com Alder, vai além de ideias de negócios; é um movimento para mudar realidades e quebrar paradigmas. Ele ressaltou a importância de estudar e se capacitar para se destacar em qualquer área, especialmente quando se trata de empreendedorismo. Alder também enfatizou o papel crucial da coragem na jornada empreendedora, lembrando a todos que enfrentar os medos é essencial para atingir os objetivos. Destacou projetos como o Afro Cubo, desenvolvido dentro do programa de incubadoras de startups do Itaú, que o apoiou na construção da Metamazon Solutions.
“A gente não consegue fazer nada sozinho e para você tirar uma ideia do papel, você precisa ter essas pessoas que já passaram por isso. E sabem como funciona esse sistema. Então, ninguém consegue fazer nada sozinho. Precisa realmente de ajuda de pessoas qualificadas”.
Diversidade nas empresas: da conscientização à ação
Alder abordou o tema da diversidade no ambiente corporativo, observando que a conscientização sobre sua importância tem crescido, mas ainda há muito a ser feito. Ele mencionou o papel de instituições como o Pacto de Promoção Equidade Racial, e ações afirmativas para impulsionar a inclusão de pessoas negras em posições de liderança. Alder também falou da necessidade de empresas desenvolverem governança e estratégias para tornar as equipes mais diversas e representativas da população do país.
A experiência dele mostra bem o impacto que a diversidade oferece na ambição das pessoas negras ou que sofrem pelos demais tipos de preconceito. Conta que foi criado por seus pais em um ambiente que naturalizava aquela condição de “vassalo”. Ainda hoje, percebe o estranhamento das pessoas pelo espaço que ocupa. Como se não fosse um direito oferecer soluções, por exemplo, para o público A e B no setor de construção de prédios e venda de imóveis:
“Causa impacto porque você costuma ver que a maioria das pessoas pretas nessas construtoras estão no papel braçal, não no papel de liderança. Ontem fizeram uma pergunta: quantos donos de construtoras incorporadoras pretas você conhece? Eu particularmente, Alder Lima, nunca vi uma pessoalmente”.
A jornada empreendedora: estudo, coragem e inovação
Alder enfatizou que a jornada empreendedora requer mais do que boas ideias: exige estudo, coragem e ação. Ele incentivou os aspirantes a empreendedores a buscar conhecimento, capacitar-se e enfrentar seus medos. Contando sua própria experiência, demonstrou a importância de ousar, fazer diferente e inovar. Alder também compartilhou os detalhes de sua startup, a Metamazon Solutions, que opera no setor da construção civil. Ele explicou que a empresa busca transformar a maneira como os empreendimentos imobiliários são apresentados aos clientes, usando realidade virtual e inteligência artificial para proporcionar experiências imersivas e econômicas para os construtores e compradores.
“Fazer diferente hoje é você olhar o mercado, ver o que ninguém tá fazendo e você ter ousadia de buscar lacunas dentro desse espaço para você pensar: poxa, aqui existe um nicho de trabalho que eu posso fazer a diferença”.
A entrevista com Alder Lima ofereceu uma visão valiosa sobre o empreendedorismo negro, a importância da diversidade nas empresas e os elementos essenciais para construir um negócio de sucesso. Sua história de resiliência e inovação serve como um lembrete inspirador de que o empreendedorismo é uma ferramenta poderosa para a mudança e o progresso.
Assista à entrevista completa com Alder Lima, da Metamazon Solutions, no Mundo Corporativo, que tem as colaborações de Renato Barcellos, Letícia Valente, Priscila Gubiotti e Rafael Furugen:
Estou naquele momento em que começo a pensar no rumo da minha vida. Estou perto de deixar a carreira de estudante para virar “gente grande” — como se grande já não fosse desde muito tempo — e colocar em prática o que aprendi nos últimos anos.
Há quatro anos, quando entrei para o curso de psicologia foi só uma maneira que encontrei para dar um sentido para a minha vida, de certa forma de voltar a me importar comigo mesmo. Como? Lendo, escrevendo, fazendo novos relacionamentos e ganhando um tiquinho a mais de ansiedade. Hoje, mais amadurecida, percebo como tendo sido um fato normal na minha história.
Nesse tempo todo, ouvi muitas pessoas me perguntando: “e aí vai trabalhar depois?”. Pergunta que não me deixava sem resposta. E nunca escondi minhas intenções atrás de palavras objetivas como: “veja bem, quero atender clientes XYZ sob a abordagem XPTO, num consultório localizado na zona tal”. Nada disso!.
Não foi preciso pensar muito. Era coisa decidida comigo mesmo. A resposta vinha de bate pronto: me interessa o caminho, a jornada, as pessoas que estou encontrando pela frente e ainda, o que uma graduação está me acrescentando aos 56, 57, 58, 59 anos de idade.
Assim fui passando pelos semestres e sigo neles aprendendo, me encantando e me desafiando. Até que chega os primeiros dias do último ano e me vem à cabeça uma frase dita por um professor no inocente propósito de agradar: ”olhem para vocês, já perceberam que estão mais perto do fim? “. Professor eu não precisava disso!
Não é que agora dei pra fazer contas ?!? Último ano, mais dois semestres de quatro meses cada um — sim, tirando férias e afins dá isso —, mais alguns estágios supervisionados e chegarei ao fim. E lá vem nova pergunta: “está flertando com alguma abordagem psicológica?”.
Quem pergunta sempre espera algo objetivo —- foi o que aprendi em décadas de jornalismo realizado. Quer algo como “vou seguir a TCC — Terapia Cognitivo Comportamental”, “quero a Humanista numa linha mais Existencialista”, ou “veja bem, a psicanálise é uma quase dezena de outras tantas vertentes de teorias e técnicas aplicadas nas psicoterapias”. Diante da pergunta, fato é que de repente soltei uma fala qualquer só para me livrar da questão e me enfiar em questionamentos próprios que até então não faziam parte da minha rotina de pensamentos.
Qual o sentido que vou dar para a minha vida daqui a pouco quando eu não estiver mais no meu papel de estudante? Sei que logo mais entro num capítulo de escolhas, e estas provavelmente me trarão angústia. Para isso já comecei fazendo amizades com aqueles que me darão uma força com suas obras. Caso do filósofo dinamarquês Sören Kierkegaard (1813-1855): ele diz que escolher implica em renunciar, e que ser livre é vivenciar essa tensão.
Kierkegaard #tamujunto !
Abigail Costa é jornalista, apresenta o programa Dez Por Cento Mais no YouTube, tem MBA em Gestão de Luxo, é estudante de Psicologia na FMU, faz pós-graduação em Gerontologia, no Hospital Albert Einstein, e escreve como colaboradora a convite do Blog do Mílton Jung.
Suárez em destaque na foto de Lucas Uebel/GrêmioFBPA
O ano era para ser mediano. No Brasileiro, estar no meio da tabela, no máximo na primeira página como costumamos nos referir aos que aparecem entre os dez primeiros classificados, seria suficiente. Na Copa do Brasil, cada etapa vencida seria bem-vinda — no mínimo, um pouco mais de dinheiro para pagar as contas.
Foi então que o Grêmio decidiu trazer Luis Suárez — o terceiro maior goleador do mundo em atividade. O cara fez três na primeira partida. E a cada jogo revelava uma qualidade técnica para a qual não estávamos preparados — e entre nós muitos dos nossos jogadores. Seguiu marcando gols, dando assistência para os seus companheiros, e proporcionando jogadas de uma inteligência acima do normal. Sua camisa 9 virou orgulho imortal!
Bastaria Suárez para o ano já ser considerado acima da média. Mas teimamos em vencer o Campeonato Gaúcho — o que, convenhamos, “virou goleada”. Novos jogadores se juntaram ao grupo. Os “abominados” foram embora a conta gotas, sem muito trauma. O elenco ganhou qualidade apesar de restrito. Nem mesmo uma sequência de lesões que nos tirou alguns dos melhores, impediu que o time encontrasse soluções para superar seus adversários.
Na Copa do Brasil, vencemos jogos nos minutos finais. Viramos resultados fora de casa. Tiramos da cartola gols que nos permitiram ir para o tira-teima dos pênaltis. E chegamos à semifinal, a despeito dos prognósticos.
Em paralelo, os favoritos marcavam passo e nós, passo a passo, nos aproximamos do G4 do Campeonato Brasileiro. Entramos no seleto grupo da elite do Brasileiro e por lá ficamos. Mesmo com um jogo a menos do que os principais adversários, estamos agora em terceiro e disputando a vice-liderança.
Nem sempre o jogo foi bonito. Nem sempre jogamos bem. Nem sempre havia espetáculo. Às vezes, uma derrota ou um empate azedo tentavam nos empurrar a crueza da realidade, como se questionando nossa condição no campeonato. Os demais resultados mesmo assim teimavam em nos iludir. Nos fazer acreditar.
A partida dessa noite de quarta foi a síntese da temporada até aqui.
A postura do nosso time no lotado Maracanã e contra uma equipe milionária e protegida deu a entender que havia chances de uma virada histórica. Suárez e seus companheiros estavam mais próximos e mais intensos do que no primeiro jogo da semifinal. Chegou-se à frente do gol. Reduziu-se parte dos riscos do ataque adversário. E quando não se tinha sucesso na marcação, Grando foi grande novamente com defesas importantes.
O Grêmio nos fazia acreditar mais uma vez. Até que a bola bateu na mão de nosso zagueiro e o árbitro entendeu que era pênalti —- apesar de termos tido lances semelhantes a nosso favor, nesta mesma Copa do Brasil, e o VAR e o juiz terem interpretado de forma contrária. Contrária ao Grêmio.
Era a realidade se impondo. Não bastava jogar acima do esperado, não bastava superar seus próprios limites. Precisava ser maior do que tudo e de todos. Não conseguimos. Sentimo-nos frustrados. E a culpa deste sentimento é, única e exclusivamente, do Grêmio. Porque o Grêmio sempre nos faz acreditar. Sempre tenta ser mais. Sempre está no jogo.
Independentemente do que a realidade queira escancarar para nós, Grêmio, eu sempre acreditarei!
Faltava energia elétrica em boa parte do país e já surgiam hipóteses sobre o que teria provocado o apagão em 25 estados e no Distrito Federal. Dentre elas, um fluxo de geração de energia eólica e solar no Nordeste do país. Especialistas ouvidos na CBN disseram que como essas fontes são intermitentes, não trazem segurança de um fornecimento de energia contínuo. O ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, também não descartou a possibilidade — assim como não o fez com nenhuma das outras hipóteses apresentadas. Vale lembrar que até ação criminosa está no horizonte do ministro que convocou a Polícia Federal e a Abin para investigarem o caso.
No Jornal da CBN, conversamos com Elbia Gannoum, presidente executiva da Abeeólica — Associação Brasileira de Energia Eólica, que disse que embora a energia eólica já tenha desempenhado um papel crucial no sistema durante momentos de escassez de energia, como durante a seca de 2021, a afirmação de que o excesso de energia eólica foi a causa direta do apagão é prematura e irresponsável.
Ontem, no momento em que o apagão ocorreu, de acordo com Élbia, havia geração de energia eólica na ordem de 16,9 gigawatts — um pouco acima da média que é de 15 gigawats e ainda assim abaixo dos recordes alcançados no ano passado. No período de “safra de vento”, que vai de agosto a setembro, a expectativa é que as eólicas consigam alcançar a marca de 20 gigawatts, disse a executiva
O Sistema é Robusto, mas Sobrecarga de Linha Pode Ter Contribuído
Elbia Gannoum enfatizou a robustez do sistema de energia no Brasil, especialmente em relação às linhas de transmissão que atendem à necessidade de geração e carga. Ela ressaltou que a ocorrência do apagão, que afetou a região Nordeste, mais especificamente no Ceará, parece ter sido causada por perturbações no sistema, possivelmente devido a falhas simultâneas em duas linhas de transmissão. E alertou alertou contra a precipitação ao atribuir a causa a um aumento na geração de energia eólica.
Redundância e Proteção na Geração Eólica
A executiva destacou a redundância presente tanto nas linhas de transmissão quanto na geração de energia, incluindo a energia eólica. Essa redundância é uma característica do sistema elétrico brasileiro para garantir a segurança e o suprimento de energia. Ela explicou que os aerogeradores — usados para a captação e geração de energia eólica — modernos possuem mecanismos de proteção para evitar sobrecargas e perturbações no sistema.
Investimentos e Futuro da Geração Eólica
O Brasil investe regularmente em sua infraestrutura de geração e transmissão de energia para evitar problemas como apagões, disse Élbia. O sistema elétrico brasileiro é considerado robusto e eficiente, mas, devido ao tamanho do país, qualquer problema pode ter proporções significativas. Ela observou que, com o aumento constante na capacidade de geração de energia, é necessário também investir na expansão das linhas de transmissão.
Atualmente, a energia eólica representa cerca de 14% da capacidade instalada no Brasil, sendo a segunda maior fonte, após a hidrelétrica. Élbia prevê um crescimento contínuo das fontes de energia eólica e solar no país, impulsionado pela competitividade e sustentabilidade dessas fontes.
A Necessidade de Investir em Energias Renováveis
A presidente da Abeeólica finalizou destacando a importância das energias renováveis, como a eólica e a solar, para a redução das emissões de carbono e a sustentabilidade global. Ela enfatizou que o desafio é investir em fontes limpas para mitigar os impactos das mudanças climáticas.
Ouça a entrevista completa de Élbia Gannoum ao Jornal da CBN:
“Minha vida é andar por esse país Pra ver se um dia descanso feliz Guardando as recordações das terras onde passei Andando pelos sertões e dos amigos que lá deixei”
A vida de um viajante – Luiz Gonzaga
No cenário empresarial brasileiro, muitas vezes as marcas que florescem no interior do país permanecem pouco conhecidas nas capitais e grandes metrópoles. Porém, essa discrepância não diminui a força e o impacto dessas marcas regionais. No Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Jaime Troiano, e Cecília Russo mostraram que as marcas do interior do Brasil têm se destacado de maneira notável, conquistando os corações e mentes de seus públicos de forma única.
Marcas regionais aparecem em todos os setores
Ao se aventurarem pelo interior, Troiano e sua equipe constataram um fenômeno interessante: empresas familiares, muitas vezes na primeira ou segunda geração, têm se estabelecido como pilares econômicos e fontes de orgulho nas suas respectivas regiões. Essas empresas, que abrangem setores diversos como educação, agricultura e comércio, têm construído marcas que se tornam parte intrínseca das comunidades locais.
As viagens pelo país têm permitido a descoberta de joias escondidas no vasto território brasileiro. Empresas de arroz e grãos em Goiás, fabricantes de aço no Ceará e redes de shopping centers no Sul estão entre os exemplos notáveis. Essas marcas, mesmo desconhecidas em âmbito nacional ou internacional, se mostram fortes concorrentes, oferecendo produtos e serviços de qualidade que atendem às demandas regionais.
“Essas marcas regionais têm um sentido de pertinência e de engajamento dos colaboradores com a empresa e com a marca maior do que a gente vê, por exemplo, no eixo São Paulo, Rio de Janeiro ..”
Cecília Russo
O orgulho de quem consome as marcas regionais
Ao contrário das grandes cidades, onde a marca da empresa muitas vezes é eclipsada pelo peso dos produtos, nas regiões do interior, o orgulho de fazer parte de algo local e valioso é um motivador significativo para os funcionários. Isso cria um elo mais forte entre a marca e as pessoas que a representam, contribuindo para a lealdade e identificação genuína.
Além disso, as marcas regionais conseguem oferecer valor aos consumidores locais, competindo de igual para igual com marcas nacionais ou internacionais. Isso ocorre, em parte, devido à menor necessidade de investimento em marketing e comunicação. Os laços culturais, familiares e regionais já presentes na comunidade tornam mais fácil a conexão emocional com o público-alvo, reduzindo a necessidade de grandes campanhas publicitárias.
A lição das marcas regionais
Esse fenômeno de sucesso das marcas regionais ressalta a importância do empreendedorismo local e do fortalecimento das raízes culturais. O Brasil é uma nação diversificada, com diferentes realidades e necessidades, e as marcas que reconhecem e atendem essas particularidades têm um espaço valioso no coração dos consumidores.
“Há muito a aprender com as marcas regionais empreendedoras do Brasil”
Jaime Troiano
A valorização do orgulho local, o engajamento com a comunidade e a entrega de valor autêntico aos consumidores são lições valiosas que podem inspirar empresas de todos os tamanhos e setores a construírem relações mais profundas e significativas com seus públicos.
Ouça o comentário completo no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso. Você pode ouvir o programa, ao vivo, no Jornal da CBN, todos os sábados, às 7h50 da manhã:
Quer conhecer o verdadeiro caminho da sua felicidade?
Seja Fora-da-Lei. Corra das Leis Sociais.
“Tem que tirar carteira de motorista aos 18”;
“Tem que ter casa própria”;
“Tem que casar e viajar de lua de mel”;
“Tem que ter o primeiro filho antes dos 30, e engatar o segundo logo – porque não é bom ter um filho só”;
“Tem que subir de cargo na empresa”;
“Tem que juntar dinheiro pra aposentadoria”;
“Tem que viajar 1 vez por ano porque isso é curtir a vida”…
Nossa, quanta lei, quanta regra! Quando isso acaba???
A resposta é: nunca.
A sociedade humana adora criar ideias do que é certo e errado e todo mundo se sente pressionado a seguir porque… “Vai que me criticam? O que vão falar de mim? E se todo mundo me odiar e me abandonar?”
Entre na onda das Leis Sociais e pronto – sua felicidade acabou.
Tem como ser feliz fazendo coisas que você nem sabe se gosta nem sabe se vai conseguir e se sente pressionado o tempo todo pra fazer? Quem consegue ser feliz assim?
Seja Fora-da-Lei.
Dirija carros ou não; compre uma casa ou não; tenha filhos ou não…
Antes de fazer qualquer coisa, pare e pense: “Por que vou fazer isso? O que vou ganhar? Vale a pena o esforço, a dedicação, o tempo de vida?”
Quebre as Leis Sociais.
Crie suas próprias Leis.
“Eu, do alto do poder sobre minha própria vida, determino que minhas Leis são: … (preencha como quiser, como gostar, como fizer sentido pra você – use sua liberdade)”
Seja Fora-da-Lei.
Seja Dentro-das-Suas-Leis.
Seja, verdadeiramente, você;
seja, verdadeiramente, feliz
Dra. Nina Ferreira (@psiquiatrialeve) é médica psiquiatra, especialista em terapia do esquema, neurociências e neuropsicologia. Escreve este artigo a convite do jornalista Mílton Jung
O Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, está prestes a tomar uma decisão crucial sobre a autorização da quebra de sigilo bancário e fiscal do ex-presidente Jair Bolsonaro e da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro. O pedido foi feito pela Polícia Federal após uma operação que investiga a venda de joias com dinheiro vivo no exterior.
O jurista e ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior, em entrevista ao Jornal da CBN, ressaltou que o comportamento de um grupo em torno do ex-presidente, que estaria envolvido em práticas de fake news e comprometimento das urnas eletrônicas, poderia justificar a prisão preventiva — tema que ganhou maior projeção, na sexta-feira, a partir do cerco da Polícia Federal a ex-assessores e pessoas do circulo pessoal de Bolsonaro. Além disso, mencionou a importância de se seguir o rastro do dinheiro para entender onde ele foi depositado e se há tentativas de impedir a produção de provas.
Reale Junior destacou a necessidade de quebrar o sigilo bancário e fiscal para seguir o dinheiro e explicou que a utilização de dinheiro em espécie nas negociações pode dificultar o processo de investigação. Ele apontou que a busca por ocultar valores e bens, além das trocas de e-mails mencionadas na entrevista, justifica a quebra de sigilo para obter informações relevantes.
O ex-ministro da Justiça também abordou a pressão sobre a empresa americana envolvida na exportação das joias, levantando questões sobre sua ciência da ilegalidade e o rigor das fiscalizações nos Estados Unidos.
Quanto ao ato em defesa da democracia ocorrido há um ano no Brasil, em 11 de Agosto, o jurista afirmou que essa movimentação foi crucial para alertar a sociedade sobre os riscos que o país enfrentava nas mãos do então presidente Jair Bolsonaro. Reale Jr foi um dos líderes daquele movimento e salientou a ampla manifestação da sociedade civil e a participação de diversos setores, incluindo sindicatos, estudantes, bancários e empresários, que se uniram para reagir contra o que consideravam um golpe.
A entrevista com Miguel Reale Júnior evidencia a importância do desenrolar da investigação das joias e do papel do Supremo Tribunal Federal em tomar decisões fundamentais para o desdobramento do caso. A quebra de sigilo bancário e fiscal emerge como um passo crucial para a compreensão dos fluxos financeiros envolvidos nas transações das joias e possíveis tentativas de obstrução das investigações.
No cenário digital em constante evolução, as redes sociais se destacam como poderosas plataformas de conexão, compartilhamento e expressão. Porém, uma armadilha perigosa acompanha esses benefícios: a tendência de tomar decisões importantes exclusivamente com base no que é apresentado nessas redes.
Embora ricas em conteúdo, as redes sociais também abrigam armadilhas psicológicas. A curadoria seletiva, a formação de bolhas informativas e a disseminação de desinformação podem distorcer nossa percepção da realidade. A confiança cega em informações encontradas nas redes pode nos levar a decisões cruciais sem compreender plenamente o panorama.
O impacto das redes sociais no relacionamento
A pressão social e a busca por validação emergem como perigos proeminentes. A exposição constante a postagens que idealizam a vida ou apresentam visões polarizadas resulta em comparações inadequadas e uma busca incessante por aprovação. Basear escolhas significativas, como carreira, relacionamentos ou estilo de vida, na popularidade virtual pode resultar em insatisfação duradoura.
A busca pela viralidade também preocupa. A ânsia por curtidas, compartilhamentos e comentários pode superestimar o apelo visual ou a controvérsia, relegando nuances e informações importantes ao segundo plano. Isso pode levar a escolhas apressadas e superficiais, sem considerar adequadamente os prós e contras.
Ademais, as redes sociais frequentemente alimentam a polarização e extremismos. Opiniões são simplificadas, sem espaço para discussões complexas. Tomar decisões baseadas em visões extremistas resulta em ignorar perspectivas válidas e nuances essenciais para decisões informadas e equilibradas.
Como reduzir o risco de decisões baseadas em redes sociais
Para evitar a armadilha das decisões nas redes sociais, é essencial adotar uma abordagem crítica e equilibrada ao consumir conteúdo. Buscar fontes confiáveis e variadas, considerar diversos pontos de vista e conduzir pesquisas aprofundadas antes de escolhas cruciais são passos fundamentais. Além disso, cultivar autoconhecimento, valores e metas pessoais é essencial para resistir às pressões externas.
Em um mundo cada vez mais conectado, as redes sociais desempenham papel vital, mas não devem ser a única base para escolhas de vida. Ao reconhecer os riscos inerentes e adotar abordagem ponderada, podemos tomar decisões que reflitam nossos verdadeiros desejos e necessidades, em vez de sermos conduzidos passivamente pela corrente virtual.
mIA Codegeist, um entusiasta da inteligência artificial, ocasionalmente busca o aprimoramento editorial para compartilhar conhecimento e criar artigos sobre temas relevantes para a sociedade.
A festa do gol da virada em foto de Lucas Uebel/GrêmioFBPA
Os “guri” voltam ao protagonismo. Da defesa ao ataque, foram eles os destaques desta vitória que nos repõe no G4 — enquanto escrevo esse texto, ainda somos vice-líder e com um jogo a menos do que os concorrentes diretos. Eles foram importantes tanto evitando como marcando gols.
Gabriel Gandro, mesmo que ainda tenha seu nome visto com ressalva por parcela do torcedor, demonstra competência a cada partida. Fez defesas difíceis embaixo dos paus quando fomos pressionado e despachou a bola da área com segurança quando esta era a única opção.
Nos dois gols que tomou — um deles salvo pelo VAR — foi mais vítima do que algoz. Saiu de campo com o troféu de “Craque da Partida” o que não é pouca coisa se considerarmos que tivemos um jogo de alto nível com jogadores demonstrando talento em diversos fundamentos e nos dois times.
Tem confirmado a escolha da comissão técnica diante da crise de goleiros que sofremos recentemente, com casos de indisciplina e queda de produção de algumas das nossas principais promessas para a posição. Na conta de Gandro, claro, tem ainda a classificação para a semifinal da Copa do Brasil na defesa de pênaltis.
Guri que voltou a se destacar, após uma sequência de partidas abaixo da sua capacidade, foi Bitello que apareceu bem dentro da área para receber o passe preciso de Suárez e chutar cruzado no gol de empate. Mesmo que ainda não tenha retomado o futebol que o levou a ser titular indiscutível, ocupando uma posição no meio de campo ou no ataque, conforme o esquema escolhido pelo técnico, hoje foi bastante útil na marcação e nas arrancadas para o campo do adversário.
(Em tempo, se alguém entre os raros e caros leitores desta Avalanche tiver o WhastApp do Bitello, por favor, passe esse recado para ele: em qualquer situação, sempre que partir para o ataque, mesmo que um companheiro esteja mais bem posicionado, mete a bola no Luis Suárez. Você nunca vai estar errado, guri!)
Da base, também, Ferreirinha tem se mostrado essencial para a retomada dos bons resultados nas duas competições que estão em jogo. Nesta tarde de domingo, marcou pela primeira vez desde que voltou de lesão. Até então aparecia bem na assistência e hoje completou na rede um belo chute dentro da área após troca de passe com Fábio, pela direita. Firma-se como titular e tem competência para desequilibrar a marcação e ser a “válvula de escape” nos contra-ataques. Não tem medo de decidir e isso faz diferença.
De todos os guris, o que provocou maior comoção não marcou nem evitou gols. Estava no banco e pouco tocou na bola nos minutos em que esteve em campo. Refiro-me a Luan, que já jogou futebol suficiente para ser tratado como “Rei da América” e retorna ao Grêmio após uma série de percalços na carreira.
A torcida gritou o nome de Luan quando ainda estava prestes a substituir Bitello como para lembrá-lo de quem ele foi e de quem queremos que ele volte a ser um dia. Vê-lo recuperado e prestando bons serviços à camisa tricolor será o “estado da arte” de um personagem que fez história no Grêmio. A história dos “guri” do Grêmio!