Zeladoria varre a Paulista


Clique e veja outras imagens da varrição no álbum do CBN SP no Flickr

A chuva não espantou a turma da Zeladoria do Planeta do Brasil que, todo mês, passa a mão na vassoura para limpar pontos tradicionais da cidade. Neste domingo, sob o comando do empresário Hideaki Iijama, a ONG mobilizou seu pessoal na Avenida Paulista e a fotógrafa Luci Júdice Yizima registrou este momento de cidadania para você que acompanha o blog.

De meditação e paz


Por Maria Lucia Solla

Olá,

Nos anos 70, tive um dos encontros mais emocionantes e significativos da minha vida, mas hoje percebo que a emoção e o significado desse encontro continuam a se revelar, como se revelavam as fotos Polaroid. Tudo vai lenta e magicamente tomando forma, e eu vou me dando conta da imagem que se forma. Dos seus contornos, que nunca se completam definitivamente. Diferentemente do sistema Polaroid, as imagens na vida nunca terminam de ser reveladas. Aí reside a magia.

Foi preciso adiantar minha partida para Roma, onde iria morar e estudar, por alguns meses, porque tinha recebido um dos melhores presentes da minha vida; um encontro com o guru dos Beattles. Foi com esses termos que o presente me foi desembrulhado. Congelei e incendiei ao mesmo tempo. Meu coração não sabia se batia ou se apanhava. Nunca fui boa com bagagem. Fico tão embasbacada na frente do guarda-roupa, da biblioteca e do armário do banheiro, quanto na frente do maître, quando me entrega solenemente o cardápio. No entanto, minha alma veio em meu socorro e acabou dando tudo certo.

Quanto ao meu coração, hoje compreendo porque, durante a estadia num dos hospitais da cidade, semana retrasada, exames e médicos não conseguiram decodificar sua cadência. Imagino que desde o encontro com Maharishi Maheshi Yogi ele nunca mais foi o mesmo. Num lindo prédio antigo, uma senhora me recebeu, dizendo que ele aguardava na sala ao lado. Eu devia entrar. Bati, e ele disse, entre! Fechei a porta atrás de mim. A sala era enorme, e ele estava sentado de costas para a porta, num grande sofá de três lugares. Só podia ver seus longos e despenteados cabelos negros. Comecei a caminhar em sua direção e ele disse, pare! Levantou a mão direita e acompanhou com gestos quando disse, venha, e pare, por mais duas vezes. Sempre de costas para mim. Não titubeei. Obedeci. Andei e parei, segundo o seu comando. Ele procurava ouvir o meu ser, antes de olhar para mim. Queria ter certeza do que havia dentro do pacote, antes de abrir o embrulho. E disse que eu era música. Ficamos mais de uma hora, sentados de frente um para o outro e ele me falou de mim e da vida, segurando as minhas mãos. Transmitiu-me uma doçura e firmeza que eu não sabia pudessem andar lado a lado.

Anos depois, no início dos anos noventa, fui levada à prática da Meditação Transcendental, por um problema de saúde, e só então me dei conta de quem era aquele ser, e de sua real importância. Eu voltava para ele, através dos seus ensinamentos, que nada mais eram do que fechar os olhos, aquietar a mente e ouvir meu verdadeiro ser. Como fizera comigo.

Ontem fui meditar no Templo Zulai, um templo budista, e pensei nele. Reforcei minha crença de que não há fronteiras na busca do divino. Rótulos estabelecem limites e deflagram guerras, e a meditação, está no extremo oposto de qualquer tipo de guerra. É só olhar para dentro, na quietude, e perceber que nossa origem e nosso destino, de todos nós, são os mesmos.

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Avalanche Tricolor: Programa de sábado



Vasco 2 x 1 Grêmio

Brasileiro – Rio de Janeiro

Frio, muito frio. Assim foi o sábado. Logo cedo havia saído de casa para apresentar o CBN SP. Valeu acordar cedo. A conversa foi boa com os ambientalistas que estiveram no estúdio. Não conhecia duas delas, Nina e Marússia. Bocuhy é índio velho de guerra. Testei um novo formato para o blog. Aproveitando a presença deles, ao vivo, gravei rápido depoimento em meu celular para postar neste espaço (veja o da Marússia logo abaixo). Ainda preciso ajustar a qualidade de som e vídeo, mas gostei da experiência.

À tarde, assisti ao torneio de videogame promovido na livraria Siciliano, do Shopping Anália Franco. Uma garotada divertida dirigindo carrinhos virtuais em busca de mais diversão. Mesmo lá dentro, o café quente foi a opção para fugir do frio. Do lado de fora, no primeiro semáforo, a constatação de que a cidade, de sul a leste, e oeste, também, está dominada pelos investidores do setor imobiliário. Meu carro ficou cheio de papéis com ofertas de apartamento. Aqueles que a Lei Cidade Limpa proíbe, mas para a qual imobiliárias e empreendedoras dão de ombros.

No fim da tarde, com a temperatura ainda mais baixa ficar embaixo do cobertor foi, sem dúvida, a melhor das opções. Um copo de vinho para acompanhar alguns petiscos que apareceram à minha frente completou o início da noite. Na TV, aqueles programinhas sem graça, filmes sem emoção e futebol … bem, de futebol, a gente fala quando a temperatura aumentar.

Debate CBN: O que você faz ? (1)

Debate CBN: O que você faz ? (1)

Ao fim da discussão sobre como transformar São Paulo uma cidade viável, convidei os participantes a gravarem depoimentos sobre o que fazem para melhorar a qualidade de vida na capital paulista.

Ouça o que diz a ambientalista Marússia Whately, do Instituto Sócio-Ambiental:

Cidadão não sabe o que é cidadania, em Ilhabela

Com pouco mais de 23 mil moradores, Ilhabela é o único município-arquipélago marinho brasileiro, no litoral Norte de São Paulo. E foi para ouvir a opinião dessas pessoas das quais depende o futuro desta região que o Movimento Nossa Ilha Mais Bela patrocinou pesquisa apresentada, neste sábado. Uma das constatações mais perigosas para o destino da Ilhabela: os moradores não souberam dizer o que é cidadania e democracia.

O coordenador do Projeto Educação Para o Voto, do Movimento Nossa Ilha Mais Bela, José Valério Macucci, explica os efeitos deste comportamento:

Rap contra o tabaco

Para alertar sobre a rede mantida pela indústria do tabaco que estaria interessada em envolver os jovens e atraí-los para o cigarro, a Organização Mundial de Saúde recorre a música. No Dia Mundial Sem Tabaco, 193 países veicularão videoclipe embalado pelo rap e rythm’n’blues, no qual homens fumantes buscam seduzir belas mulheres.

A campanha “Jovens sem Tabaco” foi desenvolvida pela agência brasileira Nova S/B

A arte do pré-datado

O cheque pré-datado é ferramenta criada no Brasil, país em que o crédito sempre esteve distante do consumidor. Seu surgimento na economia foi um desafio a honestidade do brasileiro. Assiná-lo e aceitá-lo são sinais de confiança que superam as garantias legais e contratuais comuns quando duas partes assumem compromisso. Substituiu o “fio de bigode” do passado.

Conforme mensagem enviada pela internet, um bancário teria reunido os “contratos” colados nos cheques em uma coleção inusitada que mostra, entre outras coisas, a criatividade nacional.