Heródoto, repaginado, volta das férias

Após 30 longos dias de ausência e notícias desencontradas, o jornalista e nosso colega Heródoto Barbeiro retorna à apresentação do Jornal da CBN. Durante seu desaparecimento teria realizado turnê por clínicas de cirurgia plástica no Brasil e na Europa. Consta que uma dessas instituições médicas atende no interior de densa floresta na Alemanha.

Após lipado, botocado, costurado, bordado, pintado, olhos orientalizados e abdômen negativado, reina grande expectativa para o novo visual do mestre. Fontes oficiosas teriam divulgado a imagem a seguir garantindo ser este o novo “desenho” de Heródoto Barbeiro. A confirmar.

Foto-ouvinte: É proibido, mas pode

O carro com placa do corpo consular, assim como os demais que o acompanham, estão ilegalmente estacionados em frente ao Shopping Plaza Sul, na Ricardo Jafet. Não entenderam o sinal que impede de parar e estacionar.

Assim como não entenderam os proprietários deste lixo acumulado em frente a uma sub-estação da Eletropaulo, na Barra Funda. Ali, também tem sinalização de proibido “parar e estacionar” lixo.

A dúvida do autor das imagens, o ouvinte-internauta Juarez Teodoro, é se a turma é analfabeta ou mal-intencionada.

Taxista prefere ônibus híbrido

Em resposta a discussão proposta pelo quadro Ambiente Urbano, na semana passada, reproduzida neste blog, o motorista de táxi e diretor da Revista Táxi Davi Francisco da Silva enviou a mensagem a seguir:

“Álcool é uma excelente alternativa de combustível, mas não é a tábua de salvação para os nossos problemas de trânsito. Devemos sim pensar em alternativas para melhor a qualidade do ar na cidade de São Paulo, mas no meu entender teremos que alertar a população que o álcool, tem um consumo muito maior que outro combustível, apesar de menos poluente, o custo operacional é maior e este é o principal obstáculo para sua utilização em larga escala.

A preocupação em buscar um transporte mais limpo, esta sendo testado em Estocolmo, que hoje já tem 600 ônibus rodando com esta tecnologia, mas a frota de 18.000 ônibus rodando em média 150 km cada um, com um custo operacional maior, elevaríamos não só o consumo drasticamente como seu custo que terá que ser repassado. Embora menos poluente na etapa final, (não podemos esquecer o quanto polui a cana em todo processo até chegarmos ao combustível.

Na revista Taxi, de nº 3, estamos citando o ônibus hibrido (Diesel e Energia Elétrica) em teste na Alemanha, o ônibus que recarrega as baterias quando esta em funcionamento com o diesel promete ser a solução.

No meu entender nós devemos buscar esta alternativa para os nossos corredores de ônibus, possam realmente ser chamados de corredor.”

Confusão cancela concurso da CET

Os problemas que a CET enfrenta não estão apenas no trânsito da cidade. O concurso que estava marcado para esse domingo teve de ser suspenso, mesmo depois de as portas dos locais do exame estarem abertas aos inscritos.

A ouvinte-internauta Raquel Esteves, jornalista e candidata, escreveu que “após a espera de duas horas, sem que os candidatos tivessem alguma informação sobre o atraso, as questões chegaram, foram entregues, mas de forma errônea. Candidatos ao cargo de Analista de Gestão, na área de Imprensa, por exemplo, receberam provas pertencentes a outro cargo”

Após uma série de boatos, a Fundação de Apoio à Tecnologia divulgou nota no seu site:

“A Fundação de Apoio à Tecnologia, responsável pela realização do Concurso Público da Companhia de Engenharia de Tráfego – CET, comunica que em virtude de dificuldades logísticas alguns Prédios não receberam os Cadernos de Questões no horário previsto, inviabilizando a realização de todas as Provas Objetivas, nesta data.

A Fundação se responsabiliza pela realização de novo Exame, sendo que as novas datas e períodos serão publicados no Diário Oficial do Município de São Paulo e os candidatos receberão a Carta de Convocação, nos termos do Edital.

Os candidatos inscritos que compareceram aos locais de realização do Exame, que pretenderem o ressarcimento dos gastos efetuados com esta finalidade, deverão preencher o formulário próprio disponível no www.fundatec.org.br, a partir de 01/06/2008, e apresentar os documentos solicitados”.

Picaretagem federal: Não caia em mais este golpe

Mensagem enviada por golpistas com o título “Você acessou um site com conteúdo ilegal””

Delegacia de Polícia Federal
Departamento de Investigação a Crimes de Informática.

Prezado (a) Senhor(a):

Através do novo sistema de investigação e monitoramento virtual, verificamos que, o endereço IP, utilizado por sua máquina, acessou um site de conteúdo ilegal, segundo a nossa Constituição Federal, através do nosso Código Civil.

Através de um rastreamento investigativo, efetuado por nosso sistema, foi verificado também o acesso dessa conta de e-mail, no mesmo dia, onde, em contato com seu provedor de internet/e-mail, conseguimos seus dados pessoais. Por isso, estamos encaminhando a V.S.ª este e-mail, com o intuito de esclarecimentos sobre a investigação aberta sobre tal acesso.

Solicitamos a V.S.ª que efetue a confirmação de seus dados pessoais, informados no Formulário Eletrônico, bem como respondendo as questões solicitadas, para efeito comprobatório de tal esclarecimento solicitado, através do link fornecido abaixo.

O não preenchimento no prazo de 48 horas, implicará na intimação de seu comparecimento em uma Unidade da Delegacia de Polícia Federal de sua região, através de um de nossos agentes.

Atenção para este comunicado!

FORMULÁRIO.ZIP(260k)

© Copyright Departamento de Polícia Federal – DPF,
Coordenação de Tecnologia da Informação – CTI, Brasília-DF

É muito legal torcer por Guga, mesmo na TV




Clique na foto e veja álbum com imagens reproduzidas da ESPN Brasil

Foi diante da televisão que conheci o talento de Guga, no tênis. E, neste domingo, foi diante da televisão que assisti ao encerramento de uma carreira incrível. Como os torcedores que estavam na quadra Phillipe Chartier, onde o brasileiro enfrentou o francês Paul-Henri Mathieu, peguei meu celular para registrar as imagens desta partida derradeira. Mirei a tela da televisão, sintonizada na ESPN Brasil, emissora que nos proporcionou o prazer de ver mais uma vez, a última vez em torneio profissional, Gustavo Kuerten encaixar aquela esquerda, cerrar o punho para comemorar a grande jogada, sorrir abertamente como se tivesse pego uma boa onda na praia de Santa Catarina, ou devolver o ponto com elegância para o adversário.

Gostaria apenas de ter ouvido mais o urro (de força, de dor e de emoção, também) de Guga na batida da bola, o grito da torcida que festejou o momento especial, a troca de palavras com Mathieu e todos os que estiveram próximo dele neste jogo de despedida, além do choro da alegria do dever cumprido. Não consegui, havia muita gente querendo falar sobre os feitos de Guga, e competir com o que as câmeras nos mostravam com muito mais precisão.

Deixa prá lá. Isso é implicância minha. O que interessa é que melhor do que torcer por Guga diante da televisão só mesmo torcer por Guga. É muito legal. Pena que acabou.

De Dona Nadir e Edna

Por Maria Lucia Solla

Olá,

Dona Nadir, mãe da Edna, diz que “quem cala, vence”, e o seu dizer mexe comigo, me leva a pensar e a escrever.

Gosto de falar, e falo quando me deixam. Meus filhos dizem que se me deixar falar está perdido. Coisa de filho. Meu pai dizia, fecha a boca menina, quando descíamos a Serra do Mar. Coisa de pai. Ele dirigia, com minha mãe quieta, delicada como só, e calada ao seu lado, e eu, ajoelhada no banco de trás do carro, olhava a paisagem se afastando, e cantarolava sem descanso, a cada bananeira que via. Pé de bananeira, pé de bananeira! Uma chata!

Na casa dos meus pais, criança não tinha vez. Não se manifestava. Calava mesmo sem ninguém mandar. Responder não precisava porque não havia pergunta. Havia comandos que não deixavam brecha para dúvida. É hora de dormir. Coma tudo. Endireite as costas. Não amasse o vestido até seu pai chegar. Ao final da refeição, era permitido pedir licença para deixar a mesa. E só.

Fui filha única até os quatorze anos, quando chegou meu irmão para compor o quebra-cabeça do meu pequeno núcleo familiar. Ele era nenê, e em mim já despontava a mulher. Entre nós, falávamos o nananenês. Até hoje me chama de Nana.

Quando casei, magrinha, de gestos e voz contidos, fui compor o quebra-cabeça de outra família. Enorme, com pessoas enormes, altas, fortes, de gestos e vozes retumbantes. Eu raramente era ouvida. Não porque me ignorassem, quero crer, mas porque não podiam me ouvir em meio a tamanho alarido.

Durante cada período de quietude, estudei. Estudei muito. Li. Li muito. Li Tolstoi quando deveria ler Monteiro Lobato. Projetava na mente as idéias de Dostoyevsky, Voltaire e Balzac, quando talvez devesse desenhar corações flechados em troncos de árvores.

Calava só do lado de fora. Do lado de dentro explodia em passeatas e comícios, chorava, ria, viajava, amava. A vida interna era tão intensa que me sentava para ler, no telhado que cobria o terraço do meu quarto, para que meus sonhos tivessem espaço para abrir as suas asas.

Minha mãe me teve ainda menina, e fui sua primeira boneca. Me penteava, vestia, enfeitava e alimentava. Deviam ter dito a ela que com boneca não se fala. Ela acreditou.

Concordo com a Dona Nadir. Dizem também que a palavra é de prata e o silêncio é de ouro, mas assim como a respiração de Deus nos faz ser na carne, em Sua expiração, e nos leva de volta para Si na inspiração, há tempo de calar e há tempo de falar. O meu tempo agora é de falar. E o seu?

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano.

Avalanche Tricolor: Coincidência e ironia

Torcer no PPV é sempre um sofrimento mesmo quando seu time marca gol


Grêmio 2 x 0 Náutico

Campeonato Brasileiro – Olímpico

Jung (o Carl Gustav), mestre na arte da terapia, parece não acreditar em coincidências. No meu caso foi. Para testar novo programa no celular capaz de baixar vídeos direto do YouTube, sem titubear, fui nas imagens da final da Batalha dos Aflitos. Confesso: me emocionei. Mais uma vez me emocionei. É sempre assim quando lembro daquele jogo que marcou a final do Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão, de 2005. Um dos momentos mais incríveis do futebol.

Neste sábado, Grêmio e Náutico se encontraram no estádio Olímpico, para terceira partida do Brasileiro da Primeira Divisão. Em campo, com a camisa do Grêmio, daqueles que protagonizaram o feito histórico, havia apenas Pereira. Com a bola rolando, as emoções eram bastante distintas, sem dúvida. O momento é outro, a situação, também, apesar de estarem disputando o primeiro lugar da competição. Porém, da mesma forma que há três anos, a torcida deixou o estádio comemorando a vitória, além da liderança do campeonato e o fato de continuarmos sendo o único clube invicto do Sul do país.

Sofrível é ser torcedor de PPV e depender da boa vontade da emissora que transmite os jogos. No de hoje, assim que se encerrou a partida em vez de ouvir os jogadores do Grêmio festejando o resultado, apareceu a choradeira dos colorados que haviam perdido para o Flamengo, no Rio. Se for uma ironia, a gente até aceita. Jung (o Carl Gustav) também gostava dela.

Congestionamento de panfletos no feriadão em SP

A exploração imobiliária tem causado forte impacto em bairros da cidade de São Paulo. Prédios em série são construídos sem que a prefeitura consiga restringir os efeitos provocados por centenas de novas pessoas e seus carros ainda mais novos. Neste feriadão, apesar da saída de muitos paulistanos, nos cruzamentos do bairro do Morumbi, na zona oeste da capital, era possível identificar outro tipo de congestionamento provocado pelo mercado imobiliário: o de panfleteiras. Um passeio de casa ao shopping, ida e volta, com o vidro do carro aberto, foi suficiente para reunir 17 anúncios de vendas de apartamento, casas, condomínios horizontais e carros, é lógico.