Os prédios que estão dando dor de cabeça a um grupo de moradores de São Bernardo do Campo, antes mesmo de serem construídos, ainda não têm licença da prefeitura. O condomínio ficará em área com saída para a pequena rua Padre Antônio Vieira considerada, até então, pacata com seus 100 metros que se iniciam em uma movimentada avenida da região e termina em terreno baldio que já teria sido usado como aterro sanitário.
De acordo com o secretário municipal de Obras de São Bernardo do Campo, Erival Doré, a autorização ainda depende da palavra da Secretaria Municipal dos Transportes. Doré explicou que a montagem do stand de vendas está dentro da lei e a incorporadora atende, por enquanto, as regras impostas pela prefeitura.
A incorporadora Fit Residencial, responsável pelo empreendimento, diz que as unidades não estão sendo vendidas, ainda, e aguardam a autorização da prefeitura para dar início a comercialização. A diretora de Negócios, Daniela Ferrari, alega que o impacto na rua será menor do que o anunciado pelos moradores. Em vez de 600 carros, segundo prevê um dos representantes que conversou com o CBN SP (veja nota mais abaixo), seriam 400 e os visitantes teriam local apropriado para estacionar dentro do condomínio. Além disso, Ferrari defende que as exigências da prefeitura e dos moradores estão sendo atendidas, inclusive com a negociação para a implantação de um semáforo na rua.
Após ouvir as entrevistas no CBN São Paulo, o representante dos moradores Wagner Schmitt informou, por e-mail, que o terreno não possui apenas a saída pela Padre Antônio, contrariando a informação do secretário de Obras: o terreno tem mais dois acessos, sendo que o IPTU pertence a rua Cincinato Braga.