Cidade Suja: E Kassab aplaude

A foto acima de Carol Guedes e a reportagem de Evandro Spinelli, estão na Folha desta segunda, e mostram que o prefeito Gilberto Kassab (DEM) deu as costas para a Lei Cidade Limpa ao permitir faixas espalhadas com o nome dele e de um vereador da região, em área na qual foi asfaltada uma rua, no bairro de Capela do Socorro, na zona sul de São Paulo.

A Folha conversou com a presidente da Comissão de Proteção da Paisagem Urbana, Regina Monteiro (diretora da Emurb), que disse ser irregular a colocação da faixa: “Se o cidadão comum não pode dizer que perdeu o cachorrinho, por que isso vai poder?”.

Não é a primeira vez que o vereador Goulart desrespeita a Lei Cidade Limpa naquela região. Não se tem informação se em alguma das vezes foi obrigado a pagar os R$ 10 mil de multa por faixa estendida.

Agora o outro lado:

A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras informa que os responsáveis pela colocação de faixa referente à inauguração de ruas pavimentadas no Jardim Shangri-lá, na região da Subprefeitura Capela do Socorro, serão multados por desrespeito à lei Cidade Limpa. O valor da multa é de R$ 10.000. Casos semelhantes registrados em qualquer área da cidade devem ter o mesmo tratamento, conforme determina a lei. Esse é um trabalho de rotina das Subprefeituras, que mantêm fiscalização permanente e fazem a remoção de anúncios irregulares. Neste ano, em toda a cidade, mais de 8.800 peças de propaganda, entre faixas, cartazes e tabuletas, foram retiradas das ruas. Em 2007, o número de peças retiradas foi superior a 127 mil. (Resposta publicada em 12/02/08)

Prefeitura nega “epidemia” no raio-X

Os equipamentos de raio-X que não estavam funcionando durante o Carnaval fazem parte dos 10% que estão quebrados, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, de São Paulo. A denúncia de que as máquinas estavam paradas em duas AMAS e no Hospital do Tatuapé foi feita por ouvintes-internautas do CBN São Paulo (veja nota publicada ontem).

O coordenador da gerência hospitalar da secretaria, Paulo Kron, negou que as máquinas estejam sendo vítimas de uma “epidemia”. Em um dos casos, culpou o ouvinte-internauta que não teria esperado o atendimento, no Tatuapé. Em outro, a rede elétrica que prejudica o funcionamento do equipamento, no Sacomã.

Ouça a entrevista do representante da Secretaria Municipal de Saúde:

Paraisópolis: Cidade do Paraíso

O fotógrafo colombiano Joaquím Sarmiento, há quatro anos vivendo no Brasil, decidiu transmitir seu conhecimento aos jovens da favela de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo. Desde 2006, já formou 14 fotógrafos no laboratório que realiza na ONG Barracão dos Sonhos. Nesses dois anos registrou o cotidiano dos moradores desta que é uma das maiores favelas do País. O resultado do trabalho dele está na mostra Cidade do Paraíso, , em cartaz de 13 de fevereiro a 9 de março, de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 17h00, no saguão do Edifício Altino Arantes.

Conte Sua História: Eu vi … no metrô

Um passeio no cotidiano dos passageiros do metrô é descrito pelo ouvinte-internauta Francisco Paiva Salviano neste capítulo do Conte Sua História de São Paulo. Um fim inusitado nos aguarda:

Todo dia aqui no blog, todo sábado, a partir das 10 da manhã, no CBN São Paulo, e quando você quiser no livro “Conte Sua História de São Paulo” você conhece capítulos da capital paulista relatados por ouvintes-internautas. Escreva você também para o endereço contesuahistoria@cbn.com.br

Aos que ainda não entenderam

Dois trechos do artigo de Eliane Catanhêde, da Folha, neste domingo:

“Os R$ 108 milhões dos cartões do governo Serra em 2007 são o Eduardo Azeredo da crise da tapioca. Quando os tucanos mais comemoravam o mensalão, Azeredo entrou na roda e estragou-lhes a festa. Quando começavam a brindar a tapiocaria, vem a água fria dos cartões de Serra. 
Quanto mais se acusam, mais tucanos e petistas se parecem. Os dois lados blefam ao alardear a criação de uma CPI em Brasília e outra em São Paulo para investigar uso do dinheiro público em restaurantes caros e baratos, lojas de doces e de jóias, hotéis e carros alugados em feriados. Uma orgia”

“Os petistas e tucanos de internet, essas novas categorias do cenário político, irresponsáveis e agressivas, ficariam surpresíssimos se ouvissem a troca de elogios que Serra e ilustres lulistas trocam fora dos holofotes”.

O texto completo você lê acessando aqui.

Tá no ar o blog coletivo da CBN

Já dá para visitar o blog coletivo da CBN no Campus Party e deixar sua mensagem. Vá até lá e descubra o que a festa da internet tem a ver com espeto corrido, serviço preferido por 10 entre 10 gaúchos.

Aproveite para deixar registradas perguntas sobre rádio e internet que podem ser respondidas na minha palestra de segunda, que começa às oito da noite, lá no Prédio da Bienal. Quem não puder passar por lá, acompanhe pelo portal da CBN, ao vivo.

De gregos e troianos

Por Maria Lucia Solla
Direto da Grécia

Olá,

A Grécia me recebeu de coração e braços abertos, e panelas no fogão. Gostaria de poder transmitir os detalhes de cada dia, como se meus olhos fossem lentes, através das quais você pudesse ver, ouvir e sentir tudo comigo, mas nem eu mesma consigo decodificar e digerir tanta informação. Muito menos tanta comida.

Tudo mudou muito, desde minha última visita. Esta terra era muito mais simples, e seu povo, gente de hábitos descomplicados e passos lentos. O que mudou nestes últimos anos? O país entrou para a União Européia, como um dos países mais pobres do grupo, com a cara e a coragem que só descendentes diretos dos deuses do Olimpo podem se dar ao luxo de ter. E então, a questão. O que fazer para desenvolver e construir a infra-estrutura básica esperada de um integrante de grupo tão seleto? Não precisaram, os gregos, sentar e queimar seus neurônios como o Pensador de Auguste Rodin. Continuaram a tomar café, frapê e freddo, relaxados e despreocupados, a qualquer hora do dia ou da noite, nem deixaram de freqüentar as buzúkias, onde se canta e dança, até o amanhecer, ao som de música ao vivo, fumando e bebendo vinho e uzo (a aguardente daqui). Tudo muito.

Então, quem teria cuidado dos assuntos sérios e desgastantes? Que varinha mágica foi acionada e me fez encontrar, aqui, um metrô de primeiro mundo? Que fada madrinha abriu caminho para que eu viajasse de carro para o Peloponeso, no fim de semana, deslizando feito dançarina russa, na auto estrada que cruza o país inteiro, de norte a sul e de leste a oeste? Nenhuma. Os parceiros ricos, do grupo, vivem queimando as pestanas em seus países e vêm relaxar aqui, no playground que lhes abre as portas para o oriente, onde encontram sol, praia, mistério, beleza e descontração, e o melhor azeite do mundo, diga-se de passagem. Assim, os alemães trouxeram euros da união européia, o material e o equipamento necessários, seus mais preparados especialistas, arregaçaram as mangas e construíram auto-estradas impecáveis, para seu deleite.

Disseram aos gregos, construiremos as melhores estradas, arcaremos com setenta por cento dos custos, e vocês, com trinta. Está bem? Imagina! Disseram os gregos; nem pensar! Não pagaremos nem um centavo. Final da história, os alemães construíram as estradas assim mesmo, com a condição de explorarem os pedágios durante dez anos.

Pelo que pude perceber, os gregos não só concordaram sem pestanejar, como teriam aceitado o acordo, se fosse prorrogado ad eternum. E, do mesmo modo, teriam continuado felizes se tivessem mantido suas estradas rudimentares até hoje, e para sempre. Os alemães construíram estradas para si e para os outros parceiros ricos, para poderem desfrutar do calor e das belezas da divina Grécia. Pagam, e pagam caro pelos seus favores.

Justíssimo, não acha? Muito mais justo do que o preço que pagamos, em forma de imposto temporário e permanente, para sustentarmos as peripécias consumistas, deslumbratistas e nova-riquistas da corja teúda e manteúda da atual nobreza federal. E haja cartão de crédito corporativo e despesa sigilosa!

Pense nisso, e até a semana que vem.

“Avalanche Tricolor”: Líder, invicto, irresistível


De boné, Débora vê Grêmio e Roger

Grêmio 2 x 0 Novo Hamburgo
Campeonato Gaúcho – Olímpico

O Grêmio de Roger, Willian Magrão e companhia precisou de 10 minutos apenas para mostrar ao futebol brasileiro quem é o melhor, neste momento. Enfrentou o mais forte time da região coureiro-calçadista do sul do País e mesmo assim foi superior (puxa vida !), assumiu a liderança e se manteve invicto no ano de 2008.

Com o apoio de Débora Secco que assistiu ao jogo de camarote no estádio Olímpico, Roger liderou a entrada dos jogadores no gramado, tocou bonito na bola, fez passes de categoria, cobrou falta e sofreu penâlti que o árbitro não viu. No chão, ouviu do zagueiro brutamonte do Nóia: “Aqui é Campeonato Gaúcho”. Levantou, riu da cara do adversário e foi jogar futebol.

A propósito: das roupas de grife que Roger já vestiu, a camisa do Grêmio é sem dúvida a mais elegante e bonita.

“Avalanche Tricolor” entra no ar sempre após os jogos do Imortal Tricolor ou em edição extraordinária. É a mais isenta coluna esportiva que você já leu (será que tem alguém lendo ?), aberta para gremistas e todos aqueles que acreditam que o futebol é um ótimo campo para a gente se divertir.

Tapioca no cartão dos outros é doce

Na edição desta sexta-feira do CBN São Paulo reproduzimos reportagem de Cristina Coghi na qual se fala dos gastos com cartão-corporativo-que-não-é-cartão-corporativo do governo do Estado de São Paulo. Acompanhada pelo meu comentário comparando o comportamento dos governos do PT e PSDB, a reportagem desencadeou uma série de críticas de ouvintes-internautas querendo provar que “uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”.

Na edição deste sábado, do jornal Folha de São Paulo fica claro que a coisa pública é tratada da mesma maneira aqui ou acolá. E como aprendi com minha mãe que um erro não justifica o outro, condene-se as duas atitudes (federal e estadual).

No caso do Estado de São Paulo trocaram a tapioca por outros coisas miúdas como podem ler nesse trecho da reportagem da Folha:

“Das fraldas da Secretaria da Administração Penitenciária a molduras para quadros da Secretaria do Meio Ambiente, o cartão de pagamento de despesas adotado pelo governo do Estado de São Paulo dá a senha para a mais variada lista de compras. Sob a rubrica “despesas miúdas e de pronto pagamento” e “outros materiais de consumo”, compra-se de tudo: das lojas de flores e doces da Secretaria da Fazenda a assadeiras da Secretaria da Segurança.
Anteontem, o chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, disse que o uso dos cartões era limitado ao gasto de “combustível, diárias e vale-transporte”.”

Leia a reportagem completa aqui

Ouça aqui a reportagem da Cristina Coghi: