O poema desta terça-feira foi publicado no livro “Apontamentos de história sobrenatural”, editado em 1976, no qual Mário Quintana descreve uma cidade que se foi. “Quintanares”, foi apresentado por 10 anos pelo jornalista Milton Ferretti Jung, na Rádio Guaíba de Porto Alegre, e você ouve neste blog toda a terça e sábado:
Autor: miltonjung
Escola se adapta a sono de adolescente
A dificuldade para acordar muito cedo, o baixo rendimento dos alunos e a experiência como mãe e professora, levaram a diretora Rosângela Moura a inverter a grade de horário da Escola Estadual Francisco Brasiliense Fusco, na zona sul de São Paulo. Os adolescentesm da 5ª a 8ª séries passaram a estudar no período da tarde, enquanto as crianças da 1ª a 4ª séries vão a escola pela manhã.
Depois de convencer coordenadores de ensino, professores e pais, a diretora avalia que o resultado tem sido positivo. E você debate o assunto aqui no blog após ouvir a entrevista com Rosângela Moura que foi ao ar, no CBN São Paulo:
O dia em que ficaremos em casa
Leandro Duca
Ouvinte-internauta do CBN SP
Apesar de o trânsito de hoje parecer o bug pelo qual um dia sairíamos de casa mas nunca mais retornaríamos com os nossos carros, haverá em breve uma salvação. Não é o pedágio urbano, nem a ampliação do rodízio, tampouco a volta de Jesus ao nosso mundo.
Será a tecnologia que deixará as ruas da cidade como um dia de domingo (domingo de alguns anos atrás, porque, hoje em dia, temos trânsito inclusive no fim de semana). Os trens do Metrô terão horário para saída e assentos vazios. Ônibus praticamente inexistiria.
Em breve os milhões de paulistanos não precisarão se dirigir a seus trabalhos. O escritório será nosso próprio lar. Bateremos nossos cartões de ponto virtualmente. Encontraremos nossos chefes e coelgas em uma conferência corporativa, e do home office desempenharemos nossas funções.
Nâo haverá os transtornos que nos obriga acordar duas horas antes, no mínimo, somente por conta do deslocamento até o trabalho. Este temo será reservado à nossa saúde que melhorará muito porque a palavra “estresse” será vocábulo existente apenas nos dicionários. Corolário disso, o trabalho será mais produtivo, promovendo o crescimento das empresas.
As duas horas gastas hoje após o término do expediente serão de dedicação à nossa família, mais estruturada. Por conta disso, e também por não haver mais pessoas nas ruas, os crimes diminuirão e será mais fácil e cômodo sobreviver do trabalho honesto que do crime.
Espero que o que aconteceu não tenha afetado minha sanidade mental!”
Conte Sua História: Velho e bom motoqueiro
Os criticados motoboys que rodam em alta velocidade recebem do ouvinte-internauta Newton Ayres um olhar diferenciado. A atitude dele se justifica por uma velha paixão do autor de mais um capítulo do “Conte Sua História de São Paulo”:
Saiba como encontrar o livro “Conte Sua História de São Paulo” acessando o site da Editora Globo. E envie a sua história para o endereço eletrônico contesuahistoria@cbn.com.br
De viagem, vida e leveza
Por Maria Lucia Solla
Olá,
Imagine-se arrumando as malas para passar um mês num país distante. Calcule o tempo necessário, pense se começaria a separar o que pretende levar com antecedência, ou se faria tudo de véspera. Imagine, também, que você mora sozinho e é o único responsável pelos pagamentos de contas e tudo o que envolve a administração da casa. Não estou de brincadeira, não, faça isso por alguns minutos. Elenque, mentalmente, o que levaria consigo e como deixaria as coisas organizadas, para não ser surpreendido, na volta, pelo caos absoluto. Garanto que é um exercício que vale a pena. Sinta o que é que não daria para deixar para traz. Quais livros, roupas, jóias, o computador. Seus brinquedinhos. Analise sua personalidade, se é mais para o social ou esportivo. Da sua casa inteirinha, só dá para levar duas malas que precisam se encaixar nas medidas e no peso determinado pelas companhias aéreas, e é com isso que você vai viver, por um mês.
Eu já deixei minha casa para traz, mais de uma vez, para morar longe, e da última foi por um tempo bem longo. O interessante desses deslocamentos é o dar-se conta de como se precisa de pouco para viver e ser feliz. Sediados em casa, no que chamamos de minha casa, a gente tende a criar raízes e a achar que tudo em volta é nosso, e que não se pode viver sem nem um alfinete que seja. Engano agudo, se por sorte não for crônico. Dá para viver, sim, e muitíssimo bem. O fato de dispor de espaço limitado, e ter que escolher o que levar, leva a pensar, optar por isto em vez daquilo, e avaliar cuidadosamente as próprias necessidades. Cada um é diferente, e não há receita de tamanho único.
A única coisa da qual tenho certeza, e que poderia oferecer como receita, é que o melhor é viajar leve, nas viagens e na vida. Se carregar muita coisa, a gente se transforma em escravo delas, tendo que arrastar um peso enorme e cuidar para que ninguém nos tire o que chamamos de nosso, a nossa bagagem. Nas viagens e na vida.
Sempre que meus filhos viajam, repito o mesmo conselho, feito disco riscado. Digo, filho, abra bem os olhos do corpo e os olhos da alma. Fotografar faz parte da nossa cultura, mas muitas vezes, enquanto a gente se preocupa em enquadrar bem uma cena, está perdendo tudo o que está fora do quadro. Equilíbrio, como sempre, é fundamental, e as fotos não devem exceder, em número, as situações em que a gente se deixa embeber pelo momento. Aquele momento em que se agradece pai e mãe por estar vivo e poder vivenciar a beleza, o sabor e a alegria de cada nova experiência.
Quando viajo, começo a descarregar meus pesos, antes da partida. Levo comigo o mínimo possível e parto de mãos dadas com a curiosidade que é assim comigo. Unha e carne. Quero viver a vida do povo do lugar, comer suas comidas, entender sua maneira de pensar e de sentir, e principalmente falar a sua língua. Observar e aprender.
Levo muito mais o que tenho em mim, do que aquilo que considero meu. Levo pensamentos, sentimentos, e emoções. Levo muito pouca saudade dos que ficam, porque na realidade, aqueles que amo não ficam. Estão comigo, sempre, onde eu estiver.
Fez o exercício? Chegou a alguma conclusão? E então?
Pense nisso, e até a semana que vem.
Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro De bem com a vida mesmo que doa, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano
“Avalanche Tricolor”: Era Carnaval
Fonte Flickr
Caxias 2 x 2 Grêmio
O azul da moça é para comemorar o Carnaval na Serra promovido, neste sábado, pelo Imortal Tricolor que, invicto, empatou com o time de Caxias do Sul, em jogo de muitos gols e um juiz que devia estar de mau humor por não poder desfilar na Sambódromo.
Quintanares: Aula Inaugural
O otimismo do poeta raramente se expõe em sua criação e, por isso, ao ouvir “Aula Inaugural”, na qual parece ser Mário Quintana o mestre a ensinar sua poética, é justificável que se desconfie das intenções dele ao convidar o leitor a dançar diante dos desafios. Parece querer debochar das situações com as quais temos de nos deparar.
Tire suas próprias conclusões em mais este texto de Quintanares, programa apresentado por 10 anos na Rádio Guaíba, de Porto Alegre, que reproduzo neste blog com a apresentação de Milton Ferretti Jung:
Quintanares está neste blog toda terça e sábado.
Confira a programação do Noite Paulista
O programa que vai ao no CBN SP toda sexta-feira, às 11 e 45 da manhã, também estará no blog, a partir de hoje, para você confirmar as dicas da Janaína Barros. O “Noite Paulistana” foi escolhido o melhor programa cultural do rádio pela APCA, em 2007. O motivo do prêmio, você ouve a partir de agora com as informações divididas em três áreas: cinema, teatro e show.



Foto-ouvinte: 39 minutos
A caminhada do ouvinte-internauta João Caldas começou às 7 e 11 da manhã, dessa quinta-feira (31/01), no bairro de Pinheiros. Na cabeça, a lembrança de Curitiba, cidade-limpa como ele próprio descreveu, a qual visitou nas férias. Nas mãos, a máquina de fotografia para registrar as imagens que encontrou no caminho.
No total, foram 39 minutos de passeio que começou na Aspicuelta, seguiu pela Simão Álvares, passou perto da Teodoro Sampaio, pegou a Marechal Estênio um pouco além, e incluiu a Manoel da Nóbrega, Oscar Porto e Afonso de Freitas, onde trabalha. O que encontrou, fotografou. E as imagens você vê clicando aqui.
Ninguém se preocupa em limpar os pés quando a casa já está suja, escreveu em tom de provérbio João Caldas.
Tratamento de choque contra sono no volante
O vídeo acima tem cenas estúpidas, chocantes e capazes de fazer qualquer um perder o sono. Foi produzido no estado de Victoria, na Austrália, e mostra a tragédia que pode acontecer com uma família quando o motorista não está descansado.
De acordo com a SOS Estradas, motoristas cansados causam 20% dos acidentes graves no mundo e 30% das mortes nas estradas. Os dados são semelhantes nos principais países do mundo. Rodolfo Alberto Rizzotto, coordenador da entidade, diz que se fala muito do motorista que bebe antes de dirigir, mas se esquece que é mais comum conduzir um carro com sono e isto pode causar graves acidentes.
O SOS Estradas, em texto de prestação de serviço, divulga mais dois endereços nos quais existem informações sobre o tema:
http://www.pausez-vous.fr/
