Foto-ouvinte: Traje executivo

O rapaz de bermuda, camisa social, gravata, meia até a canela e sapato não está na avenida Paulista. Causaria estranheza se estivesse. Poderia estar na avenida Atlântica, no Rio. Mas também provocaria espanto. O mesmo não ocorre nas ruas da Ilha de Bermudas, esta colônia britânica, no meio do Oceano Atlântico, onde o traje é um dos preferidos entre os executivos nos dias mais quentes, segundo o ouvinte-internauta José Roberto Gonçalves, que registrou a imagem no seu telefone celular.

Heródoto Barbeiro promete estudar o modelo e dependendo a aceitação do público aderir à moda na apresentação do Jornal da CBN.

Prefeitura promete recuperar telecentro

O secretário municipal Ricardo Montoro liga para responder a crítica do ouvinte-internauta Robson Leandro da Silva sobre o péssimo estado do prédio onde funcionava um telecentro, na avenida Professor João Batista Conti, 1201, no bairro de Itaquera. A informação e a fotografia foram publicados neste blog e no do próprio Robson

Responsável pela Secretaria Especial Para Participação e Parceria, Montoro avisa que o telecentro será recuperado e devolvido à comunidade. Após o ataque que resultou no roubo de boa parte dos equipamentos, a organização social responsável pela manutenção do local desistiu do convênio com a prefeitura. Houve a necessidade de refazer o convênio que está na reta final e, portanto, novos equipamentos serão instalados, é o que diz Ricardo Montoro.

O secretário aproveita para avisar que, nesta semana, receberá de presente do Governador José Serra 49 infocentros, versão estadual dos telecentros.

Começou a pressão

“Ser gremista é o sonho delirante de não conseguir ser na vida outra coisa.” A frase está na mensagem do ouvinte-internauta Carlos Ferreira, enviada nesse domingo, ao CBN SP, acompanhada de um pedido de clemência: “Mas se der pra facilitar pro timão vai ser mais delirante ainda”.

Este será o tom da semana esportiva dos corintianos que apelarão a todos os sentimentos para garantir três pontos que podem ser-lhes salvador, na última rodada do Campeonato Brasileiro quando enfrentam o Grêmio.

Amigos corintianos (creiam, eu os tenho), com os resultados deste fim de semana melhor não contar com a nossa ajuda no estádio Olímpico.

Mira lembra cartum campeão


Confira outros cartuns vencedores no Blog dos Quadrinhos

A foto publicada na coluna Mira (veja logo abaixo), nesse sábado, fez a ouvinte-internauta Celina Ishikawa lembrar do vencedor na categoria cartum temático do 3º Salão de Humor de Paraguaçu Paulista (veja logo acima). O trabalho é do carioca João Carlos Matias do Nascimento e tem o título “É gato”. Celina escreveu que achou interessante a “coincidência” entre o post do blog e o cartum vencedor.

De silêncio e feriado

Por Maria Lucia Solla

Olá,

O feriadão fez jus ao nome; foi imenso, generoso, de-li-ci-o-so. Começou na quinta passada, exibindo comenda de feriado nacional, e termina hoje, terça da semana seguinte, com menor abrangência; em alguns estados da Federação. Dá o que pensar. Aliás, dá para passar uma vida pensando. Durante esse tempo todo, do feriadão, não da vida, trabalhei muito pouco e descansei e pensei muito, já que o cérebro não desiste e quer assumir o controle de tudo. Se deixar, vamos acabar virando um enorme cabeção, sem tronco nem membros.

Não dá para resistir à comparação entre corpo e sociedade, dá? E é começando pelo menor que se chega perto de entender o maior; sempre. Pode parecer conversa babaca de rebelde sobrevivente do movimento Hippie-Paz-e-Amor, ou de militante Muita-Luz-Irmão, da Nova Era. É que tem gente que só entende se rotular; parece que tem a cabeça virada ao contrário, só olhando para trás, e com maus olhos, de preferência. Tenha o nome que for, receba honras ou pedras, a verdade é que a nossa porção divina se manifesta cada vez com maior freqüência, queiramos ou não, e a gente passa a pensar também com o coração. Só então começa a entender o que está vivendo e o que se passa em volta. E é esse novo pensar que nos dá a rota para a melhor solução dos impasses, e de forma que todos possam ganhar, sempre. Meu pai dizia que um negócio é bom quando é bom para as duas partes. No tempo dele era assim, negócios eram fechados entre duas pessoas que representavam, na maioria das vezes, as suas famílias. Hoje percebo que os negócios são fechados entre muita gente, dos dois lados, e muitas vezes entre gente que nem existe.

Mas voltando ao cérebro, o perigo está na concentração de poder num único organismo ou sistema. Se um deles assume o controle, vai natural e gradativamente neutralizar os outros que, por falta de atividade acabam atrofiando, e eventualmente morrendo. Quando morrem os sistemas que o alimentavam, o usurpador do poder morre também porque não há mais nada que o alimente.

Quando medito, aquieto a mente e abro alas para que outros órgãos e sistemas se manifestem; se expressem em mim, para reorganizarem e harmonizarem os meus corpos. Manifestação e expressão são vitais, no micro e no macrocosmo, no corpo e na sociedade.

Eu pretendia falar de feriados; até pesquisei, mas já que falamos do corpo, ou melhor, dos corpos, sugiro que você, depois de torcer o nariz para mim, se sente confortavelmente, costas eretas, corpo relaxado, mantendo a dignidade da presença, e aquiete sua mente, por alguns minutos. Os pensamentos vão tentar você a entrar num diálogo animado com eles, mas o segredo é ouvir o que têm a dizer e não responder, não entrar no pensamento-diálogo. Assim, sua mente se aquieta e você tem uma pequena amostra do que é bem-estar, permitindo que seu corpo/sua vida/sua sociedade também fique melhor.

Se for verdade que o externo é projeção do interno, você não acha que vale a pena começar melhorando lá dentro, que é mais fácil e está ao alcance e ao preço de minutos de silêncio?

Pense nisso, e até a semana que vem

Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano.

Arte engajada reaproveita “lixo”


Olavo pinta bandeira em madeira velha

O vidro é a matéria-prima do gaúcho Marcos Freire. As madeiras velhas são base para o trabalho do paulista Olavo Campos. O meio ambiente preservado é a meta destes dois artistas que desenvolvem seus projetos em São Paulo.

Uma embalagem de maionese que seria jogada no lixo pela mãe, fez Marcos pensar na possibilidade de usar o material para brincar. Isto foi na época em que era garoto. Hoje, aos 44 anos, transforma o vidro em vasos, colares, luminárias, anéis entre tantos objetos que expõe em seu ateliê no bairro do Itaim, na capital paulista.

Para Olavo, a natureza era a solução para a falta de tinta nas pinturas feitas na época da infância em Tietê, onde nasce o principal rio do estado. Criava pigmentos de cores a partir da terra e das plantas. Hoje, aos 74 anos, se destaca pelas obras feitas sobre pedaços de madeiras que seriam jogados no lixo. Uma porta abandonada já é motivo de inspiração para o trabalho que apresenta em seu ateliê no bairro de Moema.

Marcos e Olavo têm o dom de reaproveitar material que, na maioria das vezes, vai atolar os aterros sanitários da cidade, transformando-o em arte.

Mira: Fios entrelaçados são arte suburbana

Estava no meu caminho, mas está no seu também. Aqui em São Paulo ou em qualquer outra cidade brasileira. Postes e fios elétricos se entrelaçam no ar criando uma confusão visual que de tão comum passa despercebida. Para os paulistanos o efeito é ainda mais forte pois a cidade que foi capaz de enfrentar a poluição visual provocada pelos anúncios publicitários não tem coragem de encarar a empresa de energia elétrica.

Mira é o espaço que este jornalista encontrou para publicar fotografias registradas em uma máquina digital sem nenhuma pretensão – a máquina é claro, porque a nova coluna é tremendamente pretensiosa. Mira é a versão autoral da “Foto-ouvinte” na qual os ouvintes do CBN SP publicam suas fotografias.

Ouvintes-internautas falam da Operação Olho na Placa

A operação de combate à fraude ao IPVA, realizada pelo Governo de São Paulo, gerou uma série de mensagens de ouvintes-internautas do CBN SP.

A seguir, algumas dessas para compartilhar com você a opinião da turma que ouve o programa. Aproveitamos, também, para tirar dúvidas que surgiram:

“E quanto as empresa que possuem carros emplacados em outros estados, mesmo tendo uma filial em outra cidade podem rodar em outros estados?” (Izaias Vieira/Boituva)

Sugiro que leia a resposta da Associação Brasileira das Locodoras de Veículos que está postada abaixo.

“Interessante esse custo do IPVA no Estado de São Paulo e, ainda por cima, o governo não gasta mais nada pois tudo é repassado à inicitiava privada. E o direito de ir e vir? Será que tendo propriedade em outro município e/ou em outro Estado não posso recolher meus impostos com referência aos veículos?” (Julio Cezar Ferreira/Ibirarema)

Se houver propriedade em outro Estado, o veículo pode ser registrado lá, sem problema nenhum

“Tenho um imóvel em Dourados/MS e moro em Guarulhos/SP, posso emplacar meu carro no MS e usá-lo aqui normalment, uma vez que posso comprovar residência em ambos os estados ? (Ismael Brito/Guarulhos)

Se tiver como comprovar a residência por lá, sem problema nenhum.

“O entrevistado do seu programa disse que muitos endereços não existem, são fraudulentos. Se isso ocorre, existe a conivência dos órgãos de trânsito, uma vez que ao ser feito o registro é preciso documento que comprove residência. Outro detalhe: é muito comum ver veículos da CET de São Paulo com placas de Curitiba, no Paraná. Esses veículos foram fiscalizados?” (Norberto Ferraresi/São Paulo)

O governo do Estado de São Paulo reclama da falta de ação dos Detrans dos demais estados brasileiros que não colaboram para evitar a fraude do IPVA, pois participam da guerra fiscal. Quanto a CET, aguardamos resposta da companhia. Posso garantir-lhe que estes carros não foram parados pela PM.

“Como fazer quem comprou um veículo que era de outro estado e passou para o seu nome, e o colocou em SP, corretamente, mas sem o atual proprietário saber, esse veículo era um desses com licenciamento fraudulento? O Atual proprietário corre algum risco?” (Pedro Cruz/São Paulo)

Se o carro já está registrado em seu nome não há nenhum risco.

“Isso ocorre há muito tempo. Já tive um acidente onde o carro, conforme identificado o endereço, era frio. Até hoje procuro o tal fulano pelo rejuizo e por fugir sem prestar socorro. Quem anda correto sofre por uma falta de controle do Estado” (Paulo Carvalho)
É mais um prejuízo com esta fraude.

Locadoras de carro criticam operação do governo paulista

Com veículos tendo sido parados nas barreiras montadas pela polícia de São Paulo, devido a operação de combate a fraude no IPVA, os donos das locadoras de carros dizem que o Governo de São Paulo age sem amparo legal.

Eis algumas das informações divulgadas em nota pela Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA):

” … Não há embasamento legal e o setor não irá se curvar diante dos artifícios de intimidação e constrangimento infringidos aos seus clientes, aos turistas e à população em geral, artifícios estes representados pelas apreensões e/ou impedimento de circulação dos veículos do setor …”

” … A ABLA também reitera à população de São Paulo, clientes e turistas que os veículos das locadoras estão e sempre estiveram em situação regular do ponto de vista de licenciamento e pagamento de IPVA … “

” … As locadoras pleiteiam, junto ao Governo do Estado de São Paulo, há anos e sem resposta, a redução e/ou equiparação do IPVA, a exemplo do que já ocorre em outros 14 Estados da Federação, entre eles Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Goiás, entre outros … “

” … As filiais das empresas locadoras estão devidamente inscritas e reconhecidas pelas autoridades competentes. Mesmo que exista, no mesmo endereço, mais de uma empresa inscrita, não há neste procedimento desacordo com a legislação vigente. Portanto, o emplacamento de veículos no domicílio de filiais nestas condições, reconhecidas pelas autoridades competentes, também não está em desacordo com a legislação …”