Mira: Condomínio em pé de guerra

Na vizinhança ninguém sabia ou se envolveu na discussão. São todos muito discretos. Por isso, a nova coluna do blog, a Mira, ficará devendo os motivos da síndica ter se transformado em alvo de tão desaforada faixa. A imagem foi registrada na confluência das avenidas Guilherme Dumont Villares, José Migliano e rua José Coelho, zona sul. Foi esticada entre os postes na sexta-feira e retirada no domingo. A síndica ainda não se pronunciou.

Mira é o espaço que este jornalista encontrou para publicar fotografias registradas em uma máquina digital sem nenhuma pretensão – a máquina é claro, porque a nova coluna é tremendamente pretensiosa. Mira é a versão autoral da “Foto-ouvinte” na qual os ouvintes do CBN SP publicam suas fotografias.

Balada do caos aéreo

Carlos Castelo é músico, publicitário, passageiro de avião e – o mais importante – amigo de um gremista amigo meu. Não podia dar outra coisa a inspiração dele após muita fila, atraso e desrespeito nos aeroportos brasileiros. A letra é dele, a música de Luis Couto, a voz de Bal Santana, e os arranjos de Gustavo Santana e Marcelo Dino.

Se você quiser a letra completa vá até o You Tube

De educação e respeito

Por Maria Lucia Solla

Olá,

Confesso que sou romântica incorrigível, irresgatável e irrecuperável, mas não me lamento nem me gabo. São características minhas; só isso. Também sou sonhadora, idealista, otimista, e mais alegre do que triste, a maior parte do tempo. Amo a vida, perdida e intensamente. Pura paixão. Mantenho-me viva graças a um instinto de sobrevivência danado de bom, e de uma intuição afiada e fiel, que não dorme nem de noite nem de dia.

Essa exposição toda tem uma razão, já que as características acima fazem parte da minha receita, e eu me pergunto se não seria essa mistura que me impede de tolerar falta de educação e falta de respeito. É possível que não sinta o mesmo, a pessoa que tenha ingredientes diferentes dos meus. Como sentem os que têm os pés bem firmes plantados no chão e os que são mais pessimistas ou menos efusivos do que eu? E me pergunto como sentem os que detêm o poder e vivem para reger a orquestra, e aqueles que nem têm idéia de que haja, em algum lugar, uma orquestra. No meu caso, seja o que for que eu faça, fico encantada com a vida, contenho a respiração e mantenho olhos e ouvidos bem abertos, para não perder o mínimo detalhe. E você, qual é o seu estilo de viver?

Quem me conhece me ouve dizer que na receita do amor, de qualquer tipo de amor, são necessários, entre outros, dois ingredientes básicos e insubstituíveis; respeito e admiração. Agora me diga, é possível respeitar e admirar o mal-educado? É possível admirar e respeitar o grosso, o deselegante – de atitudes, não de guarda-roupa?

Anjos, Arcanjos, e todos os emissários do Criador que me perdoem a pequenez, mas é a tarefa mais simples e ao mesmo tempo mais complicada, a que se exige de nós, seres humanos. Não dá. Amar certos semelhantes que andam desembestados por aí, esfregando na nossa cara um ego espaçoso e mal-acabado, corcoveando porque não enxergam nada além do próprio umbigo saliente? É pedir demais! Se essa for matéria eliminatória para entrar no reino dos céus, aceitem, os obedientes às Leis de Deus, as minhas despedidas, porque certamente não nos veremos na eternidade. Deve ter havido algum engano na tradução do Santo Livro. Como é possível amar o Fernandinho Beira-Mar? Como é possível respeitar mensaleiros e admirar conselhos de ética sem ética, juízes injustos, corruptos de todo tipo e feitio, presidentes fanfarrões, prepotentes e arrogantes? Fica difícil, muito difícil!

Aí vem um presidente grandalhão, metido a besta, e sem a mínima noção do que possa ser educação e respeito, e obriga um rei a lhe passar um pito, na frente das visitas. Do outro lado, com uma ponta de continente dividindo os eventos, cria-se controvérsia porque um jornalista, funcionário do Tribunal, chamou um superior, no caso o Ministro do Supremo Tribunal Federal com um sonoro psiu! , e este iniciou um procedimento administrativo disciplinar contra o moleque malcriado. Agora me diga, educação saiu de moda?

Pense nisso, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano. Este artigo foi publicado excepcionalmente no sábado devido ao feriado desta semana.

A graça do rádio

Gente das antigas, como Heródoto Barbeiro, Juca Kfouri e Waldemar Ciglioni, além de uma turma mais nova, foram ouvidos pelo jornalista Edison Rodrigues Filho que reuniu boas e engraçadas histórias do rádio. O resultado deste trabalho está no livro “Anedotário do Rádio Brasileiro” que será lançado no dia 26 de novembro, na livraria Nobel no Shopping Center 3, na avenida Paulista.

Ouça algumas dessas histórias na entrevista de Edison Rodrigues Filho ao CBN SP:

Motofrete: 73% têm amigo que morreu de moto

Ter um amigo que morreu em acidente de moto passou a ser comum entre os profissionais que trabalham no serviço de motofrete. De acordo com pesquisa encomendada pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, 73% deles conhecem motoboys que morreram enquanto estavam trabalhando. Dos ouvidos, 46% já sofreu alguma queda.

Ao ouvir os motoboys, a Sociedade quer entender os hábitos desta categoria e os caminhos para combater esta violência que mata pessoas muito jovens na cidade. A pesquisa você acessa na página da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e a entrevista com o presidente da entidade Marcos Musafir no link a seguir:

Conexão Rio-SP: Pena alternativa é pouco usada no Brasil

Os universitários que atacaram uma prostituta com jatos de extintor de incêndio no Rio começaram a prestar serviço à comunidade e ganharam as primeiras páginas dos jornais e portais, além de destaque na programação de rádio e TV. A presença no noticiário se dá pelo inusitado da pena, já que no País o comum é mandar o culpado para a cadeia ou não mandá-lo – ou seja, não puni-lo.

Em São Paulo, existem 2 mil vagas para trabalho de sentenciados, apenas 700 estão ocupadas. Especialistas dizem que o sistema sofre resistência de boa parte dos juízes paulistas.

Hoje, para crimes com penas inferiores a quatro anos de prisão, o juiz decide se manda o sentenciado para a cadeia ou se aplica uma punição alternativa. O Brasil tem apenas dois tipos de pena alternativa, a prestação de serviços à comunidade e a restrição de direitos. Este último caso é mais comum de ocorrer com torcedores de futebol que se envolvem em casos de violência e depredação de patrimônio. Alguns são obrigados a comparecer na delegacia onde permanece enquanto o time para o qual torce estiver jogando.

Cidade Limpa: Como nos velhos tempos

Doze galhardetes, banners e faixas aparecem nesta fotografia do cruzamento da avenida Guilherme Dumont Villares com a rua Professor José Horácio Meirelles Teixeira. Tem anúncio de grandes construtoras e incorporadoras imobiliárias até prestadores de serviços.

A cena se repete nos fins de semana e feriados, como ontem, quando a foto foi feita. Esta publicidade é ilegal. O número e o nome dos infratores estão à disposição da fiscalização.

A prefeitura enviou para o CBN SP, nesta semana, uma enormidade de números para provar que está atenta a estes anúncios ilegais. Diz que a multa é de R$ 5 mil. Não tem dado resultado, pelo visto.

Capela de São Miguel é esperança de moradores do bairro

Os primeiros sinais na história foram do século 16, ainda na época em que o padre Anchieta andava por estas bandas. No entanto, a construção da Capela de São Miguel Arcanjo, nos moldes que conhecemos atualmente, só ocorreu no início do século 17. É com base nesta arquitetura que se desenvolve o trabalho de recuperação deste que é um dos pontos mais famosos de São Miguel Paulista, na zona leste. Para os moradores da região, a retomada deste marco pode colocar o bairro no mapa de São Paulo, já que boa parte entende que a cidade dá as costas para eles.

Ouça a entrevista do arquiteto Alessandro Pompei, responsável pelo trabalho de reforma da capela, ao CBN SP:

Kassab posa de xerife

O paulistano que abriu os jornais da cidade nesta manhã deve ter levado um susto: está lá na primeira página o prefeito Gilberto Kassab sentado sobre enormes sacos plásticos cheios de quinquilharias. Em uma delas, inclusive, a impressão é que o prefeito caiu sobre o material, pois aparece um assessor estendendo a mão para ele. Tudo não passou de jogo de cena, apenas para aproveitar a prisão de Law Kim Chong, considerado pela Polícia Federal o maior contrabandista do País.

A história começou com reportagem do jornal O Estado de São Paulo que mostrava ser Law o dono de um shopping popular que seria inaugurado no bairro do Pari, região central, com o apoio da prefeitura. Prefeito, subprefeito e secretários anunciaram que não sabiam quem era o dono do estabelecimento comercial que iria abrigar camelôs. E prepararam o contra-ataque. Colocaram a fiscalização no local e, lógico, encontraram produtos contrabandeados. A Polícia Federal foi acionada e, a espera de um bom motivo para devolver Law para a cadeia, algemou o suposto contrabandista.

Fato consumado, o prefeito Gilberto Kassab não perdeu tempo, cancelou agenda, desviou a rota do helicóptero no qual estava a bordo e rumou para o Pari para tirar fotografia em meio aos sacos de contrabando e anunciar: “Sr. Law, São Paulo não o quer aqui. O senhor é um bandido”. Alguns juram que a frase certa seria “Sr. Law, São Paulo não tem espaço para mais bandido” – mas isto fica por conta da galhofa.

Espera-se, agora, que o mesmo rigor seja usado em relação a todos os demais centros comerciais que vendem produtos contrabandeados na cidade. E não é preciso ir muito longe dali onde estava o prefeito. Um passeio pela mais importante avenida da capital, a Paulista, renderia muitas poses para o álbum de fotografias do prefeito.

Itu tem a maior árvore, por enquanto

Este emaranhado de conexões de ferro e tubos faz parte da árvore de Natal do Rio de Janeiro que será inaugurada apenas em 15 dias. Sendo assim, na “Guerra das Árvores” travada entre a capital fluminense e Itu, a cidade do interior paulista saiu na frente. Já está pronta com seus 83 metros de altura, conforme fotografia postada logo abaixo. Assim, por enquanto os moradores de Itu podem dizer com todo orgulho que “nós temos a maior árvore de Natal do mundo”.

O mundo não será mais o mesmo, após esta informação.