Veja se você tem direito a desconto no IPTU, em São Paulo

Pouco mais de 2 milhões e 900 mil paulistanos têm direito a desconto no IPTU e não sabem. A informação é da própria prefeitura que oferece a vantagem a quem solicita a emissão da nota fiscal eletrônica dos prestadores de serviço que faturam até R$ 240 mil por ano.

Para ver se você é um dos “felizardos” acesse a página da nota fiscal eletrônica na internet , clique no ícone “Acesso ao Sistema” do lado esquerdo da página, digite seu CPF e crie uma senha. Imediatamente você saberá se tem crédito a receber. Caso tenha, basta informar para qual imóvel este crédito será usado. Ano que vem, quando o carnê do IPTU chegar, o desconto estará calculado.

De acordo com Arnaldo Augusto Pereira, sub-secretário da Receita Municipal, desde junho do ano passado foram emitidas mais de 104 milhões de notas fiscais eletrônicas, com faturamento total de R$ 116 bilhões, geração de R$ 3,5 bilhões em ISS, e créditos que chegam a R$ 162 milhões de reais.

No entanto, se o paulistano não se cadastrar vai deixar de receber este benefício que pode ser usado no prazo de até cinco anos.

Ouça o primeiro trecho da entrevista do sub-secretário Arnaldo Augusto Pereira, ao CBN SP:

Tire mais dúvidas sobre o desconto no IPTU, no segundo trecho da entrevista:

Se a dúvida persistir, deixe sua pergunta no espaço reservado aos comentários e trataremos do tema, ao vivo, no CBN SP.

Foto-ouvinte: Playground em Itaquera

O novo espaço de diversão da gurizada que mora na Francisco Alarico, em Itaquera, foi registrada e contada pelo ouvinte-internauta Franklin Karbstein em formato de reportagem que reproduzo a seguir:

“A Avenida Francisco Alarico Bergamo, desaparece em frente ao número 1132, num grande buraco, ou melhor em uma cratera de pelo menos 10 metros de comprimento, por 6 de largura. O advogado Franklin Karbstein, fotografou com seu celular, nesta segunda-feira, 05 de novembro, as 18 horas, um grupo de crianças, moradoras da região, brincando alegremente dentro da cratera, que não tem nenhuma pessoa da prefeitura vigiando ou cuidando. Silvio Melo Santos, (de camiseta azul) com 13 anos de idade, que brincava com Vinicius Morais dos Santos (10), Guilherme Henrique Tavares (12) e Anderson Toledo Pereira da Silva (11), perguntou ao advogado o que ele iria fazer com as fotos. Franklin falou que iria mandar para a imprensa, ao que Silvio respondeu, -“puxa, que bom, o senhor é o único que veio fazer alguma coisa para fechar essa cratera, porque ela está aberta há uma semana e ninguém fez nada até agora”. A Avenida Francisco Alarico Bergamo, é uma importante ligação entre os Bairros de Itaquera e São Miguel Paulista”

O “exótico” aquecimento solar na terra do frio

Coisas de Estocolmo*

Eram cinco e meia da tarde quando deixamos a comunidade de Danderyd, no subúrbio de Estocolmo, e a noite já começara naquela região da Suécia. De agora em diante isto ocorrerá cada vez mais cedo até o fim do inverno. Perguntei ao jornalista russo Pavel Prokhorov, de São Petesburgo, o que achara da conversa que havíamos mantido durante uma hora e meia com um dos moradores do vilarejo de 50 casas que integram programa experimental de aquecimento solar e geração de energia: “Um pouco exótico de mais”, respondeu em inglês.

Exótico pode ser traduzido por estranho, termo que caberia à experiência que tivéramos oportunidade de conhecer. Mais ainda ao homem que nos deu as boas vindas e apresentou o trabalho desenvolvido desde 2002 naquela vila de Enebuberg. Um senhor de quase 70 anos, alto e forte, capaz de caminhar com rapidez apesar de ter de arrastar uma das pernas que quebrou há pouco tempo.

Em lugar da apresentação projetada do computador, Stig Rahm usou folhas tamanho A4 coladas na parede da casa para nos explicar o sistema de aquecimento Anneberg ou como coletar e estocar energia solar para aquecimento durante os dias frios, na Suécia – que são maioria em uma escala anual.

Mesmo com os quatro graus centígrados daquele fim de tarde, ele fez questão de passear com o grupo de jornalistas que o ouvia do escritório, onde administra a comunidade, até a casa dele.

À esquerda de quem entra na porta principal há uma grande sala dividida em dois ambientes, com um laptop sobre a mesa, um televisor, móveis, muitos livros e brinquedos espalhados. À direita, uma cozinha de tamanho médio e confortável, onde um rádio está ligado. No lado oposto da porta, o banheiro. O pé direito da casa é alto, e nos permite ver que na parte de cima há espaço para dois quartos, pelo menos.

Stig abriu uma pequena porta na parede do banheiro e afastou casacos que estavam na dispensa para nos mostrar os equipamentos que têm dentro de casa, capazes de aquecer a água que consome, a partir de um sistema de coleta de energia solar com 52 placas que cobrem todo o telhado. O emaranhado de canos que passa pelas paredes e piso não é visível e só se pode entender melhor seu funcionamento após conferir a tela de um computador que registra 26 graus centígrados. Esta é a temperatura da água que passa pelos canos, naquele momento. No mesmo programa é possível ver que, ao deixar a casa, houve perda de apenas 2 graus na temperatura da água, em uma demonstraçõo de eficiência.

E para alcançar este resultado houve mudanças na forma de consumo de cada um dos moradores da vila, e equipamentos foram escolhidos cuidadosamente para manter o calor, seja com a colocação de vidros duplos nas portas e janelas, seja no tipo do piso escolhido para as moradias. Os eletrônicos só entram nas casas se atenderem normas rígidas que privilegiam o baixo consumo de energia.

O sistema de aquecimento não funciona de maneira isolada. Há, também, preocupação em conter a água da chuva para reaproveitamento, separação do material reciclado, entre outras ações que visam a redução do consumo de água e energia. Mais de 60% do aquecimento anual é suportado pelo sistema, não sendo suficiente, portanto, para sobreviver todo o inverno, o que exige a manutenção de força elétrica usada com moderação, ressalta o simpático sueco.

O visual de Stig Rahm, a maneira como ele se esforça para que possamos entender a lógica da coisa e, principalmente, a sinceridade que usa em suas avaliações confirmam um dos lemas dos moradores que acreditaram nesta experiência: “Simplicidade no desenho é preferível em lugar do perfeccionismo”, era o que estava escrito em uma das “telas” do “powerpoint” improvisado.

A valorização dos imóveis nos últimos anos demonstra que os moradores estão trilhando um caminho que extrapola a imagem exótica que nosso preconceito registrou. Casas compradas a 1,9 milhão de coroas suecas – que trocados por reais significam 570 mil – hoje estão à venda por 4 milhões de coroas suecas – R$ 1,2 milhão.

O mais surpreendente, contudo, é que mesmo moradores dispostos a algumas “privações” em defesa do meio ambiente são tentados a manter não apenas um, mas dois carros na garagem  e belos carros, por sinal. Provavelmente comprados com o dinheiro que economizaram ao reduzir o consumo de energia elétrica e água.


Nesta semana, apresento neste blog algumas histórias registradas na viagem a Estocolmo com um grupo de jornalistas estrangeiros convidados pelo governo da Suécia a conhecerem tecnologia ambiental.

Cuidado, a fumaça que você solta está sendo filmada

Um equipamento capaz de registrar a poluição provocada pelo carro que você dirige estará nas ruas de São Paulo. O caça-fumaça lê, através de sensores remotos, emissões de veículos movidos a álcool, gasolina e gás. O sistema grava imagens do carro e da placa, além da velocidade e aceleração. Os maiores poluidores receberão, em casa, carta da prefeitura convidando-os a regular o motor do carro.

O equipamento apresentado nesta segunda-feira ajudará no monitoramento de emissões da frota de carros na cidade, apesar de a legislação brasileira não permitir que o motorista flagrado seja multado. Os dados registrados pela prefeitura vão oferecer uma visão melhor das condições dos veículos que andam na capital paulista.

Acompanhe as explicações do secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge, ao CBN SP:

Bairro sustentável enfrenta preguiça do cidadão

Coisas de Estocolmo

Nestes dias, contarei aqui algumas das histórias ouvidas e aprendidas na viagem feita a convite do governo da Suécia, semana passada.


Hammarby consegue reduzir em 25% o consumo de água

Erik Freudenthal tem cabelos grisalhos e curtos (arriscaria dizer que usa máquina três, apesar de o especialista no assunto ser meu colega de rádio, o Barbeiro). A combinação com a camisa rosa desconcertada, calça jeans azul e sapatênis preto lhe dá um ar mais jovem do que os 60 anos que tem. A boa impressão deve ser efeito, também, do trabalho que realiza com entusiasmo e simpatia no centro de informações do bairro de Hammarby.

No área sul de Estocolmo, antes dos anos 90, havia indústrias que contaminaram o solo e uma região portuária em torno do lago que leva o nome que batizou o bairro. Foi lá que os organizadores da candidatura da cidade aos Jogos Olímpicos de 2004 imaginaram construir a vila que receberia atletas de todas as delegações. Queriam conquistar os olhos dos conselheiros do Comitê Olímpico Internacional e desenharam projeto que tinha como base o respeito ao meio ambiente.

A frustração pela disputa perdida para Atenas não levou a interrupção das idéias – ao contrário do que aconteceu em São Paulo quando derrotada pela concorrência interna do Rio de Janeiro. E o desenho se transformou em um conjunto de prédios cercado por água, muita área verde e tecnologia ambiental. Estrutura que integra cerca de 9 mil moradores acostumados a receberem a visita de estrangeiros curiosos, como eu e o grupo de jornalistas que estiveram por lá semana passada. Foram mais de 10 mil desde que inaugurada.

Recebidos por Erik, fomos levados até o topo do prédio da central de informações para vermos a plantação que cobre todos os telhados, e coleta a água da chuva para um encanamento que permitirá o abastecimento de cada um dos apartamentos. Água aquecida por sistema de coletor solar.

Lá de cima, pode-se ver os canais a céu aberto que tornam o solo mais permeável, aumentando a capacidade de reaproveitamento da água. Nosso anfitrião, que nos convida a experimentar o sabor de algumas das espécies plantadas no telhado (tarefa que preferi deixar para a turma menos cética), explica que a redução do impacto negativo ao meio ambiente iniciou-se na escolha do material para construção. Opção que aumentou de 2 a 4% o custo total da obra, valor recuperado com a economia no consumo de água e energia, por exemplo.


Telhado verde é solução para captar água da chuva

Antes de chegar a sala de conferência passei pelo banheiro – afinal, ninguém é de ferro. Um adesivo agradece pela energia que você ajuda a produzir em Hammarby. Em outro um recado de gosto duvidoso: “From toilet till omelet”. São para lembrar que os dejetos produzidos pelos moradores e visitantes vão ser transformados em biogás na estação que fica muito próximo dali.

Calcula-se que uma pessoa solteira é capaz de produzir dejetos e resíduos orgânicos suficientes para garantir as refeições preparadas no fogão durante o mês.

O material que gera biogás também é proveniente dos coletores espalhados para atender a população, em um sistema de avançada tecnologia, sobre o qual falaremos nos próximos dias.

Sorridente, Erik apresenta a maquete que se encontra no andar térreo do centro de informações: vocês estão aqui, comeram neste lugar, passaram por estas avenidas, as áreas verdes são estas outras. Indicações que interrompo para perguntar onde está o apartamento dele. Não está, ainda, responde rápido. Será na próxima área que começa a ser construída seguindo o mesmo padrão de todo o bairro. Por enquanto, ele mora a uma distância que lhe permite chegar de bicicleta, todos os dias.

Aliás, o deslocamento dentro do bairro em 75% das oportunidades é feito a pé, de bicicleta ou com transporte público. Opções que não substituem o uso do carro quando o trajeto vai pouco além das “fronteiras” de Hammarby. Segundo Erik, o uso do automóvel para ir ao trabalho foi reduzido em 10%, muito longe dos 50% imaginados no início do projeto. Para este dado que frustrou a minha expectativa, o futuro morador da área tem uma resposta que deve servir de motivo para reflexão de todos nós: preguiça.

De luz e sombra

Por Maria Lucia Solla

Olá,

Em mim habitam, sob o mesmo teto, humano e divino; e me fazem híbrida. Sou movida a mente e a coração, que por vezes se tornam cúmplices e por outras se enfrentam fratricidamente. Dual, posso ser o mais forte e implacável dos guerreiros, ou a mais frágil e indefesa das donzelas, mas em momentos de loucura e libertação, sou os dois. Posso ser o gigante destemido, mas também baixo o olhar e aprisiono o coração, feito menina descalça e faminta.

Em mim habitam erro e acerto. Erro a torto e a direito, mas sei pedir desculpas e escorrego num pé e levanto no outro. Acerto também, mas nada digno de observação. Ainda dividem o espaço em mim, ingenuidade e malícia. Há vezes em que levo tempo para ver o que está bem ali, debaixo do nariz, e outras em que vejo claro, tanto longe quanto dentro. Então trilho os caminhos que me fascinam e evito os que me apavoram. Nas passadas mais importantes do trajeto, sinto frio na barriga e me formiga o coração, mas não hesito em me fazer refém de flores, pássaros, olhares, gestos, sorrisos, lágrimas e idéias, num piscar de olhos. Num abraço.

Reconheço em mim generosidade e tirania, e é assim, de forma generosa e tirânica que sempre dei corda para que meus filhos pudessem sorver cada gota da sua porção de vida, com meus dedos roxos e doloridos de segurar a ponta dela. Fazem ainda parte do conjunto, contestação e conformismo; a primeira à custa da mente, e o segundo à custa de fígado, baço, pâncreas, e seus parceiros.

Reconheço em mim a aceitação e a birra que me faz espernear quando a vida não me dá o que eu quero. Mas deixe estar, que já dei um chega pra lá na segunda. Abri as porta da teimosia que me mantinha prisioneira, espiei pela fresta e o que vi lá fora me fascinou de tal forma que decidi correr atrás.

Em mim, habitam entendimento e confusão. O entendimento tem me mostrado, entre outras coisas, que a criminalidade se divorciou da pobreza, após longo casamento, e que confusa, foi seduzida e se atirou de corpo e alma em relação promíscua e perigosa com poderes que sobem rampas e ocupam gabinetes, onde bandido é chamado de doutor.

Reconheço também em mim a perfeição e o seu oposto; uma administrando o ideal e a outra o real.

Acolho portanto, em mim, vida e morte, mas mesmo optando pela primeira, reservo à segunda um momento de clímax e protagonismo, a tempo e hora.

Assim vou levando, dia sim e outro também. Aprendendo novos ritmos e sons, vou me acostumando e me adaptando a essa turma toda que mora aqui, e vou afinando o meu viver, a meu modo. E você?

Pense nisso, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano. Em virtude do feriado, este artigo foi postado nesta sexta-feira.

Baksmällan ou escândalo, é tudo a mesma coisa

De Estocolmo


O tablóide Aftonbladed gastou 9 páginas para o assunto que está em todos os bares da cidade

Sexta-feira é feriado na Suécia, assim como no Brasil. Também como a gente, os meios de comunicação e os suecos não resistem a uma boa fofoca. Vira destaque na primeira página do jornal, ganha edição especial, reportagem no rádio e na TV e muita conversa de bastidor.

Desde a semana passada, o “fogo” que a secretária de Estado Ulrica Schenström tomou na mesa de um bar de Estocolmo e as cenas “fogosas” com um jornalista da TV4 registradas por um tablóide da terra é assunto entre os suecos e vinha causando constrangimento ao primeiro-ministro Fredrik Reinfeldt.

Ela é o braço-direito do governo dele. Braço que estava envolto no pescoço do meu colega de profissão Anders Pihlblad, enquanto trocavam beijos apaixonados.

No primeiro momento, o chefe do executivo sueco agiu como boa parte dos políticos: garantiu que ela estava sóbria naquela noite. História que não se sustentou diante dos contados 18 copos que teriam tomado de um vinho no valor de cerca de 1.145 coroas suecas, pouco mais de R$ 370.

Ulrica renunciou, reconheceu a bebedeira e se intitulou irresponsável. O primeiro-ministro taxou o fato de “tragédia”. Não compreendi bem o texto em sueco mas parecia estar escrito que “foi a maior que jamais havia acontecido antes do governo dele”.

Ainda tenho dúvida do motivo que teria provocado esta reação no conservador primeiro-ministro: a quantidade de vinho, o preço da garrafa ou as cenas de amor explícito com um jornalista famoso.

O porta-voz da edição sueca da Playboy ainda não se pronunciou sobre a possibilidade de a ex-secretária posar nua.

Ônibus amigo do meio ambiente e do passageiro, também

De Estocolmo


Frota movida por etanol e biogás chega a 430 veículos

O ônibus que deixa a sede da SL-Stockholm Transport tem apenas 11 passageiros, dos quais oito jornalistas estrangeiros. Os demais são funcionários da empresa responsável pela política de transporte público na capital da Suécia, sistema que atende cerca de 21 milhões de pessoas por mês, menos de 10% do que a SPTrans leva na cidade de São Paulo, apenas nos ônibus e vans.

Não são os números, a eficiência e menos ainda os passageiros que fazem especial este ônibus que nos transporta até a estação de abastecimento de combustível da SL. É, sim, o combustível que o movimenta: etanol.

Usado desde 1989, o etanol já move frota com 389 ônibus em Estocolmo e o esforço é que até 2011 metade das viagens seja feita com motor movido a combustível renovável. Em um ainda distante 2025, a intenção é que não haja mais ônibus queimando diesel.

Em meio as explicações sobre as mudanças feitas em relação ao ônibus convencional, o diretor da SL-Stockholm Transport, Stefan Wallin, descobre que há um jornalista brasileiro a bordo, motivo para que a conversa discorra sobre a necessidade da Suécia negociar a compra do produto no Brasil. Acrescenta que seria preciso adaptá-lo às condições do país mas não tem dúvida ao afirmar da qualidade do etanol verde-amarelo.

Para a Suécia, o acordo com o Brasil é estratégico para dar seguimento ao plano que conseguiu, até 2006, reduzir o uso de combustível fóssil em, aproximadamente, 41 mil toneladas/ano e gastar menos 16 milhões de litros de diesel/ano.

Ao chegar na garagem, enquanto o nosso ônibus é abastecido, ao lado há outro estacionado, movido a biogás. O combustível – também renovável – vem de uma estação construída a um quilômetro dali. É lá que parte da “sujeira” produzida pelos suecos é transformada para movimentar os 51 veículos que circulam na cidade. Em dois anos, este número deve saltar para 130.

O frio de 4 graus e o vento que sopra na garagem encurtam nosso bate-papo. Antes de ir embora, porém, quis saber do diretor da SL se costumava usar ônibus no seu dia-a-dia. Stefan respondeu com desdém: “vou e volto para casa”.

Quando as autoridades brasileiras passarem a usar o sistema de transporte público com a naturalidade de Stefam, sinal de que as empresas que atuam no país poderão adotar o mesmo lema da companhia sueca: “Nós fazemos o seu dia mais fácil”.